Author: Bianca Santos

Isla Providencia y Santa Catalina

Que San Andres é lindo não é novidade. Mas Providência e Santa Catalina… Dios mio!
Providência é uma das ilhas que pertence ao mesmo arquipélogo de San Andres. Fica coladinha em outra ilha, Santa Catalina. Elas não tem o mesmo tamanho de San Andres, são beeeem menores, também não tem tanto comércio, também não tem muitas formas de acesso, mas San Andres não tem nem de perto o charme dessas pequenas, ahhh não tem!

Vista aérea de Providência | Foto: Bianca Santos

Vista aérea de Providência | Foto: Bianca Santos

A única forma de chegar em Providência é partindo de San Andres, seja de avião (mais pra teco teco do que pra avião) ou catamarã. Li por aí que o mais legal é ir de avião e retornar de catamarã devido a alguns fatores como a corrente marítima, que deixa a ida pra ilha bem nauseante.
Comprei a passagem de avião através do chat da empresa Satena. Pesquisando no Google, dizia que só esta empresa que faz a rota de avião, mas no aeroporto vi um outro, específico da rede super chique de hotéis Decameron. Paguei 236000 pesos colombianos via cartão de crédito, o que na época deu R$ 280,00 na fatura. Deixei pra comprar a volta de catamarã já em San Andres, mas, big mistake… deixei pra ir atrás da passagem um dia antes de ir pra Providência, e não tinha mais passagem de volta no catamarã no dia que eu precisava, apenas no dia do meu retorno ao Brasil. O valor estava 180000 pesos para apenas um trecho e 30000 para ida e volta. Bueno, me restou tentar a volta de avião. Também não tinha lugar na data que eu havia planejado, apenas para o dia seguinte. Como não tinha opção, beleza. Mais 236000 pesitos, também no cartão e rezando pra baixar o dólar!
Na real, com a vista do avião e o tempo curtíssimo de 20 minutos de viagem (de catamarã são 4 horas), eu até que não achei de todo ruim toda a treta da passagem de volta não. Vou nem falar nada, só observa essa vista!

Vista aérea de Providência | Foto: Bianca Santos

Vista aérea de Providência | Foto: Bianca Santos

O aeroporto é minúsculo, não tem nada de comércio. Apenas desce do avião, mostra passaporte e tarjeta de turismo (É comprada no aeroporto de Bogotá, e é obrigatória para entrar em San Andres. Custa 104000 pesos), pega a bagagem e adiós.
Solicitei o transfer digratis do hostel, e quando cheguei o moço já estava lá me aguardando de moto. Capacete? Pra quê?
O hostel é increhible, se chama Posada Lia! No meu quarto não tinha cozinha, mas vi que alguns tem. Quarto grande, com ar condicionado sem limitação de horário para utilização, frigobar e TV a cabo. Só o wifi que deixou a desejar, porque no quarto que eu fiquei não chegava o sinal. But that’s ok, dia todo na praia, e ainda tinha dois livros pra terminar de ler. Recomendo de coração que fiquem neste hostel, as pessoas são muito solícitas. O moço que me buscou no aeroporto veio o caminho todo me explicando sobre a ilha, falando de lugares para ir e dizendo que eu vou querer voltar muitas vezes (já quero!). Já no hostel, a moça da recepção foi até a entrada da ilha de Santa Catalina comigo, também falando sobre o lugar e explicando como acessar a praia mais próxima. Um amor! Não quero ser injusta, mas tenho que comentar que o povo de San Andres tem muito a aprender com o pessoal de Providencia e Santa Catalina no que diz respeito a educação e simpatia. Ou eu que sou muito azarada e só encontrei gente chata por lá.

Logo na chegada, fui à praia mais próxima, a praia Fort Bay em Santa Catalina. Haja fôlego pra chegar lá. Precisa dar a volta em parte da ilha, subir uma escadaria que leva até a estátua de Santa Catalina, descer outra escadaria (as duas imensaaaas), aí tcharaaaam! Praia! É bem pequena, coisa de 50 metros de extensão, e por ali também se tem acesso à caverna onde a celebridade local, o pirata Henry Morgan teria escondido alguns de seus tesouros. Lá temos um autentico pirata do Caribe! Rááá!

Fort Bay | Foto: Bianca Santos

Fort Bay | Foto: Bianca Santos

Em Fort Bay tem um único bar, Welcome to Paradise, com dois moços que cuidam da praia como se fosse uma casa. Impecável! Lá eles vendem apenas bebidas locais, o Coco loco, Piña Colada, e o que eu bebi por indicação do Carlos, invenção do próprio, e se chama Carlos Special! haha Ele monta o drink dentro de um côco, e não lembro o que ele coloca. Só lembro que ele falou em vodka e cereja. Lembrei beeem da vodka depois que bebi o drink e resolvi levantar pra tirar uma foto. Geeente, que troço forte! De qualquer forma, recomendo o Carlos Special, só vá com calma!

Bar em Fort Bay | Foto: Bianca Santos

Bar em Fort Bay | Foto: Bianca Santos

O “centro” de providência é uma graça. Tem uma praça, e o comércio é todo ali. Em todas as praças tem pontos de wifi, e por isso é comum as praças estarem sempre com bastante gente.

O transporte na ilha é feito de  moto táxi, que custa 4000 ou 5000 pesos, depende do motora. E você está com uma segunda pessoa? Não tem problema, dá uma apertadinha que cabe todo mundo na moto! Tem alguns poucos carros que fazem o serviço de transfer, mas enquanto a moto é 5000, o carro é 20000.

Fiz um tour de lancha ao redor da ilha que passa por várias praias, como a praia Manzanillo e vai até Cayo Cangrejo, que é o local mais famoso da ilha.

Manzanillo é onde tem o bar mais famoso, o Roland’s Bar. Lá rola muito reggae, cerveja, comidinhas, e à noite rolam otras cositas más también!

Playa Manzanillo | Foto: Bianca Santos

Playa Manzanillo | Foto: Bianca Santos

E o lugar mais fantástico de todos, Cayo Cangrejo! É  uma ilhota, não tem faixa de areia, apenas um deck com um pequeno bar. A entrada para estrangeiros é 18000 pesos, e para colombianos é 10000. O lance lá é curtir a vista incrível e fazer snorkel. Dei a volta na ilha com o apoio do guia do tour, foi um sufoco, mas valeu a pena. Uma infinidade de peixes coloridos, tartarugas, corais, e até lagosta!

Chegando a Cayo Cangrejo | Foto: Bianca Santos

Chegando a Cayo Cangrejo | Foto: Bianca Santos

Também tem um ponto onde é possível ter uma visão 360° do entorno da ilha.

Vista do topo em Cayo Cangrejo | Foto: Bianca Santos

Vista do topo em Cayo Cangrejo | Foto: Bianca Santos

Com o aumento desenfreado do turismo, estão fechando o cerco e aumentando os preços das taxas e passagens para visitar Providência. Apesar desta natureza maravilhosa, a estrutura tanto em San Andres quanto em Providencia é precária. Em alguns pontos parece uma cidade abandonada. Por isso, é sempre bom lembrar que também é responsabilidade nossa, viajantes, cuidar desses cantinhos por onde passamos.

Qualquer dúvida é só chamar! <3

San Andres

San Andres é um daqueles lugares dos sonhos de muitos viajantes. Lá tem aquelas praias que quando você vê, a única reação possível é “puta que me pariu que que é isso?” e que são tão lindas que dá vontade de dar um abraço e um beijo nelas. Caribão né, minha gente!IMG_2006

Estive lá em março de 2017 e fiquei na ponta norte da ilha, próximo à praia do centro, a Spratt Bight. É a praia mais movimentada e, portanto, com mais comércio (essa da foto acima).
A praia, apesar de ter muita gente, é uma tranquilidade só. Não tem aquela penca de vendedores ambulantes. No máximo alguém oferecendo drinks (Coco Loco, experimentem!) e manga com sal (!). Na verdade eu até senti falta de alguém vendendo cerveja, viu! Para comprar ceva, só nas lojas da beira da praia, que são tipo loja de conveniência. A vantagem disso é que a variedade é grande e o preço é o mesmo dos mercados, ou seja, bem barato.
É super segura. Como tem muita gente, muitos turistas, não me senti receosa de deixar minhas coisas solas na areia para entrar no mar.
O mar é lindo, várias cores mesmo, a temperatura maravilhosa. Nem gelada, nem parecendo (desculpa!) mijo.
A ilha não é assim gigante, mas também não tem como ir de um lugar a outro a pé. De onde eu estava hospedada, só era próxima a praia do centro mesmo, e as mil opções de freeshop. No mais, a galera aluga carro de golfe ou moto para conhecer. Como eu não dirijo, fiquei só por ali.
Coco loco | Foto: Bianca Santos

Não sou do tipo que gosta de tours e passar o dia inteiro correndo pra lá e pra cá, mas para conhecer as ilhas não tem como fugir disso. Fui ao Acuario e Johnny Cay, que queria muuuuito conhecer, em um tour que leva às ilhas. O tour sai por 25000 pesos, e pode ser comprado direto no local de onde saem os barcos, em hostels e hotéis, ou na praia de Spratt Bight mesmo, tem uma casa amarela na areia, onde vendem vários tours diferentes. A viagem de lancha até Acuario é super tranquila, cerca de 15 minutos. Já de Acuario até Johnny Cay é mais tensa, tem dias em que o mar está tão bravo que a ilha fica fechada para visitação.

Acuario é demais. Não tem assim tanto peixe na verdade, e dizem que está diminuindo cada vez mais :(. Mas a praia é realmente encantadora. De lá, dá pra ir até a ilha ao lado, a Cayo Haynes. Entre as duas o trânsito é a pé, pela água, com água no máximo até a cintura. Ambas as ilhas tem pouca estrutura, até por não ter espaço físico para isso, então sai um pouco caro passar o dia inteiro lá se quiser comer e beber. Uma cerveja custou 6000 pesos, ou R$ 7,50.
Cayo Acuario | Foto: Bianca Santos

Johnny Cay tem a água bem mais agitada, não é aquela piscininha como Spratt Bright e Acuario. Ao entrar na ilha você paga 5000 pesos de taxa de preservação ambiental. Justíssimo. O mar tem um tom de azul mais escuro, lindo demais! O que eu achei ruim é que só dá para tomar banho em um dos lados da ilha, e é o mesmo lado onde estão todos os barcos de tours, então não sobra tanto espaço para pessoas na água. Até tem umas piscinas naturais do lado oposto, mas é aquela coisa de 10 cm de altura a água, só dá pra molhar o tornozelo.
O diferente desta ilha é que a visita não se resume à praia. Tem muitas árvores, iguanas imensas e o famoso lagarto azul. É um lugar delícia para estender a canga na grama e ler um livro.


Diferente do Acuario, Johnny Cay tem muitas barracas de comidas e bebidas, e até uma barraquinha de cangas, chapéus e essas coisas. A comida não é cara não, 25000 pesos por um prato imenso. Arroz de côco, salada, e ou um peixe INTEIRO, ou postas enormes, ou dois pedaços de frango à milanesa (coxa + sobrecoxa vezes 2!). Não quis comer porque não tinha fome para toda aquela comida, e não dava para embalar para a viagem hehe

Johnny Cay | Foto: Bianca Santos

Hospedagem

Me hospedei no El viajero Hostel. É um hostel bem conceituado, bem localizado, e com um bom custo benefício. O hostel é bem grande, staff queridíssimo, nada a reclamar nesse quesito. É um hostel movimentado, tem um bar no terraço e aulas de dança, então se está em busca de paz e sossego, fuja que dá tempo! Para quarto compartilhado foi o melhor valor que encontrei na época, cerca de R$ 65 para dividir com outras 7 meninas. Os pontos negativos do hostel são o Wi-fi, que ficou vários dias sem funcionar, e o ar condicionado que só pode ser ligado à noite, e quem controla temperatura e talz são os funcionários, que ficam com todos os controles.

Vista do Hostel | Foto: Bianca Santos
Spoiler sobre Providência: O valor de um quarto dividido entre 8 meninas em San Andres é maior do que um quarto individual com frigobar, ar condicionado sem limitação de tempo de uso e TV a cabo.

Curiosidades da ilha:
– Os hostels e hotéis te dão uma pulseira de identificação na chegada, e você precisa permanecer com ela até ir embora
– Não rola água quente no chuveiro, apenas em hotéis mais granfinos
– O comércio fecha às 13h e reabre às 15h
– o Wi-fi da rua é melhor do que os dos estabelecimentos comerciais (aliás, toda a colômbia tem wi-fi na rua!)
– Os locais falam entre eles o idioma Criolo. É uma espécie de inglês super enrolado, impossível de entender.

Vale a pena levar
Produtos de higiene pessoal comuns: Melhor levar do Brasil. Só vale comprar lá se for algo importado, aí você cata nos freeshop por um preço mais em conta que aqui, certamente.
Protetor solar: Lá não é tão barato assim como se diz por aí pela internet. Tá o mesmo valor que no Brasil, pra mais.
Repelente: Principalmente se for até providência. Lá tem mais mosquitos do que em San Andres.
Biquinis: Os modelos são feios, e o preço não é convidativo.

É mais barato comprar lá
Sapatilhas de neoprene: São extremamente necessárias para entrar no mar, e lá tem em todo lugar pra vender, por cerca de R$ 15.
Lenço pro cabelo, chapéus, ou outra coisa que segure a cabeleira: Porque venta bastante e lá são baratinhos, chapéu por R$ 15.
Canga: mas não com a mesma qualidade das brasileiras

Vale a pena trazer
Bebidas: Tem muita coisa do tipo 3 por valor X que valem muito. Uma absolut que está R$ 80,00 aqui, sai por R$ 50,00 lá.
Perfumes: Freeshops né, tem de tudo e por preços bons.
Chocolates gigantes: Esses porque aqui não tem mesmo. E são lindos!
Pringles. Eu que nem gosto muito quase surtei com os valores. Tipo R$ 8 o grande.

 

Por enquanto é só, e voltaremos com a cereja do bolo desta viagem, a Ilha Providência!

Itacoatiara – Niterói #2

No post anterior falamos da lindeza que é Niterói e do quanto vale a pena visitar Itacoatiara, e agora vamos falar sobre hospedagem e transporte.

Fiquei em um Bed and Breakfast super justo, o ItaquaHouse. Paguei R$ 60,00 a diária e se não me engano foi o mais barato que encontrei lá. Fica a duas quadras da praia, e é administrado por um casal super simpático. Tem uma piscina maravilhosa, um espaço comum delícia, e algo que fez toda a diferença pra mim: água filtrada geladinha e digrátis! Outro lance que achei massa é que eles deixam umas toalhas disponíveis perto da piscina para que a galera se seque antes de entrar na casa. Não tem desculpa pra fazer bagunça na casa alheia, viu! Eles vendem também drinks e outras bebidas a preços super em conta.

ItaquaHouse | Foto: Bianca Santos

O que eu acho importante levar, para não ter maiores problemas:
– Protetor, protetor e protetor
– Repelente
– Garrafinha para água, já que eles oferecem a água free
– Se quiser entrar no mar, leve um salva vidas também
– Várias toalhas, porque você vai ficar num entra e sai da água o dia todo (se estiver hospedada em um local com piscina, e/ou se levar o salva vidas)

Gostou? Então agora vou contar como chegar lá.

Cheguei pelo aeroporto Santos Dummond, então foi relativamente mais fácil.

Sai do desembarque e vai fazendo a volta no aeroporto pela direita até chegar no terminal das barcas. Dá uns 15/20 minutos de caminhada até o terminal. Vai perguntando no caminho como chegar até o terminal, porque vendo pelo caminho do Google Maps é mais longe. Os locais vão te dar os atalhos 😀
A passagem é R$ 5,60 e a travessia dura cerca de 20 minutos. Chegando em Niterói, já estará na avenida onde passa a maioria dos ônibus, entre eles o bus que vai pra Itacoatiara. A linha que não tem erro é a 38, que sai do terminal João Goulart. Esse terminal fica próximo ao local onde você vai descer da barca. Sai da barca, pega e esquerda e vai. Você vai enxergar logo um monte de busão, aí é só encontrar o 38 e bora pra Itacoa!

Eu fui de Uber porque estava muuuuuuito calor e a mochila pesada. Deu R$ 43,00 a corrida (é bem longe do centro), e o motora ainda parou o carro para que eu pudesse tirar fotos da paisagem. <3

Na volta, fui de busão, e a passagem estava R$ 3,80 se não me engano.

Lembrando que eu fiz esses trajetos sempre durante o dia, então fiquei de boas em relação à segurança. À noite, creio que a melhor opção seja pegar um Uber até a rodoviária novo rio e de lá um bus pra Niterói.

Ficou com alguma dúvida? Tem alguma contribuição para melhorar o post e ajudar mais mochileiras? Avisa a gente! 😀

Itacoatiara – Niterói

Vivo uma relação de amor e ódio com o Rio de Janeiro. Das quatro vezes em que visitei a cidade, em duas delas estava chovendo. A cidade é linda, mas o mar é ruim. Já explico. O clima de praia me agrada e com o calor que faz no RJ, não há quem ache desnecessário um banho de mar. Aí a Bianca não sabe nadar. Aí ela toma um capote logo que coloca o pé na água. Aí ela finge que nada aconteceu e resolve que vai se refrescar é no chuveiro da barraquinha.

Morando em Porto Alegre, não existem muitas opções econômicas e baratas para voos de final de semana. Em suma, rola promoção pra SP, RJ E PR. Apesar da relação amor e ódio que citei acima, o lugar pra onde eu sempre volto é qual? Sim. Riiiiio!

Desta vez, resolvi que largaria o circuito Copacabana e Ipanema, e iria me aventurar em outras praias. Búzios? Arraial do cabo? Angra? Nada cabe nesse bolso aqui, sem contar o tempo perdido no deslocamento (pq eu só tenho o findi!). Vai para o mapa e vai buscando opções que talvez não sejam aquelas badaladas e conhecidas, mas que tenham o que eu preciso: mar e sossego. Niterói. Itacoatiara. Vejo fotos. 40km do aeroporto. Ok, estou convencida.

Olha essa praia, gente!

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Praia de Itacoatiara | Foto: Bianca Santos

Itacoatiara é uma praia dentro de um bairro fechado. Isso porque só existe uma entrada, e existe um posto policial nessa entrada. É super seguro, tem uns guardinhas em toda (ou quase toda) esquina.

O comércio é fraco, tem os bares a beira mar, uma sorveteria, um sushi e uma casa de sucos e hambúrgueres. Tudo na mesma esquina! Pra mim foi ok, mas senti um pouco de falta de um mercadinho pra ir a pé. O mercado mais próximo é fora do bairro, e é uma certa pernadinha pra ir caminhando. Naquele calor eu admito que não encarei.

O marzão

Pra não quebrar o karma, o mar estava bravo que não deu coragem de entrar. Itacoatiara é uma praia para surfistas, onde inclusive rolam campeonatos de surf. O mar é bem temperamental. Vi vídeos onde parecia Caribe com toda sua transparência e calmaria, e outros em que o mar subiu tanto que tiveram que fechar a praia. Peguei o meio termo, mas novamente, como não sei nadar, não quis arriscar. Apesar disso, é uma delicia ficar na beira curtindo o clima, vendo aquele marzão lindo de viver.

Praia de Itacoatiara | Foto: Bianca Santos

Praia de Itacoatiara | Foto: Bianca Santos

Passei a manhã na praia, na sombra das árvores bem de boas. Eis que uma criança que estava próxima aparece com um sanduíche imenso! Bateu a fome instantaneamente e fiquei de olho nos ambulantes pra comprar o meu também. Gente, que coisa maravilhosa! Sanduba super recheado com frango, cenoura, azeitona e ovo de codorna por 8 pilas. Por mais 2, leva um copo geladinho de mate. Aí no hostel descobri que o sanduíche é famoso na praia, mas o original é vendido pelos ambulantes de azul ou amarelo. Outros são pura imitação.

Sanduba típico de Itacoa | Foto: Bianca Santos

Sanduba típico de Itacoa | Foto: Bianca Santos

Também se convenceu a conhecer Itacoatiara? No próximo post teremos dica de hospedagem e as formas mais fáceis de chegar até lá!

 

À procura da viagem perfeita (e barata!)

A vida de viajante mão de vaca compreende muita dedicação em relação à pesquisa de preços. Estamos sempre atrás de passagem promocional, aquele hostel baratinho e bem localizado que oferece café da manhã, a cotação mais vantajosas das moedas, o valor da comida e da bebida no local, Enfim, são muitas variáveis até decidir qual vai ser aquele próximo destino mara e que cabe no bolso. Hoje temos uma infinidade de blogs, sites e apps que nos auxiliam nessa busca incessante pela “barateza”, e a ideia desse post é fazer um compilado das ferramentas que eu utilizo para economizar ao máximo.

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Praia de Itacoatiara | Foto: Bianca Santos

Passagem

Existem vários apps e sites que auxiliam na busca por passagens baratas, fazendo o comparativo entre companhias que fazem o mesmo itinerário. Entre os mais conhecidos estão o Melhores Destinos, Kayak, Decolar e Submarino Viagens, além, claro, dos apps e sites próprios de cada companhia aérea.

Melhores Destinos – A vantagem é que com esse app você recebe notificação no celular cada vez que é lançada uma promoção de passagens. Aí se você não tem data específica para viagem, basta ficar de olho no celular e correr pra garantir o valor promocional, porque sempre acaba super rápido! Você não precisa comprar pelo app deles, que direciona para o site viajanet.com, mas pode consultar a companhia que está em promoção e ir direto no site da própria companhia, utilizar milhas, etc. Recomendamos que compre pelo site, se você se sentir confortável, claro, pois os caras fazem um trabalho massa, e ganham uns trocados com cada compra feita através deles e sem que você pague nada a mais.

Decolar e Submarino Viagens – Nestes dois o que rola é uma comparação entre companhias. Informando data inicial e final, ele mostra quais são os valores e horários disponíveis. É ótimo porque você não precisa entrar em cada site de companhia para fazer a pesquisa, e como falei anteriormente, pode usar apenas para consulta e depois ir no site da companhia que escolher. Até porque em ambos existe uma taxa administrativa que você não vai pagar se for direto na companhia aérea. No Decolar você pode cadastrar o destino de preferência e o valor que gostaria de pagar na passagem, e quando rolar uma promoção que esteja nos critérios que você estabeleceu, o app te avisa.

Kayak – A lógica é a mesma: comparação entre companhias aéreas. Resolvi separar este porque é bem popular, mas acho a interface pouco amigável. Prefiro usar os outros sites e apps.

Resumindo, meus favoritos são o Melhores Destinos, que acabo utilizando para viagens de final de semana, com aquelas promoções malucas com passagem de volta por R$ 39,00, sabe? Já para viagens mais planejadas, costumo usar o Decolar para consulta.

Como curiosidade, vou relatar que uma única vez a lógica de passagem mais barata no site da companhia fugiu à regra. Buscando por passagens de Porto Alegre para San Andres, no decolar estava mais barato do que no site da Latam. Tipo diferença de R$ 600,00 ?

Atentem sempre a isso!

Hospedagem

Para hospedagem vai depender do que você procura, e mesmo que já tenha decidido em qual local se hospedar, sugiro sempre procurar pelo nome do local em vários sites/apps de reserva, porque quase sempre existe diferença de valores entre eles.

Os mais utilizados por mim são o Booking, o Airbnb, o Trivago e o hoteis.com. Gente, independente de qual plataforma utilizar, leiam os comentários de quem já se hospedou no local. Isso faz toda a diferença na hora de escolher.

Booking – Tem meio que de tudo. Hotéis, hostels, pousadas, e qualquer coisa que dê para alguém pagar para dormir. A maior utilização dele é para hostel mesmo, e é uma plataforma super confiável. Já utilizei a concorrente hostelworld e quando cheguei ao local a reserva, ela simplesmente não tinha sido repassada para o hostel, e tive que negociar na hora um outro valor.

Airbnb – Aqui pessoas comuns alugam seus espaços, seja um quarto compartilhado ou individual, até um apartamento ou casa inteiros. O pró é a privacidade maior, e estar em um lugar que é a casa de alguém. Para viagens mais longas é massa, pois você se sente um morador local! O contra é que se você está sozinha na estrada, nada melhor que um hostel cheio de gente para conhecer e trocar experiências. Não que isso não seja possível no airbnb, mas é em escala bem menor.

Trivago e hoteis.com – Esses dois fazem o comparativo entre hotéis, aí você escolhe localização, média de valor, tipo de quarto, etc. Para hotéis SEMPRE olhem nos dois sites, porque SEMPRE tem diferença de valores entre os dois.

Câmbio

Bom, para cotar valor de moedas, eu só tenho uma recomendação, o site ou app Melhor Câmbio. Ele mostra o valor da moeda que procura em várias casas de câmbio na cidade que você escolher, e se achar que os valores estão altos, pode fazer uma oferta de um valor mais baixo. Se alguma casa aceitar sua oferta, eles entram em contato para negociar.

Comidas e bebidas

Aí tem algumas opções que eu uso bastante para buscar informações. Os blogs de viagem, claaaaaro, grupos no facebook, que você pode buscar algum específico do destino que deseja, ou então entrar em grupos de mochileiros e pedir dicas. Também tem os fóruns do site mochileiros.com, que o pessoal atualiza com frequência.

Para este tópico é difícil de fazer indicações certeiras, porque vai depender do seu destino e estilo de viagem. Eu leio muito o blog Viaje na Viagem, pois tem muita informação relevante e atual. Mas aí você pode jogar no Google o destino que deseja e ele vai ter dar uma imensidão de blogs com relatos de viagem.

Além de todas essas ferramentas para buscar uma viagem perfeita e barata, a vantagem é que quanto mais você viaja, mais contatos você faz, e aí sempre tem aquela pessoa que você conheceu na América, que mora na Europa, mas já viajou pra Ásia e sabe dar várias dicas massa.

Tem um site muito bacana que da uma média de valores gastos por dia em vários lugares. É o Quanto Custa Viajar. Mas assim, é beeeem por cima mesmo, é bom para ter uma ideia apenas.

Se tiver alguma dica, manda pra gente! Vamos compartilhar conhecimento para que mais e mais gente possa cruzar nossos caminhos nesse mundão aí!

Deserto do Atacama #3

E chegamos ao último post desta série sobre o deserto do Atacama! Vamos direto ao que interessa?

Salar de Atacama

O Salar do Atacama é visitado no mesmo tour que leva às Lagunas Altiplanicas. No meio do salar encontra-se a Laguna Chaxa, onde tem uns flamingos muito mimosos. Esse não é aquele salar dos sonhos, branquinho como o Uyuni, na Bolívia. Devido às cordilheiras, o sal não é “filtrado”, por isso a cor na maior parte do salar é um cinza claro. Pelo que o guia contou, rola uma espécie de disputa entre o Salar de Atacama e o Uyuni. Isso porque o lado boliviano é mais bonito, mais visitado, mas em contrapartida, os chilenos dizem que o Salar de Atacama tem mais lítio que o dos vizinhos. A altitude nesse ponto é de boas. Uns 2300 metrinhos “apenas”.

Salar de Atacama | Foto: Bianca Santos

Salar de Atacama | Foto: Bianca Santos

 Geiser del tatio

Esse é o tour mais difícil. Acordar as 4:30h da manhã, com a temperatura “amena” de cerca de 2ºC, partir para uma viagem que vai te levar a 4800m de altitude e uma temperatura de -12ºC, 12 negativos!!! Quem vai, quem vai?

O ônibus possui calefação, obviamente, e ainda assim chegamos lá com gelo por dentro dos vidros. Chegamos ao campo geotérmico e tomamos desayuno dentro do ônibus, porque ninguém quis montar mesinha bonita na rua naquela friaca. A nossa guia nos pediu uns minutos para nos passar algumas informações e nos mostrar alguns dos gêiseres. Ela nos explicou como eles se formam, e nos mostrou ao fundo o vulcão que é o que “manda na porra toda”, já que é o responsável pelo calor que esquenta a água. Ao lado do vulcão, e possível ver o perfil de um homem, e a lenda então, é de que os gêiseres são o choro deste homem. El tatio significa “o avô que chora”. Dentre os 3 tipos de gêiser que ela nos mostrou, o que mais gostei foi um gêiser cíclico. Ele “entra em erupção” a cada 1 minuto mais ou menos, e a atividade dele dura uns 15 segundos. Em torno dele tem uma limitação, pois não se sabe exatamente o volume de água que ele vai expelir a cada atividade. Fiz um vídeo para vocês verem. Nos outros, se vê fumaça basicamente, ou fumarola, como eles dizem. Diferente do que se vê em sites por ai, a guia explicou que a atividade dos bonitos dura o dia todo, a diferença é a intensidade. Quanto mais frio, mais forte a atividade.

A parada seguinte é na piscina que é abastecida por água dos gêiseres. A essa altura o sol já havia aparecido, então já deveria estar uns… 5 graus negativos. Ainda não rola piscina. O espaço é muito bonito, possui estrutura para trocar de roupa, mas ainda assim encoraja poucos. Eu coloquei a mão na água, estava bem quentinha mesmo. Atrás da estrutura estão uns gêiseres maiores, mas não consegui ir até eles, pois a altitude me pegou de jeito neste passeio. Não é fácil respirar a 4800 metros de altitude.

Piscina de água dos gêiseres | Foto: Bianca Santos

Piscina de água dos gêiseres | Foto: Bianca Santos

Saímos do parque geotérmico e fomos a caminho do povoado de Machuca. No caminho, passamos pelo rio Putana, um rio lindíssimo, que estava totalmente congelado. De lá, avistamos o vulcão de mesmo nome. Este é um vulcão ativo, que dá pra ver até a fumaça saindo dele. Da beira do rio avistamos também a fumaça dos gêiseres da Bolívia, que fica a apenas 7km de lá.

Rio e vulcão Putana | Foto: Bianca Santos

Rio e vulcão Putana | Foto: Bianca Santos

No povoado de Machuca tem umas 3 ou 4 casas, e vivem, ao todo, cerca de 12 pessoas. É um povoado indígena, e vivem do turismo local. Não há muito o que ver lá, há apenas uma igreja em cima de um cume, que também não consegui ir devido ao problema com a altitude, e o espetinho de lhamo, que custa nada menos do que 2500 pesos chilenos, ou R$ 12,00. Não comi porque não tive coragem, admito. Sim, como carne, mas não como lhama. Aliás, a curiosidade fica por conta de que é carne de lhamO. Eles não comem a fêmea, só o macho.

 

Valle del Arcoiris

Este foi um passeio surpreendente e bizarro ao mesmo tempo. Havia agendado para um dia, mas me pediram para trocar para outro, pois naquele dia APENAS EU tinha escolhido visitar o local, então não valeria a pena. Beleza. Chega o dia, lota a van, mas cadê o guia? O guia é o motorista. Ou o motorista é o guia. Um senhor muito atencioso e que sabe muito, mas que não consegue dar a devida atenção, tirar dúvidas e ir explicando as coisas no caminho, como ocorreu nos outros tours. E com a estrada cheia de curvas, ninguém quer tirar a atenção do motorista/guia pra fazer perguntas, né.

Valle del Arco Iris | Foto: Bianca Santos

Valle del Arco Iris | Foto: Bianca Santos

Chegamos ao vale, ele nos deixou na parte mais alta, explicou um pouco sobre a formação e composição das rochas, e desceu com a van para nos esperar na parte mais baixa com o café pronto. O que é incrível deste vale e que não existe um padrão de rochas como o vale de la luna, por exemplo. Para cada lado que você olha existe um tipo de rocha, com um formato diferente, um cor diferente, e sim, textura diferente.

Mas fiquei de fato intrigada, pois havia pouca gente lá também. Não sei se as agências não divulgam muito este passeio, ou se o problema sou eu mesmo.

Na volta, passamos no parque de Hierbas Buenas, que na verdade só vi um tipo de erva e não sei nem pra que serve. Pelas histórias que o guia nos contou, as “Ervas Boas” são ervas que o povo utilizava para os rituais, onde faziam os petroglifos, desenhos riscados na pedra (os pintados se chamam hieróglifos), que são a parte mais importante do parque. Essas ervas não são legalizadas, por isso não tem lá. Né?

Petroglifo lhamas sobrepostas | Foto: Bianca Santos

Petroglifo lhamas sobrepostas | Foto: Bianca Santos

Quanto custa cada tour pela agência Atacama Connect:

– Valle de la Luna e Valle de la Muerte – 10.000 CLP

– Lagunas Altiplânicas e Salar de Atacama – 25.000 CLP

– Geiser del Tatio – 20.000 CLP

– Valle del Arcoiris e Hierbas Buenas – 25.000 CLP

No final das contas saiu 70.000 CLP (R$ 350,00), porque ganhei desconto através do hostel.

Agora simplesmente preciso fazer algumas considerações finais sobre o deserto.

Passei por uma situação de corte de água lá, que para os moradores é comum, mas que para nós, pessoas não acostumadas com a situação, é estranho, mas ao mesmo tempo é uma ótima oportunidade para repensar no seu consumo e em como pode fazer para economizar.

Fiquei positivamente surpresa com a simplicidade e simpatia do pessoal que vive em San Pedro. Como viajante, honestamente não havia encontrado pessoas tão educadas e gentis como lá. Minha surpresa foi porque lá tem muito turista, e em experiências anteriores havia chegado à conclusão de que quanto mais turística a cidade, mais mal educados são os seus moradores. O que é até compreensível, já que tem um bando de gente estranha tomando conta da sua cidade o tempo inteiro.

O deserto, assim como a praia, tem um cheiro muito específico, o qual não sei explicar, apenas sentir! Hahaha!

E deixo aqui o link para o álbum onde estão algumas das fotos que tirei nessa trip.

Enfim, saudades, Atacama! Espero te ver novamente! <3

Deserto do Atacama #2

Não contei nos posts Santiago do Chile #1 e Santiago do Chile #2, mas eu fui ao Atacama antes de ir para Santiago. Minha sugestão é que seja feito o contrário: Santiago, depois Atacama. Por quê? O deserto é tão incrível, e você vai ver tantas coisas lindas e impressionantes, que tudo o que vier depois vai parecer meio chocho.

Mas vamos ao que interessa: tours!

Pesquisei horrores antes de ir, porque existem muitas agências, muitos passeios e muitos valores diferentes. Claro, pelo que pesquisei também, alguns mais baratos não tem carros tão confortáveis (para alguns passeios esse é um fator determinante), café da manhã meia boca, guias não tão preparados e por aí vai. Enfim, toda minha pesquisa foi por água abaixo quando cheguei ao hostel e a queridíssima Nancy me mostrou os valores dos passeios da agência com a qual ela tem parceria, e que ainda conseguia um desconto camarada. Para me provar as vantagens, trouxe um folder com os preços de uma das agências locais. Pronto, estou convencida. Escolhi Valle de la Luna e Valle de la Muerte, Lagunas Altiplanicas e Salar de Atacama, Valle del Arco Iris e Geysers del Tatio.

Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Os dois vales ficam dentro da chamada Cordillera de la Sal, que fica no caminho entre Calama e San Pedro. A altitude é relativamente baixa, 2800 metros (considerando que alguns lugares estão a quase 5000 metros). Esses são os passeios indicados como iniciais, para o corpo se acostumar com a altitude.

Para o chamado Valle de la Muerte existem duas versões. Uma é de que um padre gringo achava que o local lembrava Marte, mas com o sotaque as pessoas entendiam muerte. Outra versão é de que todos que tentavam atravessar o vale, animais ou pessoas, acabavam morrendo por lá. O guia desse tour disse que não há provas concretas da segunda versão, apesar de ela ser a versão mais interessante. Como a visita ao vale é um “bônus”, já que o passeio principal é o Valle de la Luna, é tudo super rápido. Coisa de 15 minutos. O pessoal desce, o guia conta a história, tira foto e pronto. Dentro desse vale encontram-se as dunas que a galera usa pra praticar sandboard, mas não chegamos até as tais dunas.

Valle de la Muerte | Foto: Bianca Santos

Valle de la Muerte | Foto: Bianca Santos

Já no Valle de la Luna, a aventura inicia com uma caminhada em uma “cova” de sal. É bem tranquilo, dura uns 10 minutos no máximo, e tem dois trechos onde precisa fazer um esforço um pouco maior, porque o espaço para passar é estreito e bem baixo. Saindo do túnel é que vem o problema (para mim, no caso). Você tem a opção de voltar pela cova, ou então de subir um lance bem alto, do tipo que pessoas sedentárias se cansam só de olhar. Eu olhei, cansei, mas já que estava ali, puxei o ar e fui! Cheguei lá em cima morrendo, achando que aquele sim que deveria se chamar Valle de la Muerte, mas valeu a pena o esforço.

Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

Depois disso, seguimos rumo a uma duna, onde se tem a vista panorâmica de todo o vale. Quando o ônibus estacionou e o guia apontou pra uma duna gigantesca e disse que subiríamos lá, tive vontade de chorar. Mas novamente, já que eu estava lá… E foi incrível. É possível ver todo o vale, com os vulcões ao fundo fazendo o contraste. Do outro lado uma grande área coberta de sal, e uma pedra gigantesca que se chama Anfiteatro.

Sal no Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

Sal no Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

A parada seguinte é na Pedra do Coiote, onde fomos ver o pôr do sol. A tal pedra é bem naquele estilo de tirar foto para matar a mãe do coração, bem na beira, com as pernas para baixo.

Lagunas Altiplanicas

O inicio deste tour é cedo, por volta das 7h. O ônibus passou no hostel para buscar, e fomos em direção ao local onde tomamos o desayuno, que está incluso no pacote. A viagem ate lá é cerca de 1h e meia, então dá pra dormir um pouco. Chegamos ao local, que é como um restaurante muito simples, onde várias agências param para tomar seu café da manhã também, que inclui pão caseiro quentinho (que mais parece uma bolacha maria gigante), manteiga, geléia, ovo mexido, e chá. Não sei se estava com muita fome, mas achei tudo uma delícia. Bem alimentados, partimos para as lagunas. Depois de pagar a entrada do parque, de 3000 pesos (cerca de R$ 15), seguimos até a primeira laguna, a Miscanti.

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Essa é a mais famosa nas fotos do Google, mas quando cheguei achei bem diferente. Claro, ela estava completamente congelada, o que a deixa com o visual bem diferente. Existe uma limitação em torno da laguna e da vegetação que não pode ser ultrapassada, que, segundo o  guia, é passível de multa. Tem um caminho que leva até bem próximo à laguna, mas o Ludwig, nosso guia, nos aconselhou a não descer, pois a subida seria muito difícil devido aos 4200 metros de altitude. Como eu já estava um pouco afetada pela altitude, preferi seguir o conselho dele.

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

De lá, seguimos para a segunda laguna, a Meñiques, que fica do ladinho, mas que ir a pé é impossível, considerando o cansaço que a altitude causa.

Laguna Meñiques | Foto: Bianca Santos

Laguna Meñiques | Foto: Bianca Santos

O que separa essas duas lagunas é a lava de uma erupção do vulcão Meñiques, ocorrida a milhares de anos atrás. Anterior a esta erupção, as duas eram uma só. Não tem como descrever ou mostrar fotos que expressem a beleza incrível desse lugar, por isso digo: vá até lá!

Caminho para Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Caminho para Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

No próximo e último post sobre o Atacama, falarei sobre o Salar de Atacama, Geysers del Tatio e Valle del Arco Iris!

Deserto do Atacama #1

O deserto do Atacama fica no norte do Chile, e é considerado o mais árido do mundo. Essa aridez toda é algo que, literalmente, você sente na pele logo que chega lá. A boa notícia é que essa lindeza de lugar é tão pertinho que não muda sequer o fuso horário e relação à Brasília! Passei 6 dias por lá, em julho de 2015, e vou contar como foi essa experiência, além de dar algumas dicas valiosas! E a primeira, e talvez mais importante, é: nunca, jamais, fique sem uma garrafa d’água.

O oásis no meio do deserto é a cidadezinha de San Pedro de Atacama, que tem o aeroporto mais próximo cerca de 100 km de distância, na cidade de Calama. É em San Pedro que a maior parte dos turistas se hospeda, o que significa que tem bastante opção de hospedagem, restaurantes, lojinhas e lugares para turistar.

Praça principal de San Pedro de Atacama | Foto: Bianca Santos

Praça principal de San Pedro de Atacama | Foto: Bianca Santos

Como cheguei

Bem simples. Voo de Porto Alegre a Santiago, com escala em SP, e depois de Santiago para Calama. Também é possível ir de ônibus, saindo de Santiago. O terminal fica na estação de metrô Pajaritos, onde tem guichê de várias empresas diferentes, e com valores de passagem diferentes. Mas como essa é uma viagem de 24h, vale dar uma olhada nos ônibus antes de se jogar na passagem mais barata.

Já em Calama, tem várias opções de transfer que levam e buscam na porta do lugar aonde você vai se hospedar, e o valor para ida e volta é de, em média, 20000 pesos chilenos (CLP), que é cerca de R$100,00.

O transfer que eu peguei foi da empresa Transvip, paguei mais barato, 18000 CLP, e eles foram super pontuais. Recomendo.

#ficaadica: se você for de avião de Santiago para Calama, escolha uma poltrona do lado direito. Se, como eu, você pegar o voo das 7h, verá o sol nascendo no deserto. 😉

Hospedagem

Fui extremamente bem recebida no hostel onde fiquei. É um hostel familiar, onde mãe e filha cuidam de tudo. Nancy, a mãe, me recebeu com um café da Costa Rica, que mais parecia um chá, mas que naquele frio me pareceu divino! Me explicou todo o funcionamento do hostel, me falou dos brasileiros que estavam por lá (sempre tem), imprimiu um mapa e mostrou tudo que pudesse ser de meu interesse. Bem diferente das experiências que eu já tive em hostels por ai.

Área comum no hostel | Foto: Bianca Santos

Área comum do hostel | Foto: Bianca Santos

O hostel fica pertinho do que é considerado centro. Como tudo é extremamente perto, não faz diferença. Uma vantagem da localização deste hostel é que ele fica ao lado do estacionamento municipal, onde os tours acabam. Escolhi ele pelo preço, claro, e pela vista que tem para o vulcão Licancabur. A cama é muito confortável, com muitos cobertores, e tem armário para guardar a mala com chave (que cabe uma mala grande de boa). Nancy me deu uma chave de acesso ao quarto e à casa, que fica sempre fechada. O espaço todo é bem grande, com piscina, área comum, cozinha limpa, banheiros limpos. Uma preocupação que eu tinha era em relação ao banho, pois havia lido que alguns lugares limitavam o tempo de banho, não tinham água quente, etc. Nada disso me foi falado. A água esquenta de forma instantânea e não é aquele chuveiro que você tem que brigar com ele para conseguir achar a temperatura certa. Uma coisa bem legal é que eles reciclam tudo que for possível. Tem várias lixeiras específicas, e nada de lixinhos nos quartos, justamente pra inibir as misturanças. A única coisa ruim é que os banheiros ficam na rua. Se acordar de madrugada apertada, melhor permanecer embaixo da coberta! Este amor de lugar é o Hostal Lackuntur, e a diária em um quarto feminino com 4 camas é de R$ 60,00. E se você não curte a ideia de hostel, relaxa, pois em San Pedro tem hotéis chiquetosos e spas.

Alimentação

A maioria dos restaurantes tem o prato do dia, o que sempre é o melhor negócio, já que o valor é mais em conta e é menos demorado para ficar pronto. Como todo lugar turístico, a área central é mais cara para comer, mas tem alguns restaurantes bem baratinhos também. Coisa de R$15,00 o almoço. Lá não tem mercado grande, apenas uns mercadinhos, e os preços são bem salgados. A lata de atum mais barata custa R$6,00. Pensei que fosse caro por ser uma cidadezinha no meio do deserto, mas depois descobri que esse é o padrão chileno de preços. Caro.

O que levar

Estudei muito sobre o Atacama antes de ir, e depois me dei conta de quanta dica furada que eu li internet afora. De ter que levar calçados específicos, calça que vira bermuda, casaco corta vento. Ai gente, não. No tour que eu mais caminhei, havia uma senhora usando salto e sem problema algum. Recomendo ir de salto? Não, mas é só para dizer que não precisa comprar bota de trekking. Única coisa que eu acho importante é que o calçado não escorregue, porque como tem muita areia e pedras, não é difícil resvalar e cair. Quanto à roupa, sempre a mais confortável possível, e se for no inverno, leve casacos e calças que comportem outros casacos e calças por baixo, porque pela manhã e à noite, bem como nos lugares de maior altitude, faz um frio sem explicação. Um bom investimento no quesito roupa é a segunda pele térmica. Comprei blusa e calça na decathlon, por R$100,00, os dois juntos e são de ótima qualidade. Casaco bem quente também é necessário, além de luva, cachecol e touca. Mas o que você já tem, nada de mimimi corta vento, mimimi impermeável.

Algumas das dicas que eu li foram de extrema importância, e devem ser levadas bem a sério.

Hidratante: devido à aridez do lugar, a pele seca MUITO. Tem que se jogar no hidratante mesmo, porque a pele descama horrores. Eu levei um do tipo embalagem econômica, para usar em tudo, corpo, rosto, pé, mão, mas um específico para mão teria sido uma boa, já que não rolou levar a embalagem econômica na bolsa o dia todo. Até poderia, mas eu já era a maluca que tira foto de boneco da caixa de sucrilhos, então achei melhor evitar. Ah, leva hidratante labial também, viu!

Colírio e soro fisiológico: os olhos secam tanto que doem, o nariz seca tanto que sangra. Levei colírio, mas não levei soro, e me arrependi bastante.

Protetor solar: é óbvio, mas o óbvio tem que ser dito. Em frente ao museu tem um “solmaforo”, que indica como esta o sol no dia e como deve ser a proteção, com tempo máximo de exposição ao sol para o seu tipo de pele. Bem legal.

Solmáforo | Foto: Bianca Santos

Solmáforo | Foto: Bianca Santos

Ok, ok. Você não vai até o Atacama pra ficar dando voltas em uma mini cidade de menos de 2000 habitantes né? Então olhe a foto abaixo, e aguarde pelo próximo post! \o/

Vulcão Miñiques | Foto: Bianca Santos

Vulcão Miñiques | Foto: Bianca Santos

Santiago do Chile #2

No post anterior falei em câmbio, transporte, hospedagem e comida. Mas o que fazer em Santiago? Bueno, não sou adepta de guias ou roteiros, então vou apenas listar algumas sugestões.

Bares

A vida noturna de Santiago é agitada. Tem opções todo santo dia. Cheguei em uma segunda-feira, e tinham festas bombando nas boates do bairro. Fiquei hospedada no Bairro Recoleta, e o hostel fica uma quadra da rua mais agitada que tem nas redondezas, a Pio Nono. Tem uma variedade bem grande de bares nessa rua, e as festas fechadas são todas próximas a ela também.

Uma coisa chata que descobri, é que você não pode simplesmente sentar em um bar e pedir uma cerveja. Para beber, você tem que comer. Bizarro. E uma porção pequena de batata frita é quase R$20,00. Outra coisa é que você não pode beber na rua. Passar no mercado, pegar uma ceva no final do dia e ir bebendo pela rua? Nem pensar, é crime. E como tem muito policiamento nas ruas, melhor não arriscar.

O preço da cerveja? R$ 13,00 uma cerveja 600ml, equivalente a uma Brahma no Brasil, e quase temperatura ambiente.

Mas e o vinho? Sorry, gente. Não gosto de vinho.

Tours a pé

Fiz um tour pela parte histórica de Santiago, incluindo Plaza de Armas, Palacio de la Moneda, Cerro Santa Lucia, e arredores, e esse tour é feito por uma empresa chamada Tours4Tips, ou seja, eles sugerem um valor a ser pago ao final, mas você paga o quanto achar justo. E não rola nenhuma pressão para pagar mais ou algo do tipo. Tanto que quando você entrega o dinheiro, eles sequer olham o valor,  apenas colocam no bolso. Você tem a opção de fazer a pé sozinho e sem precisar pagar nada, certo? Sim, mas se você, assim como eu, não é o maior conhecedor da história do Chile, super vale a pena.

Palacio de la Moneda | Foto: Bianca Santos

Palacio de la Moneda | Foto: Bianca Santos

Museu de Belas Artes

Eu tenho a sensibilidade de um rinoceronte para arte, admito, mas algumas áreas desse museu são lindíssimas. No site do museu você pode verificar o que está exposto no mês atual.

Escultura de bronze no Museu de Belas Artes | Foto: Bianca Santos

Museu de Belas Artes | Foto: Bianca Santos

No dia em que visitei, havia uma exposição sobre os chilenos, com fotos de pessoas em sua vida cotidiana, em sua maioria muito pobres. Outra parte da mesma exposição mostrava homens mutilados por conta da guerra. São fotos realmente tocantes.

Museo de la Memoria y los Derechos Humanos

Esse é necessário tempo, pois é enorme. O museu inicia informando sobre as ditaduras militares pelo mundo, e as comissões que vieram posteriormente para tentar desvendar os mistérios de desaparecimentos e tantos absurdos que a ditadura proporcionou. No quadro do Brasil, vejam só, comissão encerrada sem investigações concluídas.

Entre as atrações do museu, está o vídeo do dia do golpe, o áudio de Salvador Allende, presidente na época, falando na rádio pouco antes de morrer, depoimentos de pessoas que tiveram familiares levados de suas casas, de sobreviventes de torturas e de fuzilamentos. Pesado, mas vale a pena.

Junto ao museu dos direitos humanos, na estação Quinta Normal, estão mais alguns museus, como o de arte contemporânea e o de história natural. Para todos estes museus, a entrada é gratuita. O único que você pode pagar (se quiser), é o de arte contemporânea. O valor é de 1000 pesos chilenos para fazer a visita guiada, que deve ser agendada. Mas se quiser apenas visitar o lugar, de boa, entrada free também.

Curiosidade

Apenas para que ilustrar o problema que o Chile tem com cachorros de rua, os chamados quiltros, vou contar uma história curta: um belo dia, eu estava na área de check-in no aeroporto de Santiago, que fica no terceiro andar do prédio, e tinha um cocô de cachorro bem no meio da fila. Fim.

Os cachorros de rua estão em toda a parte. Dizem que os chilenos se importam mais com os cachorros de rua do que com as pessoas. São mais de 200 mil deles no país. Eles são gordos, fofos, muito bem educados e inteligentes. Eles usam roupinhas no inverno, e nos parques existem muitas casinhas e comida para eles. Alguns são castrados, e tem identificação do tipo: “Você pode me levar pra casa”, ou “Não me leve, eu tenho dono”. Em um tour que fiz, a guia explicou como tudo começou. As pessoas saíam para trabalhar e deixavam seus cachorros não castrados na rua, para não deixá-los presos. Irresponsáveis com boas intenções? Bom, o resultado está aí.

Em Valparaiso entrei em um ônibus, e lá estava um cachorro super de boa. Passadas algumas paradas, ele desceu do ônibus e seguiu seu rumo. Uma graça!

Por fim, digo que apesar de não ter sido minha melhor viagem, recomendo a visita para Santiago. Como uma viajante apaixonada, penso que todos os lugares merecem e devem ser visitados, afinal de contas, cada pessoa sente e vive essas experiências de sua forma. A que você acaba de ler foi a minha, e eu espero que a sua seja fantástica! :)

Santiago do Chile #1

Santiago é um jovem senhor que já viveu muito. Passou por fases conturbadas na vida. Foi até pra rua protestar, certa vez, acredite. Mas agora Santiago está naquela fase tranquila, sabe? Quer tudo organizado, limpo, sem zoeira. Santiago é do tipo que usa terno, e nos momentos mais descontraídos usa camisa polo e sapatênis. Cores neutras, sempre. Acho que ele não quer chamar atenção, e está tendo sucesso na empreitada. Ele bebe apenas vinho, e só gosta de um tipo. Nem invente de oferecer outro. Santiago é alguém que passa segurança. Alguém que venceu na vida. Mas Santiago, por  vezes, deixa as pessoas cheias de tédio. Sempre tão correto, que saco! Tenho certeza que Santiago é Allende e não Pinochet. Na minha opinião, Santiago deveria beber cerveja, ir pra praia, usar vermelho. Mas se ele não gosta, não posso obrigar, afinal, ele gosta de ser assim. E tem gente que gosta dele assim também.

Se Santiago não fosse uma cidade, e sim um homem, assim eu o descreveria.

Quando estive no Atacama, conheci umas meninas de Valparaíso. Falei que iria para Santiago, e a reação foi imediata: “Santiago é feia!”. Fala sério, com aquela cordilheira, como vai ser feia? Achei que era recalque.

Estive em Santiago durante o inverno, o que pode ter impactado diretamente na minha visão sobre a cidade. Santiago é fria. E não falo apenas do clima. É uma cidade opaca, sem cor. De forma geral, é uma cidade como qualquer outra, feia até, mas que tem a Cordilheira dos Andes ao fundo. Cordilheira essa que muitos dias não é possível ver muito bem. Apenas um dia o tempo estava aberto, e deu para apreciar a beleza da cordilheira. Lindo demais!

Vista de Santiago em Cerro Santa Lucia | Foto: Bianca Santos

Vista de Santiago no Cerro Santa Lucia | Foto: Bianca Santos

Além do fator inverno, o que atrapalha a vista é a poluição, já que é uma cidade grande, dentro de um “buraco”, e o ar fica ali concentrado. Durante minha estadia, foi inclusive emitido um alerta ambiental, pois devido à falta de chuva, a situação da qualidade do ar piorou. Nesses alertas, são feitos rodízios de carro, e fica proibida a utilização de lareiras a lenha, além de fechar algumas fábricas.

Apesar disso, preciso admitir que Santiago é uma cidade organizada, e que tem coisas bem interessantes para ver e fazer. Agora vou dar uma pincelada em assuntos básicos de interesse de todo (ou quase todo) viajante sobre cidades a conhecer.

Dinheiro

Havia lido em vários blogs que a hospedagem deveria ser paga em moeda forte (dólar, euro, libra…), para ter isenção de imposto. Balela. Levei dólar para a hospedagem, e eles não aceitaram. Apenas pesos chilenos, sem choro. Para mim, foi mais vantajoso trocar a grana lá. Na verdade levei alguns pesos do Brasil, e lá saquei o restante que usaria durante a viagem. Mas o que é importante ressaltar é que mesmo que você vá fazer o câmbio no Chile, deve chegar com moeda local, porque eles não aceitam outra moeda. A Argentina nos deixou mal acostumados nesse quesito.

 Aeroporto

O aeroporto é relativamente perto da área central. Cerca de 20 minutos de carro. Para sair de lá, você pode pegar um ônibus, que custa 1500 CLP (Pesos Chilenos), ou R$7,50, e depois o metrô. Ou pode pegar um transfer (recomendo a Transvip), que custa 7000 pesos, ou R$35,00. E tem táxi, mas é super caro, uns R$100,00.

A área de embarque internacional é enorme e com muitas opções de comida e de compras em geral. O legal, é que além dos restaurantes ultra caros (um Subway carne e queijo por R$25,00, oi?), tem uns mini mercados que vendem sandubas ótimos, com um preço justo.

 Transporte

Andei muito de metrô, que é super organizado, bem sinalizado e fácil se de achar. Existem várias linhas, e essas chegam à maioria (se não todos) os pontos turísticos importantes. O valor depende do horário e do dia da semana, mas em todas as vezes que andei de metrô, o valor era 660 pesos, o que equivale a mais ou menos R $3,30. O metrô funciona das 6h às 23:55. De ônibus você só pode andar se comprar o cartão BIP, pois eles não têm cobrador. Não andei de táxi, mas ouvi alguns relatos de que eles tentam enrolar os turistas. Nada fora do normal nesse mundo, né?

Hospedagem

Essa foi uma dificuldade que tive. Fico sempre em hostel e Santiago não tem muitas opções dentro do que eu normalmente busco, que é ficar por perto do agito, de lugares onde dê para sair a noite a pé. Mas se você não vai sair à noite, ou não se importa em pagar táxi, pode ficar em qualquer canto que seja próximo a uma estação de metrô, que estará bem localizado. Fiquei no Kombi Hostel, onde a diária em quarto feminino (com 6 camas) foi de R$ 40,00. Uma sugestão que dou sempre, é de verificar os comentários de hóspedes no Booking ou TripAdvisor antes de fazer a reserva, aí você consegue medir os prós e contras para tomar a melhor decisão.

Comida

Eles comem muita batata, muita mesmo. E os pratos são normalmente exagerados. Em todos os restaurantes que fui, cobram propina. Aquela gorjeta que você não quer dar, mas já vem junto com o valor total a pagar. Como eu já estava um pouco incomodada com a cidade em geral, não quis ser aquela que discute para não pagar a bendita propina. Quanto aos preços, tem pra todos os bolsos. Achei almoço por R$20,00 e também caí em um de R$40,00, mas tudo super bem servido. Se você for acompanhado, vale dar uma olhada no tamanho do prato antes de pedir, porque alguns dão para duas pessoas comerem de boa. Existem muitos fast foods, e nesses o valor é equivalente ao Brasil, então não vai ter susto no preço.

#ficaadica: Quando for comprar água, compre da marca Vital, porque  as outras têm um gosto horrível, até mesmo as com gás,  que deveriam disfarçar o gosto estranho.

E, afinal de contas, o que tem pra fazer em Santiago? Te conto no próximo post!

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