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Dia Internacional da Mulher: Entrevista com a Professora Roberta Vianello

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Maestra Roberta | Foto: Mariana Sandini

Professora desde 1982, trabalhou sempre na Escola Primária Italiana, e no ano passado, fez a escolha de ensinar para adultos italianos e estrangeiros a língua do seu país. Nestes alunos, estão inclusos filhos de italianos que não falam a língua, imigrantes, refugiados e tantas pessoas, que além de aprender a língua, devem aprender sobre uma cultura totalmente diferente da sua. E a Professora Roberta faz este trabalho com muita paciência, amor e dedicação.

Conversei com ela sobre o que vai rolar no dia 08 de março aqui em Milão e um pouco da situação italiana em geral:

As Mochileiras: O que acontece neste ano de diferente no Dia Internacional da Mulher?

Roberta Vianello: Este ano, o dia Internacional da Mulher, foi anunciado em 40 países, com um apelo, de certa forma, novo. Se decidiu chamar todas as mulheres para uma greve. Uma greve para lembrar que é importante ter o respeito pelas mulheres, que seu trabalho, tanto em casa quanto fora de casa, é fundamental. O slogam deste ano é  “se as nossas vidas não valem, então fazemos greve”.

As Mochileiras: Qual é a importância desta greve?

Roberta Vianello: Não é apenas se abster do trabalho fora de casa, é também não fazer os trabalhos que são sempre esperados das mulheres. O que quero dizer por esperados, pensamos que é normal que as mulheres façam uma série de tarefas que são delegadas a elas. Todos os cuidados, das crianças, dos idosos, da casa, de todos aqueles que vivem com nós. Pois na verdade, este trabalho é um verdadeiro trabalho e deve ser reconhecido. Também é importante lembrar que cada mulher é livre para escolher com quem vive. A mulher não deve ser obrigada a não haver escolhas. Desta forma, se uma mulher quer se separar de um marido que é violento, que é bom, que é a melhor das pessoas, mas não é a pessoa para ela, pode e deve fazer. Em contrapartida desta liberdade, nestes últimos 2 ano aqui na Itália, tivemos tantas mulheres mortas, quase 1 por dia, mortas em família e isso é uma coisa terrível, da qual estamos tentando entender os motivos, deste aumento. Tudo isto está contido nesta greve.

As Mochileiras: Como você percebeu a participação das mulheres nesta greve?

Roberta Vianello: Percebi bastante participação emotiva, ou seja, interior, da parte das mulheres, ao menos das minhas amigas, das pessoas que conheço. Porém, nesta escola muitas professoras farão a greve, não todas, mas muitas sim. Entre as minhas amigas, por exemplo, aquelas que trabalham com serviços e principalmente nos sanitários não farão greve. E também, as amigas que trabalham na área gastronômica decidiram não fazer greve, pois depois, se torna um problema a relação com a chefia.

As Mochileiras: Sabemos que as coisas mudaram para as mulheres, porém, tem muito ainda para se fazer. Quais são as coisas fundamentais que devem mudar na sua opinião?

Roberta Vianello: Então, este é um discurso muito importante. Eu não penso que devemos inserir tudo em uma ideia única de liberdade. Muitas vezes discuto com minhas amigas, que dizem que as mulheres com o véu (muçulmanas) são submissas, que são mulheres menos respeitadas que as outras. Isso não é verdade, porque se uma mulher decide verdadeiramente usar o véu, na sua cotidianidade, todo o dia, deve ser livre para fazer.
É isso para mim o que é importante para as mulheres. Pode ser, pois, para mim, é importantíssimo como mulher, é a liberdade. A liberdade é poder usar o véu, de praticar uma religião ou outra, de poder viver com uma pessoa ou viver sozinha, de poder trabalhar fora ou decidir de trabalhar em casa, cuidar dos filhos e da casa. Porque aquilo o que é verdadeiramente importante, é não ser julgada pelas próprias escolhas.
Eu penso que se o mundo respeitasse isso… Como tem a mulher que quer estudar e a mulher que não quer estudar. O importante é que cada mulher tenha condições de poder escolher. As mulheres que não podem estudar, não podem escolher se querem estudar ou não. As mulheres obrigadas de estarem em casa, não podem escolher de trabalhar ou não.
As escolhas devem ser feitas de forma livre para serem respeitadas. E para finalizar, muitas vezes, outras mulheres também não respeitam as escolhas das outras mulheres, é algo que eu também vejo.

Carnaval à Milanesa!

Digamos que de Carnaval, quem entende mesmo são os brasileiros. Mas, sendo este o meu primeiro Carnaval na Itália, vou dar uma conferida no que rola por essas bandas!

Self na frente da Duomo de Milão

Self na Duomo com querida amiga Mel

Primeiro, tenho que contar que aqui, na nossa terça-feira de Carnaval é a terça-feira gorda (martedì grasso). Muita gente aqui pratica a Quaresma,  que é não comer nada gordo, doces, cigarro, etc… Como um Ramadã católico, eu diria, nos 40 dias antes da Páscoa. Então, na terça-feita antes da quarta-feira de cinzas (sim, é nesse dia começa a Quaresma), a galera libera geral e come tudo de delicioso e gordo que pode. E a festa de Carnaval ocorre no sábado antes da terça-feira gorda. Ah! E nada de feriado para os adultos, só para as crianças o.O

Já aqui em Milão ocorre um pouco diferente de toda a Itália… Eles começam o Carnaval e o “dia gordo”, tudo junto, no sábado seguinte ao Carnaval normal. Logo, fazem um pouco menos de Quaresma, hehehe espertinhos!

Existem duas versões que explicam o fato:

Versão 1 (versão da web): lá pelo século XV, o Patrono da Cidade, Santo Ambrogio estava em peregrinação, bem na época do Carnaval. Então, ele pediu para postergar a festa por uma semana, para que ele chegasse em tempo. E assim foi feito.

Versão 2 (versão de boca): um ‘pouco’ depois, lá pelo século XVII, a cidade de Milão sofreu muito com a peste. Como a população estava se recuperando na época do Carnaval, o Santo Ambrogio teve a brilhante ideia de postergar o Carnaval em 1 semana, para que todos (os que ficaram vivos, diga-se de passagem) pudessem curtir a celebração.

Bem, confesso que gosto mais da segunda versão e a ideia do “dia gordo” também me atrai bastante. Ah! E mesmo com essa particularidade de Mião, depois na Páscoa, continua tudo igual.

Eu como boa amante do Carnaval, vou dar uma conferida nesse tal “Carnevale Ambrosiano”!

O que muda depois de um mochilão?

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Seft no Condomínio, fa freddo!

Pois é pessoal, mais de um ano se passou e muitas coisas mudaram, outras continuam as mesmas. Depois de 1 ano de mochilão, que terminou em julho de 2016, compartilhado aqui e no Face, já posso dizer algumas coisas que mudaram na minha vida, coisas que assim que a viagem acabou, eram tantos sentimentos, que não dava para expressar muito bem.

Começando pelos nunca da minha vida:

Nunca vou morar fora: dai que no meio da viagem comecei a pensar nas minhas raízes italianas, dai que em determinado momento, eu já estava planejamento morar na Itália por um tempo, sem nem muito bem me dar conta.

Eu nunca vou abrir meu próprio negócio: mais ou menos da mesma forma, as coisas foram acontecendo. Com os voluntariados vi que eu podia fazer tanta coisa diferente (e esse podia tem um sentido muito amplo de poder) e assim, iniciei minha empresa na Itália, para auxiliar as pessoas a fazerem suas cidadanias italianas, com o mesmo carinho e atenção que eu gostaria que tivessem feito a minha.

Eu nunca vou namorar a distância: depois da terceira premissa que se acabou, nunca mais digo nunca. Ahhh o amor é poderoso! Amor que resiste ao mochilão desbravante, não repara muito na distância dos oceanos.

Sem deixar de falar que eu não cozinhava um ovo! Agora, me sinto praticamente uma mamma. Era uma coisa que eu sempre quis saber fazer melhor. Andando daqui, dali, na necessidade, na vontade de querer fazer uma coisa legal para os amigos, acabei metendo tanto a mão na massa, que já tenho várias receitas no bolso!

Além dos grandes amigos que fiz e coisas que aprendi. Aterrissei com o sentimento de que a gente é grande, como um gigante, que pode ir para qualquer lugar do mundo, se comunicar, aprender e compartilhar. O gigante às vezes bambeia, mas sabe que é normal, pois já ocorreu outras vezes, em lugares distantes, onde não dava para entender bem o que as pessoas diziam ou como se comportavam. E sabem o que não mudou? O amor dos velhos amigos e da família. Pois é nômades, as coisas lindas continuam acontecendo a distância, só que de uma forma diferente.

Torta de Limão

Sabe aquelas tortas deliciosas de limão? Pois é, nunca me dei conta, mas essa receita mara é tipicamente brasileira! Estava visitando minha prima em Amsterdam, ela me ensinou a fazer. Fiz para os Italianos e foi aprovado! E não é que é facim, facim!

Torta de Limão | Foto: Mariana Sandini

Torta de Limão | Foto: Mariana Sandini

Ingredientes:

– 200 g de bolacha ‘Maria’ ou parecida
– 150 g de manteiga
– 1 lata de leite condensado
– 1 lata de creme de leite
– 4 limões

Modo de preparo da massa:

– Primeiro, amasse as bolachas com as mãos, até virar farelo. Depois, adicione a manteiga e vá misturando, até tudo virar uma massa só (claro que, alguns pedacinhos de bolacha podem ficar)
– Coloque a massa em uma forma (preferencialmente redonda, daquelas em que se pode desmontar a parte de fora e ficar somente com o fundo) e vá apertando suavemente, até que a massa fique mediamente compacta

Massa crua | Foto: Silvia Tomasoni

Massa crua | Foto: Silvia Tomasoni

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Massa pronta | Foto: Mariana Sandini

 

 

 

 

 

 
Tempo de cozimento: 10 minutos no forno, 200 graus. Deixe esfriar mais uns 10 minutos depois de tirar do formo.

Modo de preparo da cobertura:

– Misture em uma tigela o suco dos limões, leite condensado, creme de leite e pronto!

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Cobertura depois de tudo misturado | Foto: Mariana Sandini

Para finalizar, coloque a cobertura em cima da massa, deixe na geladeira por 3 horas e seja feliz!

Modelo Carta Convite

Nos posts sobre visto para Reino Unido e Europa (Área de Schengen), informei que se você vai ficar na casa de um amigo ou parente, é necessário apresentar uma carta convite (se te pedirem, é claro).

No meu caso, até agora fiz quando fui para a Bélgica e Holanda. Nestes países, na fronteira, não me perguntaram onde eu ia ficar, por isso não apresentei a bendita. De qualquer forma, como penei para achar um modelo ideal, compartilho o que me parece mais adequado :)

Nos sites de alguns países pedem carta pelo correio, assinada e reconhecida em cartório. Na prática, e no meu caso, carrego um e-mail impresso da pessoa que vai me hospedar e era isso! Claro que, você pode adaptar as informações conforme precisar ou achar melhor. Deve ser feito na língua local, mas aqui coloco o modelo em inglês para facilitar a vida dos viajantes.

17th February, 2016 Amsterdam, Netherlands
(host name)
(full address of the host)
(contact numbers for host)

To Immigration Officer / Consular Officer
To whom it may concern,

I, host name, profession, holder of the ID XXX, residing at (full address), hereby declare to all effects and purposes, that I invite Mariana Sandini, Brazilian, Administrator, holder of Passport XXX and resident at (seu endereço no Brasil) to visit me from 17th February to 5th March. I’m friend, of Mariana Sandini and clarify that Mariana Sandini will stay at my residence during the entire period of his/her time in Amsterdam. Mariana Sandini travels as a tourist and will fund his own trip. If you have any questions please feel free to contact me through my phone number: (host number).

Best Regards,
Host name

Visto para Europa e Área de Schengen

Da mesma forma que para o Reino Unido, não é necessário pedir visto com antecedência, é concedido na fronteira no aeroporto, rodoviária ou porto. O visto para turista é de 90 dias (Acordo de Schengen).

Documentos necessários

– Seguro de saúde no valor mínimo de € 30.000.
– Passagem de volta para o Brasil.
– Comprovante dos locais em que você vai se hospedar (reserva de hostel ou uma carta convite, se for ficar na casa de parente ou amigo).
– Provas de que você tem grana para se manter (cópia do extrato bancário atualizado e prova do limite do cartão de crédito internacional, por exemplo).
– Vínculos com o Brasil (contrato de trabalho, últimos contracheques, vínculo estudantil, etc.).
– Dinheiro vivo, na moeda local, também é recomendado.

Passei pela imigração na Espanha, Itália, Bélgica, Holanda e nunca me pediram para ver nada O.o Só me perguntaram o que eu ia fazer e quanto tempo ia ficar. Na Bélgica foi um pouco bizarro, pois fui de bus de Londres para Gent e simplesmente não rolou imigração, o bus passou batido. Então, outra dica é guardar suas passagens para provar que esteve dentro ou fora de uma região, se necessário.

#ficaadica: o que a imigração não quer é estrangeiro que venha para morar (sem visto apropriado) e/ou trabalhar, mesmo sendo voluntariado.

Acordo de Schengen

Vamos ao que interessa aos mochileiros sobre esse tal acordo ou área! Bem, esse acordo cobre quase toda a Europa. Em suma, os viajantes tem passagem livre entre os países da Europa, sempre precisar mostrar toda a papelada para a imigração. As viagens ocorrem como se a Europa fosse um país único.

Área de Schengen | Fonte: economist.com

Área de Schengen | Fonte: economist.com

Vantagem: depois de entrar no primeiro país do Acordo de Schengen (e dai sim, passar pela fronteira), para qualquer país que a pessoa quiser se mover, não rola imigração. O passe é livre!

Desvantagem: essa passagem livre vale por 90 dias. Quero viajar 6 meses pela Europa, como faz? Em teoria não faz. A regra é: 90 dias dentro, depois 90 dias fora e pode voltar. E se eu não ficar os 90 dias corridos? Em teoria pode voltar quando quiser, passando por nova imigração (daí ganha um novo carimbo para 90 dias de visto). Bem, em teoria, nem a imigração sabe direito como isso funciona (de acordo com relatos de pessoas reais). Então, minha dica é nunca ficar os 90 dias cheios, pois assim a pessoa tem ‘créditos’ para voltar. Lembrando sempre que tudo vai da lua, cara e humor da pessoa da imigração.

Visto para o Reino Unido

Não é necessário pedir visto com antecedência, é concedido na fronteira no aeroporto, rodoviária ou porto.

Mapa Reino Unido | GoogleMaps

Mapa Reino Unido | GoogleMaps

Vamos ao primeiro ponto interessantíssimo! O visto para a Irlanda e Reino Unido é o mesmo. Em teoria, somente a Irlanda do Norte pertence ao Reino Unido, na prática, fui de Dublin para Londres e o visto foi o mesmo. Porém, o visto de turista para a Irlanda é de 90 dias e o visto de turismo para o Reino Unido é de 6 meses. Logo, se você pretende ficar mais de 90 dias na Irlanda, chegue pelo Reino Unido. Se você está mochilando e ainda não sabe para onde o vento vai soprar, e quer ir por essas bandas, também entre pelo Reino Unido!

Documentos necessários

– Seguro de saúde com valor mínimo de € 30.000.
– Passagem de volta para o Brasil.
– Comprovante dos locais em que você vai se hospedar (reserva de hostel ou uma carta convite, se for ficar na casa de parente ou amigo).
– Provas de que você tem grana para se manter (cópia do extrato bancário atualizado e prova do limite do cartão de crédito internacional, por exemplo).
– Vínculos com o Brasil (contrato de trabalho, últimos contracheques, vínculo estudantil, etc.).
– Dinheiro vivo, na moeda local, também é recomendado.

Minha passagem pela fronteira da Irlanda foi um tanto traumática. Perguntaram o que eu estava fazendo ali, onde ia ficar. Quando falei sobre WorkAway (na verdade eles entraram no site do B&B , viram que era bem luxuoso e me perguntaram se eu ia fazer WorkAway), os caras que concedem o visto não gostaram nada. Foi uns 15 minutos em que os dois homens ficaram discutindo “Deixamos ela entrar ou não?”. Por fim, disseram que sim, mas deixaram bem claro que eu não poderia trabalhar (pois informei que meu WorkAway seria de 2 a 3 horas, cuidando do jardim), também mostrei meu extrato do banco e contei a história do meu ano sabático.

Em Londres foi de boa, perguntaram só o que eu ia fazer e quanto tempo ia ficar. Quando entrei na Escócia também foi tranquilo, cheguei pela rodoviária e me perguntaram de forma amigável o que eu faria, então informei que estava indo para Edimburgo para a formatura da minha prima. Perguntaram também se eu tinha minha passagem de volta para o Brasil, mas não pediram para ver.

Você pode ficar até 6 meses no Reino Unido e depois deve ficar 6 meses fora para voltar. Minha dica, é nunca ficar o tempo máximo do visto, pois assim você tem créditos para voltar. Como acontece na Área de Schengen, ninguém sabe muito bem as regras (estou dizendo as pessoas que ficam na fronteira). Então, organização, um pouco de sorte e simpatia, não exagerada, sempre ajuda!

#ficaadica: seja consistente em suas informações, sempre, seja lá o que você for falar. O que eles não querem, é gente ‘roubando’ emprego dos habitantes locais.

Lembrando que tudo isso se aplica para cidadãos brasileiros!

E boa sorte :)

WorkAway Bhaktivedanta Manor

Meu primeiro encontro com eles foi casual, em Roma. E de lá para cá, sempre terei um pedacinho do meu coração azul, da mesma cor de Krishna!

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Templo Hare Krishna | Foto: Mariana Sandini

Através do WorkAway fiz voluntariado na fazenda Hare Krishna (Bhaktivedanta Manor), na cidade de Watford (pertinho de Londres). Lá tive ótimos momentos, fiz amigos e não saí de lá com respostas, mas sim, com mais perguntas sobre de onde viemos e para onde vamos, faz parte. Muitas vezes mais perguntas ajudam mais do que respostas… Mas bem, vamos ao que interessa. Como é o trabalho voluntário na Bhaktivedanta Manor?

O trabalho é feito 5 dias por semana, os 2 dias de folga o voluntário escolhe. Sobre isso é bem tranquilo, pode ser avisado um ou dois dias antes. Os horários de trabalho são:

09:30: começa o trabalho
12:00 – 12:30: pausa
12:30 – 1:45: trabalho
01:45 – 3:00: pausa para almoço
03:00 – 17:15: trabalho

A escala de horários é bastante interessante, pois faz com que o trabalho fique leve e bem distribuído durante o dia. Além disso, houve dias em que o grupo negociou, por exemplo, não fazer o intervalo da manhã e terminar o trabalho mais cedo. Os chefes são bem flexíveis :)

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Altar do Templo | Foto: Mariana Sandini

Há basicamente cinco tipos de tarefas e o voluntário pode escolher o que deseja fazer. Claro, sempre de acordo com os interesses do grupo e do gestor.

Fazenda: o mais divertido e pesado. Na fazenda são cultivadas batatas, espinafre, abóboras e outros vegetais. No verão ajudei a colher, separar e lavar. No inverno a coisa é um pouco mais fedorenta (sim, fedorenta), pois se prepara o solo para a plantação, então uma das tarefas é espalhar esterco pelo campo, além de lavar batatas em dias um pouco frios.

Vista para a fazenda | Foto: Mariana Sandini

Vista para a fazenda | Foto: Mariana Sandini

Limpeza: quem se escalar para essa tarefa, deve limpar a cozinha coletiva dos voluntários, os banheiros e o trailer (meninas limpam o trailer das meninas e meninos o dos meninos).

Loja Hare Krishna: tem uma pequena loja perto do templo, em que são vendidos produtos naturais, entre outras coisas. Neste dia o voluntário deve manter a loja organizada e fazer vendas.

Loja Hare Krishna | Foto: Silvia

Loja Hare Krishna | Foto: Silvia

Venda de legumes: os legumes orgânicos da fazenda são vendidos em uma pequena “venda”, que é montada perto do templo, ao ar livre.

Cozinha: tem muita gente que não gosta de ir para a cozinha, pois basicamente se passa o dia todo descascando e cortando legumes. Poréééém, sempre rola uma conversa com o pessoal do templo, que estão sempre dispostos a explicar um pouco mais sobre o movimento Hare Krishna, o que torna o trabalho muito interessante.

Nestas últimas três tarefas não rola o intervalo da manhã.

Atividades extras (que devem ser feitas nos dias de folga)

Ordenhar vacas: as vacas para os Hare Krishna são especiais e tratadas com muito amor. É possível se voluntariar para ordenhá-las na parte da manhã. Uma coisa curiosa, é que em todo o tempo rola no som o Hare Krishna Mantra, para manter todos (nós e as vacas), no espírito da coisa.

Food for All: de segunda à sexta é possível ir com esta van, que distribui almoço gratuito na universidade de Londres e em diversos outros pontos. Estudantes, mendigos, gente de terno, e quem mais quiser saborear a deliciosa comida indiana são sempre bem vindos.

Lavar louça: é possível se candidatar para lavar louça na cozinha do templo e receber algo por isso. Dura de 4 a 5 horas, de MUITO trabalho, nas no fim do turno ₤25 compensadores. O trabalho é pesado, mas o clima da cozinha é leve e divertido.

Os voluntários tem alimentos para preparar o café da manhã na cozinha coletiva da fazenda, mas também, tem a opção de se tomar café da manhã no templo.

Café da manhã no templo | Foto: Mariana Sandini

Café da manhã no templo | Foto: Mariana Sandini

Almoço e janta são sempre no templo, com deliciosa comida indiana e vegetariana.

Outras coisas legais de lá, é que nos dias de folga dá para pegar uma carona para o centro de Londres com o pessoal do Food for All (assim não se gasta com metrô). E todos os sábados de noite, sai uma van do templo para cantar o Hare Krishna Mantra no centro de Londres (super divertido, para nós brasileiros, quase um carnaval, quaaase).

Brincando de sari | Foto: Sara Giancaterino

Brincando de sari | Foto: Sara Giancaterino

Além disso, é possível ir ao templo pelas manhãs e noite, para saber mais desta cultura tão diversa da nossa. O pessoal é sempre muito atencioso e lembro que frequentar o templo é uma opção do voluntário, jamais uma obrigação.

Fumar e beber não são permitidos na fazenda, mas fora do portão pode.

Digo certamente, que foi um dos melhores locais em que já fiz voluntariado. Se você é curioso sobre outras culturas e trabalho no campo, totalmente recomendo!

“Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare”
(Hare Krishna Mantra)

Quanto custa Amsterdam?

Amsterdam é cheia de coisa bonita para ver. Com vários canais, chamam de a “Pequena Veneza”. Tem café, muita gente nova, e muito, muito turista. O que deixa a cidade com um ar leve e descontraído. E dá para ter uma noção de quanto se gasta para curtir essa vibe? Sim, e aguarde pelo preço do banheiro!

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Prédios de Amstedam | Foto: Mariana Sandini

Como fiquei hospedada na casa da minha prima, pude ver a vida cotidiana e turística da cidade. Então, ai vai uma ideia geral de valores, pois dependendo do que você fizer, pode curtir um dia com €5 ou então gastar €30 facinho, sem nem fazer muita coisa.

Transporte

É uma cidade para se caminhar ou andar de bicicleta. Em todo o caso, se quiser pegar o tram (aqueles trenzinhos que andam pelo meio da cidade), o valor é de €2,80 (e o bilhete pode ser usado dentro de 1 hora). Já o metrô, para vir do aeroporto aonde eu estava (1 parada), custou €3,83.

Supermercado

Sobre comidas, por exemplo, uma pizza congelada custa €2,89, hummus €2,00, cacho de banana €1,69 e 8 maçãs €2,60. Tem iogurte por €1, muffin e bolinhos deliciosos entre €1 e €3, além de diversas opções de comidas prontas no super. Vai passear pela cidade? Passa no super antes que está valendo!

Tem cerveja de tudo o que é preço, mas vou dizer que tem cerveja normal por €0,60 e cerveja muito boa, Belga, por €1,30.

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Cervejas não tão baratas | Foto: Mariana Sandini

No quesito necessidade feminina, informo que um pacote de absorvente custa €1,79.

E de quebra, nos supermercados Albert Heijn, você pode fazer suas compras saboreando um delicioso cafezinho :)

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Em toda ida ao super, um cafezinho | Foto: Carina Primavesi

Comer e beber fora

Bem, eu estou sempre por dentro do preço do café, pois nada como dar uma pausa e tomar um cafezinho (quando não rola no supermercado…) para aproveitar a vida! Bem, no centro, na Rua Leidsestraat, o café longo custa €2,00, cappuccino €2,50 e um inocente muffin pode custar €3,50. Tem também um churros que eles vendem aqui, mas nada comparado ao churros do Brasil, o preço também não compensa, a guloseima estranha custa €6 na mesma Leidsestraat.

Um pint pode custar €6, esse foi o preço que eu paguei na Rambrandtplein (bairro famoso cheio de barzinhos). Um prato de tortilla €6,80. Se você for comer “comida” em um Pub, vai ser um pouco caro (um prato é em média €12), mas sempre tem opção de pizza, batata frita e outras coisas “saudáveis” por um preço mais acessível.

Banheiro

Pois é, eis aqui o tópico do banheiro! Por aqui os banheiros são privados :O Para usar geralmente é cobrado €1 (sim, €1, podem acreditar). Dependendo, vale a pena investir em um café e usar o banheiro o.O Já que né… Ou então, ir no Burger King mesmo.

Experiência extra: corte de cabelo

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Sai do salão assim | Foto: Mariana Sandini

Procurei um corte de cabelo e encontrei vários cabeleireiros que pareciam ser super legais no caminho para o centro. Porém, o valor do corte era, em média, €50. Daíííí, encontrei no Groupon um por €19,99. Marquei, fui e ficou uma caca. Então, só o que posso recomendar é: Amsterdam não é o local mais indicado para ir ao cabeleireiro, de acordo com a minha experiência!

Apple Crumble

Minha rainha suprema, a delícia das delícias! Para quem gosta de torta de maçã, essa é uma receita tão fácil quanto deliciosa.

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Aplle Crumble Quentinho no Prato | Foto: Mariana Sandini

Ingredientes:

– 4 maçãs grandes
– 2 canecas de farinha
– ½ de caneca de açúcar
– 1 caneca de aveia
– 125 g de manteiga
– canela a gosto


Modo de preparo:

– Corte as maçãs em “meia lua”. Uns 6 pedaços de cada maçã (pode deixar com a casca se quiser)
– Coloque as maçãs em uma forma média (devem tapar todo o fundo da forma)

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Maças em Forma Média | Foto: Mariana Sandini

– Para preparar o crumble, é só misturar a farinha, açúcar, aveia e canela a gosto. Depois, colocar a manteiga em pedaços. Vá misturando com a mão (amassando com os dedos) até virar tipo uma farofinha
– Coloque o crumble (essa farofinha) por cima das maçãs, tapando tudo

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Exemplo do Crumble Pronto | Foto: Mariana Sandini

– Pronto, agora é só colocar no forno!

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A Queridinha Pronta e Deliciosa | Foto: Mariana Sandini

Tempo de cozimento: 1 hora no forno, 180 graus.

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