Isla Providencia y Santa Catalina

Que San Andres é lindo não é novidade. Mas Providência e Santa Catalina… Dios mio!
Providência é uma das ilhas que pertence ao mesmo arquipélogo de San Andres. Fica coladinha em outra ilha, Santa Catalina. Elas não tem o mesmo tamanho de San Andres, são beeeem menores, também não tem tanto comércio, também não tem muitas formas de acesso, mas San Andres não tem nem de perto o charme dessas pequenas, ahhh não tem!

Vista aérea de Providência | Foto: Bianca Santos

Vista aérea de Providência | Foto: Bianca Santos

A única forma de chegar em Providência é partindo de San Andres, seja de avião (mais pra teco teco do que pra avião) ou catamarã. Li por aí que o mais legal é ir de avião e retornar de catamarã devido a alguns fatores como a corrente marítima, que deixa a ida pra ilha bem nauseante.
Comprei a passagem de avião através do chat da empresa Satena. Pesquisando no Google, dizia que só esta empresa que faz a rota de avião, mas no aeroporto vi um outro, específico da rede super chique de hotéis Decameron. Paguei 236000 pesos colombianos via cartão de crédito, o que na época deu R$ 280,00 na fatura. Deixei pra comprar a volta de catamarã já em San Andres, mas, big mistake… deixei pra ir atrás da passagem um dia antes de ir pra Providência, e não tinha mais passagem de volta no catamarã no dia que eu precisava, apenas no dia do meu retorno ao Brasil. O valor estava 180000 pesos para apenas um trecho e 30000 para ida e volta. Bueno, me restou tentar a volta de avião. Também não tinha lugar na data que eu havia planejado, apenas para o dia seguinte. Como não tinha opção, beleza. Mais 236000 pesitos, também no cartão e rezando pra baixar o dólar!
Na real, com a vista do avião e o tempo curtíssimo de 20 minutos de viagem (de catamarã são 4 horas), eu até que não achei de todo ruim toda a treta da passagem de volta não. Vou nem falar nada, só observa essa vista!

Vista aérea de Providência | Foto: Bianca Santos

Vista aérea de Providência | Foto: Bianca Santos

O aeroporto é minúsculo, não tem nada de comércio. Apenas desce do avião, mostra passaporte e tarjeta de turismo (É comprada no aeroporto de Bogotá, e é obrigatória para entrar em San Andres. Custa 104000 pesos), pega a bagagem e adiós.
Solicitei o transfer digratis do hostel, e quando cheguei o moço já estava lá me aguardando de moto. Capacete? Pra quê?
O hostel é increhible, se chama Posada Lia! No meu quarto não tinha cozinha, mas vi que alguns tem. Quarto grande, com ar condicionado sem limitação de horário para utilização, frigobar e TV a cabo. Só o wifi que deixou a desejar, porque no quarto que eu fiquei não chegava o sinal. But that’s ok, dia todo na praia, e ainda tinha dois livros pra terminar de ler. Recomendo de coração que fiquem neste hostel, as pessoas são muito solícitas. O moço que me buscou no aeroporto veio o caminho todo me explicando sobre a ilha, falando de lugares para ir e dizendo que eu vou querer voltar muitas vezes (já quero!). Já no hostel, a moça da recepção foi até a entrada da ilha de Santa Catalina comigo, também falando sobre o lugar e explicando como acessar a praia mais próxima. Um amor! Não quero ser injusta, mas tenho que comentar que o povo de San Andres tem muito a aprender com o pessoal de Providencia e Santa Catalina no que diz respeito a educação e simpatia. Ou eu que sou muito azarada e só encontrei gente chata por lá.

Logo na chegada, fui à praia mais próxima, a praia Fort Bay em Santa Catalina. Haja fôlego pra chegar lá. Precisa dar a volta em parte da ilha, subir uma escadaria que leva até a estátua de Santa Catalina, descer outra escadaria (as duas imensaaaas), aí tcharaaaam! Praia! É bem pequena, coisa de 50 metros de extensão, e por ali também se tem acesso à caverna onde a celebridade local, o pirata Henry Morgan teria escondido alguns de seus tesouros. Lá temos um autentico pirata do Caribe! Rááá!

Fort Bay | Foto: Bianca Santos

Fort Bay | Foto: Bianca Santos

Em Fort Bay tem um único bar, Welcome to Paradise, com dois moços que cuidam da praia como se fosse uma casa. Impecável! Lá eles vendem apenas bebidas locais, o Coco loco, Piña Colada, e o que eu bebi por indicação do Carlos, invenção do próprio, e se chama Carlos Special! haha Ele monta o drink dentro de um côco, e não lembro o que ele coloca. Só lembro que ele falou em vodka e cereja. Lembrei beeem da vodka depois que bebi o drink e resolvi levantar pra tirar uma foto. Geeente, que troço forte! De qualquer forma, recomendo o Carlos Special, só vá com calma!

Bar em Fort Bay | Foto: Bianca Santos

Bar em Fort Bay | Foto: Bianca Santos

O “centro” de providência é uma graça. Tem uma praça, e o comércio é todo ali. Em todas as praças tem pontos de wifi, e por isso é comum as praças estarem sempre com bastante gente.

O transporte na ilha é feito de  moto táxi, que custa 4000 ou 5000 pesos, depende do motora. E você está com uma segunda pessoa? Não tem problema, dá uma apertadinha que cabe todo mundo na moto! Tem alguns poucos carros que fazem o serviço de transfer, mas enquanto a moto é 5000, o carro é 20000.

Fiz um tour de lancha ao redor da ilha que passa por várias praias, como a praia Manzanillo e vai até Cayo Cangrejo, que é o local mais famoso da ilha.

Manzanillo é onde tem o bar mais famoso, o Roland’s Bar. Lá rola muito reggae, cerveja, comidinhas, e à noite rolam otras cositas más también!

Playa Manzanillo | Foto: Bianca Santos

Playa Manzanillo | Foto: Bianca Santos

E o lugar mais fantástico de todos, Cayo Cangrejo! É  uma ilhota, não tem faixa de areia, apenas um deck com um pequeno bar. A entrada para estrangeiros é 18000 pesos, e para colombianos é 10000. O lance lá é curtir a vista incrível e fazer snorkel. Dei a volta na ilha com o apoio do guia do tour, foi um sufoco, mas valeu a pena. Uma infinidade de peixes coloridos, tartarugas, corais, e até lagosta!

Chegando a Cayo Cangrejo | Foto: Bianca Santos

Chegando a Cayo Cangrejo | Foto: Bianca Santos

Também tem um ponto onde é possível ter uma visão 360° do entorno da ilha.

Vista do topo em Cayo Cangrejo | Foto: Bianca Santos

Vista do topo em Cayo Cangrejo | Foto: Bianca Santos

Com o aumento desenfreado do turismo, estão fechando o cerco e aumentando os preços das taxas e passagens para visitar Providência. Apesar desta natureza maravilhosa, a estrutura tanto em San Andres quanto em Providencia é precária. Em alguns pontos parece uma cidade abandonada. Por isso, é sempre bom lembrar que também é responsabilidade nossa, viajantes, cuidar desses cantinhos por onde passamos.

Qualquer dúvida é só chamar! <3

San Andres

San Andres é um daqueles lugares dos sonhos de muitos viajantes. Lá tem aquelas praias que quando você vê, a única reação possível é “puta que me pariu que que é isso?” e que são tão lindas que dá vontade de dar um abraço e um beijo nelas. Caribão né, minha gente!IMG_2006

Estive lá em março de 2017 e fiquei na ponta norte da ilha, próximo à praia do centro, a Spratt Bight. É a praia mais movimentada e, portanto, com mais comércio (essa da foto acima).
A praia, apesar de ter muita gente, é uma tranquilidade só. Não tem aquela penca de vendedores ambulantes. No máximo alguém oferecendo drinks (Coco Loco, experimentem!) e manga com sal (!). Na verdade eu até senti falta de alguém vendendo cerveja, viu! Para comprar ceva, só nas lojas da beira da praia, que são tipo loja de conveniência. A vantagem disso é que a variedade é grande e o preço é o mesmo dos mercados, ou seja, bem barato.
É super segura. Como tem muita gente, muitos turistas, não me senti receosa de deixar minhas coisas solas na areia para entrar no mar.
O mar é lindo, várias cores mesmo, a temperatura maravilhosa. Nem gelada, nem parecendo (desculpa!) mijo.
A ilha não é assim gigante, mas também não tem como ir de um lugar a outro a pé. De onde eu estava hospedada, só era próxima a praia do centro mesmo, e as mil opções de freeshop. No mais, a galera aluga carro de golfe ou moto para conhecer. Como eu não dirijo, fiquei só por ali.
Coco loco | Foto: Bianca Santos

Não sou do tipo que gosta de tours e passar o dia inteiro correndo pra lá e pra cá, mas para conhecer as ilhas não tem como fugir disso. Fui ao Acuario e Johnny Cay, que queria muuuuito conhecer, em um tour que leva às ilhas. O tour sai por 25000 pesos, e pode ser comprado direto no local de onde saem os barcos, em hostels e hotéis, ou na praia de Spratt Bight mesmo, tem uma casa amarela na areia, onde vendem vários tours diferentes. A viagem de lancha até Acuario é super tranquila, cerca de 15 minutos. Já de Acuario até Johnny Cay é mais tensa, tem dias em que o mar está tão bravo que a ilha fica fechada para visitação.

Acuario é demais. Não tem assim tanto peixe na verdade, e dizem que está diminuindo cada vez mais :(. Mas a praia é realmente encantadora. De lá, dá pra ir até a ilha ao lado, a Cayo Haynes. Entre as duas o trânsito é a pé, pela água, com água no máximo até a cintura. Ambas as ilhas tem pouca estrutura, até por não ter espaço físico para isso, então sai um pouco caro passar o dia inteiro lá se quiser comer e beber. Uma cerveja custou 6000 pesos, ou R$ 7,50.
Cayo Acuario | Foto: Bianca Santos

Johnny Cay tem a água bem mais agitada, não é aquela piscininha como Spratt Bright e Acuario. Ao entrar na ilha você paga 5000 pesos de taxa de preservação ambiental. Justíssimo. O mar tem um tom de azul mais escuro, lindo demais! O que eu achei ruim é que só dá para tomar banho em um dos lados da ilha, e é o mesmo lado onde estão todos os barcos de tours, então não sobra tanto espaço para pessoas na água. Até tem umas piscinas naturais do lado oposto, mas é aquela coisa de 10 cm de altura a água, só dá pra molhar o tornozelo.
O diferente desta ilha é que a visita não se resume à praia. Tem muitas árvores, iguanas imensas e o famoso lagarto azul. É um lugar delícia para estender a canga na grama e ler um livro.


Diferente do Acuario, Johnny Cay tem muitas barracas de comidas e bebidas, e até uma barraquinha de cangas, chapéus e essas coisas. A comida não é cara não, 25000 pesos por um prato imenso. Arroz de côco, salada, e ou um peixe INTEIRO, ou postas enormes, ou dois pedaços de frango à milanesa (coxa + sobrecoxa vezes 2!). Não quis comer porque não tinha fome para toda aquela comida, e não dava para embalar para a viagem hehe

Johnny Cay | Foto: Bianca Santos

Hospedagem

Me hospedei no El viajero Hostel. É um hostel bem conceituado, bem localizado, e com um bom custo benefício. O hostel é bem grande, staff queridíssimo, nada a reclamar nesse quesito. É um hostel movimentado, tem um bar no terraço e aulas de dança, então se está em busca de paz e sossego, fuja que dá tempo! Para quarto compartilhado foi o melhor valor que encontrei na época, cerca de R$ 65 para dividir com outras 7 meninas. Os pontos negativos do hostel são o Wi-fi, que ficou vários dias sem funcionar, e o ar condicionado que só pode ser ligado à noite, e quem controla temperatura e talz são os funcionários, que ficam com todos os controles.

Vista do Hostel | Foto: Bianca Santos
Spoiler sobre Providência: O valor de um quarto dividido entre 8 meninas em San Andres é maior do que um quarto individual com frigobar, ar condicionado sem limitação de tempo de uso e TV a cabo.

Curiosidades da ilha:
– Os hostels e hotéis te dão uma pulseira de identificação na chegada, e você precisa permanecer com ela até ir embora
– Não rola água quente no chuveiro, apenas em hotéis mais granfinos
– O comércio fecha às 13h e reabre às 15h
– o Wi-fi da rua é melhor do que os dos estabelecimentos comerciais (aliás, toda a colômbia tem wi-fi na rua!)
– Os locais falam entre eles o idioma Criolo. É uma espécie de inglês super enrolado, impossível de entender.

Vale a pena levar
Produtos de higiene pessoal comuns: Melhor levar do Brasil. Só vale comprar lá se for algo importado, aí você cata nos freeshop por um preço mais em conta que aqui, certamente.
Protetor solar: Lá não é tão barato assim como se diz por aí pela internet. Tá o mesmo valor que no Brasil, pra mais.
Repelente: Principalmente se for até providência. Lá tem mais mosquitos do que em San Andres.
Biquinis: Os modelos são feios, e o preço não é convidativo.

É mais barato comprar lá
Sapatilhas de neoprene: São extremamente necessárias para entrar no mar, e lá tem em todo lugar pra vender, por cerca de R$ 15.
Lenço pro cabelo, chapéus, ou outra coisa que segure a cabeleira: Porque venta bastante e lá são baratinhos, chapéu por R$ 15.
Canga: mas não com a mesma qualidade das brasileiras

Vale a pena trazer
Bebidas: Tem muita coisa do tipo 3 por valor X que valem muito. Uma absolut que está R$ 80,00 aqui, sai por R$ 50,00 lá.
Perfumes: Freeshops né, tem de tudo e por preços bons.
Chocolates gigantes: Esses porque aqui não tem mesmo. E são lindos!
Pringles. Eu que nem gosto muito quase surtei com os valores. Tipo R$ 8 o grande.

 

Por enquanto é só, e voltaremos com a cereja do bolo desta viagem, a Ilha Providência!

Itacoatiara – Niterói #2

No post anterior falamos da lindeza que é Niterói e do quanto vale a pena visitar Itacoatiara, e agora vamos falar sobre hospedagem e transporte.

Fiquei em um Bed and Breakfast super justo, o ItaquaHouse. Paguei R$ 60,00 a diária e se não me engano foi o mais barato que encontrei lá. Fica a duas quadras da praia, e é administrado por um casal super simpático. Tem uma piscina maravilhosa, um espaço comum delícia, e algo que fez toda a diferença pra mim: água filtrada geladinha e digrátis! Outro lance que achei massa é que eles deixam umas toalhas disponíveis perto da piscina para que a galera se seque antes de entrar na casa. Não tem desculpa pra fazer bagunça na casa alheia, viu! Eles vendem também drinks e outras bebidas a preços super em conta.

ItaquaHouse | Foto: Bianca Santos

O que eu acho importante levar, para não ter maiores problemas:
– Protetor, protetor e protetor
– Repelente
– Garrafinha para água, já que eles oferecem a água free
– Se quiser entrar no mar, leve um salva vidas também
– Várias toalhas, porque você vai ficar num entra e sai da água o dia todo (se estiver hospedada em um local com piscina, e/ou se levar o salva vidas)

Gostou? Então agora vou contar como chegar lá.

Cheguei pelo aeroporto Santos Dummond, então foi relativamente mais fácil.

Sai do desembarque e vai fazendo a volta no aeroporto pela direita até chegar no terminal das barcas. Dá uns 15/20 minutos de caminhada até o terminal. Vai perguntando no caminho como chegar até o terminal, porque vendo pelo caminho do Google Maps é mais longe. Os locais vão te dar os atalhos 😀
A passagem é R$ 5,60 e a travessia dura cerca de 20 minutos. Chegando em Niterói, já estará na avenida onde passa a maioria dos ônibus, entre eles o bus que vai pra Itacoatiara. A linha que não tem erro é a 38, que sai do terminal João Goulart. Esse terminal fica próximo ao local onde você vai descer da barca. Sai da barca, pega e esquerda e vai. Você vai enxergar logo um monte de busão, aí é só encontrar o 38 e bora pra Itacoa!

Eu fui de Uber porque estava muuuuuuito calor e a mochila pesada. Deu R$ 43,00 a corrida (é bem longe do centro), e o motora ainda parou o carro para que eu pudesse tirar fotos da paisagem. <3

Na volta, fui de busão, e a passagem estava R$ 3,80 se não me engano.

Lembrando que eu fiz esses trajetos sempre durante o dia, então fiquei de boas em relação à segurança. À noite, creio que a melhor opção seja pegar um Uber até a rodoviária novo rio e de lá um bus pra Niterói.

Ficou com alguma dúvida? Tem alguma contribuição para melhorar o post e ajudar mais mochileiras? Avisa a gente! 😀

Itacoatiara – Niterói

Vivo uma relação de amor e ódio com o Rio de Janeiro. Das quatro vezes em que visitei a cidade, em duas delas estava chovendo. A cidade é linda, mas o mar é ruim. Já explico. O clima de praia me agrada e com o calor que faz no RJ, não há quem ache desnecessário um banho de mar. Aí a Bianca não sabe nadar. Aí ela toma um capote logo que coloca o pé na água. Aí ela finge que nada aconteceu e resolve que vai se refrescar é no chuveiro da barraquinha.

Morando em Porto Alegre, não existem muitas opções econômicas e baratas para voos de final de semana. Em suma, rola promoção pra SP, RJ E PR. Apesar da relação amor e ódio que citei acima, o lugar pra onde eu sempre volto é qual? Sim. Riiiiio!

Desta vez, resolvi que largaria o circuito Copacabana e Ipanema, e iria me aventurar em outras praias. Búzios? Arraial do cabo? Angra? Nada cabe nesse bolso aqui, sem contar o tempo perdido no deslocamento (pq eu só tenho o findi!). Vai para o mapa e vai buscando opções que talvez não sejam aquelas badaladas e conhecidas, mas que tenham o que eu preciso: mar e sossego. Niterói. Itacoatiara. Vejo fotos. 40km do aeroporto. Ok, estou convencida.

Olha essa praia, gente!

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Praia de Itacoatiara | Foto: Bianca Santos

Itacoatiara é uma praia dentro de um bairro fechado. Isso porque só existe uma entrada, e existe um posto policial nessa entrada. É super seguro, tem uns guardinhas em toda (ou quase toda) esquina.

O comércio é fraco, tem os bares a beira mar, uma sorveteria, um sushi e uma casa de sucos e hambúrgueres. Tudo na mesma esquina! Pra mim foi ok, mas senti um pouco de falta de um mercadinho pra ir a pé. O mercado mais próximo é fora do bairro, e é uma certa pernadinha pra ir caminhando. Naquele calor eu admito que não encarei.

O marzão

Pra não quebrar o karma, o mar estava bravo que não deu coragem de entrar. Itacoatiara é uma praia para surfistas, onde inclusive rolam campeonatos de surf. O mar é bem temperamental. Vi vídeos onde parecia Caribe com toda sua transparência e calmaria, e outros em que o mar subiu tanto que tiveram que fechar a praia. Peguei o meio termo, mas novamente, como não sei nadar, não quis arriscar. Apesar disso, é uma delicia ficar na beira curtindo o clima, vendo aquele marzão lindo de viver.

Praia de Itacoatiara | Foto: Bianca Santos

Praia de Itacoatiara | Foto: Bianca Santos

Passei a manhã na praia, na sombra das árvores bem de boas. Eis que uma criança que estava próxima aparece com um sanduíche imenso! Bateu a fome instantaneamente e fiquei de olho nos ambulantes pra comprar o meu também. Gente, que coisa maravilhosa! Sanduba super recheado com frango, cenoura, azeitona e ovo de codorna por 8 pilas. Por mais 2, leva um copo geladinho de mate. Aí no hostel descobri que o sanduíche é famoso na praia, mas o original é vendido pelos ambulantes de azul ou amarelo. Outros são pura imitação.

Sanduba típico de Itacoa | Foto: Bianca Santos

Sanduba típico de Itacoa | Foto: Bianca Santos

Também se convenceu a conhecer Itacoatiara? No próximo post teremos dica de hospedagem e as formas mais fáceis de chegar até lá!

 

Sobre o Dia das Mulheres em Dublin e as nossas lutas conectadas

Por: Débora Fogliatto

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08 de Março em Dublin | Foto: Débora Fogliatto

O Dia Internacional da Mulher foi marcado por atos em diversos países, sempre aliando o direito das mulheres a pautas específicas de cada local. Aqui na Irlanda, onde eu moro há quatro meses, o principal tema foi a legalização do aborto, externado nos pedidos de derrubada da oitava emenda constitucional — que determina que o feto tem tanto direito à vida quanto a mulher que está grávida. Milhares de mulheres de todas as idades — e homens apoiadores da causa — marcharam em Dublin, vestidas de preto, exigindo o direito ao aborto legal e seguro.

Esse assunto é bastante polêmico na Irlanda, um país que, embora tenha algumas características progressistas, ainda mantém uma tradição católica muito forte (pra vocês terem uma ideia, o divórcio só foi legalizado aqui nos anos 1990). Aqui, o aborto é crime em todos os casos, exceto quando há risco iminente à vida da mãe, o que significa que a lei é ainda mais retrógrada que no Brasil, onde é possível ter acesso ao aborto também em casos de estupro ou quando o feto é anencéfalo.  Até a ONU já apelou para a Irlanda mudar sua política, que na maioria dos países da União Europeia já é bem mais avançada.

Durante todo o dia 8 de março, houve atos em Dublin, nas principais ruas e pontos tradicionais de manifestações na cidade. As mulheres usavam camisetas com os dizeres “Repeal the 8th” (algo como “Derrube a oitava”, referindo-se à emenda) e carregavam cartazes contra a intervenção da Igreja e do Estado nos seus corpos. A frase “tirem seus rosários dos nossos ovários”, também bastante usada em protestos no Brasil, era uma das mais vistas. Assim como em outros lugares do mundo, aqui o dia também foi convocado como uma greve geral de mulheres, a partir da ideia de que “se nossas vidas não importam, produzam sem nós”.

Uma das coisas mais emocionantes do protesto foi ver mulheres de todas as idades reunidas, inclusive algumas gerações familiares que foram juntas. A grande participação de mulheres mais velhas me surpreendeu positivamente, e ver um casal de idosos caminhando lado a lado bem devagarinho, mas marcando presença, me fez abrir um sorriso. Durante a tarde, um grupo de feministas brasileiras também compareceu à marcha, levando cartazes pela legalização do aborto e contra o governo de Michel Temer. Devido às aulas, eu só consegui comparecer na parte da noite, mas, mesmo tendo começado por volta do meio-dia, o ato continuava forte.

O formato do protesto era semelhante a vários que eu fui no Brasil: frases cantadas repetidamente, marcha por ruas estratégicas, muitos cartazes expondo as reivindicações. Mesmo assim, em certos momentos eu me sentia uma mera expectadora do ato, como se não fizesse parte totalmente daquela realidade e daquela luta. Não pude deixar de pensar: “não é a mesma coisa do que ir a um ato na minha própria cidade”.

Essa sensação foi um pouco frustrante, mas, ao mesmo tempo, ter estado lá também colaborou para eu ter um senso de pertencimento maior à cidade em que estou morando agora. Nunca vai ser a mesma coisa do que o lugar onde passei a minha vida inteira, mas com certeza tem muitos aspectos com os quais eu posso me identificar. Estar ao lado daquelas mulheres me fez querer fazer parte da luta delas e, consequentemente, perceber como as nossas lutas, em qualquer lugar do mundo, estão conectadas.

Dia Internacional da Mulher: Entrevista com a Professora Roberta Vianello

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Maestra Roberta | Foto: Mariana Sandini

Professora desde 1982, trabalhou sempre na Escola Primária Italiana, e no ano passado, fez a escolha de ensinar para adultos italianos e estrangeiros a língua do seu país. Nestes alunos, estão inclusos filhos de italianos que não falam a língua, imigrantes, refugiados e tantas pessoas, que além de aprender a língua, devem aprender sobre uma cultura totalmente diferente da sua. E a Professora Roberta faz este trabalho com muita paciência, amor e dedicação.

Conversei com ela sobre o que vai rolar no dia 08 de março aqui em Milão e um pouco da situação italiana em geral:

As Mochileiras: O que acontece neste ano de diferente no Dia Internacional da Mulher?

Roberta Vianello: Este ano, o dia Internacional da Mulher, foi anunciado em 40 países, com um apelo, de certa forma, novo. Se decidiu chamar todas as mulheres para uma greve. Uma greve para lembrar que é importante ter o respeito pelas mulheres, que seu trabalho, tanto em casa quanto fora de casa, é fundamental. O slogam deste ano é  “se as nossas vidas não valem, então fazemos greve”.

As Mochileiras: Qual é a importância desta greve?

Roberta Vianello: Não é apenas se abster do trabalho fora de casa, é também não fazer os trabalhos que são sempre esperados das mulheres. O que quero dizer por esperados, pensamos que é normal que as mulheres façam uma série de tarefas que são delegadas a elas. Todos os cuidados, das crianças, dos idosos, da casa, de todos aqueles que vivem com nós. Pois na verdade, este trabalho é um verdadeiro trabalho e deve ser reconhecido. Também é importante lembrar que cada mulher é livre para escolher com quem vive. A mulher não deve ser obrigada a não haver escolhas. Desta forma, se uma mulher quer se separar de um marido que é violento, que é bom, que é a melhor das pessoas, mas não é a pessoa para ela, pode e deve fazer. Em contrapartida desta liberdade, nestes últimos 2 ano aqui na Itália, tivemos tantas mulheres mortas, quase 1 por dia, mortas em família e isso é uma coisa terrível, da qual estamos tentando entender os motivos, deste aumento. Tudo isto está contido nesta greve.

As Mochileiras: Como você percebeu a participação das mulheres nesta greve?

Roberta Vianello: Percebi bastante participação emotiva, ou seja, interior, da parte das mulheres, ao menos das minhas amigas, das pessoas que conheço. Porém, nesta escola muitas professoras farão a greve, não todas, mas muitas sim. Entre as minhas amigas, por exemplo, aquelas que trabalham com serviços e principalmente nos sanitários não farão greve. E também, as amigas que trabalham na área gastronômica decidiram não fazer greve, pois depois, se torna um problema a relação com a chefia.

As Mochileiras: Sabemos que as coisas mudaram para as mulheres, porém, tem muito ainda para se fazer. Quais são as coisas fundamentais que devem mudar na sua opinião?

Roberta Vianello: Então, este é um discurso muito importante. Eu não penso que devemos inserir tudo em uma ideia única de liberdade. Muitas vezes discuto com minhas amigas, que dizem que as mulheres com o véu (muçulmanas) são submissas, que são mulheres menos respeitadas que as outras. Isso não é verdade, porque se uma mulher decide verdadeiramente usar o véu, na sua cotidianidade, todo o dia, deve ser livre para fazer.
É isso para mim o que é importante para as mulheres. Pode ser, pois, para mim, é importantíssimo como mulher, é a liberdade. A liberdade é poder usar o véu, de praticar uma religião ou outra, de poder viver com uma pessoa ou viver sozinha, de poder trabalhar fora ou decidir de trabalhar em casa, cuidar dos filhos e da casa. Porque aquilo o que é verdadeiramente importante, é não ser julgada pelas próprias escolhas.
Eu penso que se o mundo respeitasse isso… Como tem a mulher que quer estudar e a mulher que não quer estudar. O importante é que cada mulher tenha condições de poder escolher. As mulheres que não podem estudar, não podem escolher se querem estudar ou não. As mulheres obrigadas de estarem em casa, não podem escolher de trabalhar ou não.
As escolhas devem ser feitas de forma livre para serem respeitadas. E para finalizar, muitas vezes, outras mulheres também não respeitam as escolhas das outras mulheres, é algo que eu também vejo.

À procura da viagem perfeita (e barata!)

A vida de viajante mão de vaca compreende muita dedicação em relação à pesquisa de preços. Estamos sempre atrás de passagem promocional, aquele hostel baratinho e bem localizado que oferece café da manhã, a cotação mais vantajosas das moedas, o valor da comida e da bebida no local, Enfim, são muitas variáveis até decidir qual vai ser aquele próximo destino mara e que cabe no bolso. Hoje temos uma infinidade de blogs, sites e apps que nos auxiliam nessa busca incessante pela “barateza”, e a ideia desse post é fazer um compilado das ferramentas que eu utilizo para economizar ao máximo.

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Praia de Itacoatiara | Foto: Bianca Santos

Passagem

Existem vários apps e sites que auxiliam na busca por passagens baratas, fazendo o comparativo entre companhias que fazem o mesmo itinerário. Entre os mais conhecidos estão o Melhores Destinos, Kayak, Decolar e Submarino Viagens, além, claro, dos apps e sites próprios de cada companhia aérea.

Melhores Destinos – A vantagem é que com esse app você recebe notificação no celular cada vez que é lançada uma promoção de passagens. Aí se você não tem data específica para viagem, basta ficar de olho no celular e correr pra garantir o valor promocional, porque sempre acaba super rápido! Você não precisa comprar pelo app deles, que direciona para o site viajanet.com, mas pode consultar a companhia que está em promoção e ir direto no site da própria companhia, utilizar milhas, etc. Recomendamos que compre pelo site, se você se sentir confortável, claro, pois os caras fazem um trabalho massa, e ganham uns trocados com cada compra feita através deles e sem que você pague nada a mais.

Decolar e Submarino Viagens – Nestes dois o que rola é uma comparação entre companhias. Informando data inicial e final, ele mostra quais são os valores e horários disponíveis. É ótimo porque você não precisa entrar em cada site de companhia para fazer a pesquisa, e como falei anteriormente, pode usar apenas para consulta e depois ir no site da companhia que escolher. Até porque em ambos existe uma taxa administrativa que você não vai pagar se for direto na companhia aérea. No Decolar você pode cadastrar o destino de preferência e o valor que gostaria de pagar na passagem, e quando rolar uma promoção que esteja nos critérios que você estabeleceu, o app te avisa.

Kayak – A lógica é a mesma: comparação entre companhias aéreas. Resolvi separar este porque é bem popular, mas acho a interface pouco amigável. Prefiro usar os outros sites e apps.

Resumindo, meus favoritos são o Melhores Destinos, que acabo utilizando para viagens de final de semana, com aquelas promoções malucas com passagem de volta por R$ 39,00, sabe? Já para viagens mais planejadas, costumo usar o Decolar para consulta.

Como curiosidade, vou relatar que uma única vez a lógica de passagem mais barata no site da companhia fugiu à regra. Buscando por passagens de Porto Alegre para San Andres, no decolar estava mais barato do que no site da Latam. Tipo diferença de R$ 600,00 ?

Atentem sempre a isso!

Hospedagem

Para hospedagem vai depender do que você procura, e mesmo que já tenha decidido em qual local se hospedar, sugiro sempre procurar pelo nome do local em vários sites/apps de reserva, porque quase sempre existe diferença de valores entre eles.

Os mais utilizados por mim são o Booking, o Airbnb, o Trivago e o hoteis.com. Gente, independente de qual plataforma utilizar, leiam os comentários de quem já se hospedou no local. Isso faz toda a diferença na hora de escolher.

Booking – Tem meio que de tudo. Hotéis, hostels, pousadas, e qualquer coisa que dê para alguém pagar para dormir. A maior utilização dele é para hostel mesmo, e é uma plataforma super confiável. Já utilizei a concorrente hostelworld e quando cheguei ao local a reserva, ela simplesmente não tinha sido repassada para o hostel, e tive que negociar na hora um outro valor.

Airbnb – Aqui pessoas comuns alugam seus espaços, seja um quarto compartilhado ou individual, até um apartamento ou casa inteiros. O pró é a privacidade maior, e estar em um lugar que é a casa de alguém. Para viagens mais longas é massa, pois você se sente um morador local! O contra é que se você está sozinha na estrada, nada melhor que um hostel cheio de gente para conhecer e trocar experiências. Não que isso não seja possível no airbnb, mas é em escala bem menor.

Trivago e hoteis.com – Esses dois fazem o comparativo entre hotéis, aí você escolhe localização, média de valor, tipo de quarto, etc. Para hotéis SEMPRE olhem nos dois sites, porque SEMPRE tem diferença de valores entre os dois.

Câmbio

Bom, para cotar valor de moedas, eu só tenho uma recomendação, o site ou app Melhor Câmbio. Ele mostra o valor da moeda que procura em várias casas de câmbio na cidade que você escolher, e se achar que os valores estão altos, pode fazer uma oferta de um valor mais baixo. Se alguma casa aceitar sua oferta, eles entram em contato para negociar.

Comidas e bebidas

Aí tem algumas opções que eu uso bastante para buscar informações. Os blogs de viagem, claaaaaro, grupos no facebook, que você pode buscar algum específico do destino que deseja, ou então entrar em grupos de mochileiros e pedir dicas. Também tem os fóruns do site mochileiros.com, que o pessoal atualiza com frequência.

Para este tópico é difícil de fazer indicações certeiras, porque vai depender do seu destino e estilo de viagem. Eu leio muito o blog Viaje na Viagem, pois tem muita informação relevante e atual. Mas aí você pode jogar no Google o destino que deseja e ele vai ter dar uma imensidão de blogs com relatos de viagem.

Além de todas essas ferramentas para buscar uma viagem perfeita e barata, a vantagem é que quanto mais você viaja, mais contatos você faz, e aí sempre tem aquela pessoa que você conheceu na América, que mora na Europa, mas já viajou pra Ásia e sabe dar várias dicas massa.

Tem um site muito bacana que da uma média de valores gastos por dia em vários lugares. É o Quanto Custa Viajar. Mas assim, é beeeem por cima mesmo, é bom para ter uma ideia apenas.

Se tiver alguma dica, manda pra gente! Vamos compartilhar conhecimento para que mais e mais gente possa cruzar nossos caminhos nesse mundão aí!

Carnaval à Milanesa!

Digamos que de Carnaval, quem entende mesmo são os brasileiros. Mas, sendo este o meu primeiro Carnaval na Itália, vou dar uma conferida no que rola por essas bandas!

Self na frente da Duomo de Milão

Self na Duomo com querida amiga Mel

Primeiro, tenho que contar que aqui, na nossa terça-feira de Carnaval é a terça-feira gorda (martedì grasso). Muita gente aqui pratica a Quaresma,  que é não comer nada gordo, doces, cigarro, etc… Como um Ramadã católico, eu diria, nos 40 dias antes da Páscoa. Então, na terça-feita antes da quarta-feira de cinzas (sim, é nesse dia começa a Quaresma), a galera libera geral e come tudo de delicioso e gordo que pode. E a festa de Carnaval ocorre no sábado antes da terça-feira gorda. Ah! E nada de feriado para os adultos, só para as crianças o.O

Já aqui em Milão ocorre um pouco diferente de toda a Itália… Eles começam o Carnaval e o “dia gordo”, tudo junto, no sábado seguinte ao Carnaval normal. Logo, fazem um pouco menos de Quaresma, hehehe espertinhos!

Existem duas versões que explicam o fato:

Versão 1 (versão da web): lá pelo século XV, o Patrono da Cidade, Santo Ambrogio estava em peregrinação, bem na época do Carnaval. Então, ele pediu para postergar a festa por uma semana, para que ele chegasse em tempo. E assim foi feito.

Versão 2 (versão de boca): um ‘pouco’ depois, lá pelo século XVII, a cidade de Milão sofreu muito com a peste. Como a população estava se recuperando na época do Carnaval, o Santo Ambrogio teve a brilhante ideia de postergar o Carnaval em 1 semana, para que todos (os que ficaram vivos, diga-se de passagem) pudessem curtir a celebração.

Bem, confesso que gosto mais da segunda versão e a ideia do “dia gordo” também me atrai bastante. Ah! E mesmo com essa particularidade de Mião, depois na Páscoa, continua tudo igual.

Eu como boa amante do Carnaval, vou dar uma conferida nesse tal “Carnevale Ambrosiano”!

O que muda depois de um mochilão?

mariana_sandini

Seft no Condomínio, fa freddo!

Pois é pessoal, mais de um ano se passou e muitas coisas mudaram, outras continuam as mesmas. Depois de 1 ano de mochilão, que terminou em julho de 2016, compartilhado aqui e no Face, já posso dizer algumas coisas que mudaram na minha vida, coisas que assim que a viagem acabou, eram tantos sentimentos, que não dava para expressar muito bem.

Começando pelos nunca da minha vida:

Nunca vou morar fora: dai que no meio da viagem comecei a pensar nas minhas raízes italianas, dai que em determinado momento, eu já estava planejamento morar na Itália por um tempo, sem nem muito bem me dar conta.

Eu nunca vou abrir meu próprio negócio: mais ou menos da mesma forma, as coisas foram acontecendo. Com os voluntariados vi que eu podia fazer tanta coisa diferente (e esse podia tem um sentido muito amplo de poder) e assim, iniciei minha empresa na Itália, para auxiliar as pessoas a fazerem suas cidadanias italianas, com o mesmo carinho e atenção que eu gostaria que tivessem feito a minha.

Eu nunca vou namorar a distância: depois da terceira premissa que se acabou, nunca mais digo nunca. Ahhh o amor é poderoso! Amor que resiste ao mochilão desbravante, não repara muito na distância dos oceanos.

Sem deixar de falar que eu não cozinhava um ovo! Agora, me sinto praticamente uma mamma. Era uma coisa que eu sempre quis saber fazer melhor. Andando daqui, dali, na necessidade, na vontade de querer fazer uma coisa legal para os amigos, acabei metendo tanto a mão na massa, que já tenho várias receitas no bolso!

Além dos grandes amigos que fiz e coisas que aprendi. Aterrissei com o sentimento de que a gente é grande, como um gigante, que pode ir para qualquer lugar do mundo, se comunicar, aprender e compartilhar. O gigante às vezes bambeia, mas sabe que é normal, pois já ocorreu outras vezes, em lugares distantes, onde não dava para entender bem o que as pessoas diziam ou como se comportavam. E sabem o que não mudou? O amor dos velhos amigos e da família. Pois é nômades, as coisas lindas continuam acontecendo a distância, só que de uma forma diferente.

Torta de Limão

Sabe aquelas tortas deliciosas de limão? Pois é, nunca me dei conta, mas essa receita mara é tipicamente brasileira! Estava visitando minha prima em Amsterdam, ela me ensinou a fazer. Fiz para os Italianos e foi aprovado! E não é que é facim, facim!

Torta de Limão | Foto: Mariana Sandini

Torta de Limão | Foto: Mariana Sandini

Ingredientes:

– 200 g de bolacha ‘Maria’ ou parecida
– 150 g de manteiga
– 1 lata de leite condensado
– 1 lata de creme de leite
– 4 limões

Modo de preparo da massa:

– Primeiro, amasse as bolachas com as mãos, até virar farelo. Depois, adicione a manteiga e vá misturando, até tudo virar uma massa só (claro que, alguns pedacinhos de bolacha podem ficar)
– Coloque a massa em uma forma (preferencialmente redonda, daquelas em que se pode desmontar a parte de fora e ficar somente com o fundo) e vá apertando suavemente, até que a massa fique mediamente compacta

Massa crua | Foto: Silvia Tomasoni

Massa crua | Foto: Silvia Tomasoni

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Massa pronta | Foto: Mariana Sandini

 

 

 

 

 

 
Tempo de cozimento: 10 minutos no forno, 200 graus. Deixe esfriar mais uns 10 minutos depois de tirar do formo.

Modo de preparo da cobertura:

– Misture em uma tigela o suco dos limões, leite condensado, creme de leite e pronto!

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Cobertura depois de tudo misturado | Foto: Mariana Sandini

Para finalizar, coloque a cobertura em cima da massa, deixe na geladeira por 3 horas e seja feliz!

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