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Sobre o Dia das Mulheres em Dublin e as nossas lutas conectadas

Por: Débora Fogliatto

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08 de Março em Dublin | Foto: Débora Fogliatto

O Dia Internacional da Mulher foi marcado por atos em diversos países, sempre aliando o direito das mulheres a pautas específicas de cada local. Aqui na Irlanda, onde eu moro há quatro meses, o principal tema foi a legalização do aborto, externado nos pedidos de derrubada da oitava emenda constitucional — que determina que o feto tem tanto direito à vida quanto a mulher que está grávida. Milhares de mulheres de todas as idades — e homens apoiadores da causa — marcharam em Dublin, vestidas de preto, exigindo o direito ao aborto legal e seguro.

Esse assunto é bastante polêmico na Irlanda, um país que, embora tenha algumas características progressistas, ainda mantém uma tradição católica muito forte (pra vocês terem uma ideia, o divórcio só foi legalizado aqui nos anos 1990). Aqui, o aborto é crime em todos os casos, exceto quando há risco iminente à vida da mãe, o que significa que a lei é ainda mais retrógrada que no Brasil, onde é possível ter acesso ao aborto também em casos de estupro ou quando o feto é anencéfalo.  Até a ONU já apelou para a Irlanda mudar sua política, que na maioria dos países da União Europeia já é bem mais avançada.

Durante todo o dia 8 de março, houve atos em Dublin, nas principais ruas e pontos tradicionais de manifestações na cidade. As mulheres usavam camisetas com os dizeres “Repeal the 8th” (algo como “Derrube a oitava”, referindo-se à emenda) e carregavam cartazes contra a intervenção da Igreja e do Estado nos seus corpos. A frase “tirem seus rosários dos nossos ovários”, também bastante usada em protestos no Brasil, era uma das mais vistas. Assim como em outros lugares do mundo, aqui o dia também foi convocado como uma greve geral de mulheres, a partir da ideia de que “se nossas vidas não importam, produzam sem nós”.

Uma das coisas mais emocionantes do protesto foi ver mulheres de todas as idades reunidas, inclusive algumas gerações familiares que foram juntas. A grande participação de mulheres mais velhas me surpreendeu positivamente, e ver um casal de idosos caminhando lado a lado bem devagarinho, mas marcando presença, me fez abrir um sorriso. Durante a tarde, um grupo de feministas brasileiras também compareceu à marcha, levando cartazes pela legalização do aborto e contra o governo de Michel Temer. Devido às aulas, eu só consegui comparecer na parte da noite, mas, mesmo tendo começado por volta do meio-dia, o ato continuava forte.

O formato do protesto era semelhante a vários que eu fui no Brasil: frases cantadas repetidamente, marcha por ruas estratégicas, muitos cartazes expondo as reivindicações. Mesmo assim, em certos momentos eu me sentia uma mera expectadora do ato, como se não fizesse parte totalmente daquela realidade e daquela luta. Não pude deixar de pensar: “não é a mesma coisa do que ir a um ato na minha própria cidade”.

Essa sensação foi um pouco frustrante, mas, ao mesmo tempo, ter estado lá também colaborou para eu ter um senso de pertencimento maior à cidade em que estou morando agora. Nunca vai ser a mesma coisa do que o lugar onde passei a minha vida inteira, mas com certeza tem muitos aspectos com os quais eu posso me identificar. Estar ao lado daquelas mulheres me fez querer fazer parte da luta delas e, consequentemente, perceber como as nossas lutas, em qualquer lugar do mundo, estão conectadas.

Dia Internacional da Mulher: Entrevista com a Professora Roberta Vianello

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Maestra Roberta | Foto: Mariana Sandini

Professora desde 1982, trabalhou sempre na Escola Primária Italiana, e no ano passado, fez a escolha de ensinar para adultos italianos e estrangeiros a língua do seu país. Nestes alunos, estão inclusos filhos de italianos que não falam a língua, imigrantes, refugiados e tantas pessoas, que além de aprender a língua, devem aprender sobre uma cultura totalmente diferente da sua. E a Professora Roberta faz este trabalho com muita paciência, amor e dedicação.

Conversei com ela sobre o que vai rolar no dia 08 de março aqui em Milão e um pouco da situação italiana em geral:

As Mochileiras: O que acontece neste ano de diferente no Dia Internacional da Mulher?

Roberta Vianello: Este ano, o dia Internacional da Mulher, foi anunciado em 40 países, com um apelo, de certa forma, novo. Se decidiu chamar todas as mulheres para uma greve. Uma greve para lembrar que é importante ter o respeito pelas mulheres, que seu trabalho, tanto em casa quanto fora de casa, é fundamental. O slogam deste ano é  “se as nossas vidas não valem, então fazemos greve”.

As Mochileiras: Qual é a importância desta greve?

Roberta Vianello: Não é apenas se abster do trabalho fora de casa, é também não fazer os trabalhos que são sempre esperados das mulheres. O que quero dizer por esperados, pensamos que é normal que as mulheres façam uma série de tarefas que são delegadas a elas. Todos os cuidados, das crianças, dos idosos, da casa, de todos aqueles que vivem com nós. Pois na verdade, este trabalho é um verdadeiro trabalho e deve ser reconhecido. Também é importante lembrar que cada mulher é livre para escolher com quem vive. A mulher não deve ser obrigada a não haver escolhas. Desta forma, se uma mulher quer se separar de um marido que é violento, que é bom, que é a melhor das pessoas, mas não é a pessoa para ela, pode e deve fazer. Em contrapartida desta liberdade, nestes últimos 2 ano aqui na Itália, tivemos tantas mulheres mortas, quase 1 por dia, mortas em família e isso é uma coisa terrível, da qual estamos tentando entender os motivos, deste aumento. Tudo isto está contido nesta greve.

As Mochileiras: Como você percebeu a participação das mulheres nesta greve?

Roberta Vianello: Percebi bastante participação emotiva, ou seja, interior, da parte das mulheres, ao menos das minhas amigas, das pessoas que conheço. Porém, nesta escola muitas professoras farão a greve, não todas, mas muitas sim. Entre as minhas amigas, por exemplo, aquelas que trabalham com serviços e principalmente nos sanitários não farão greve. E também, as amigas que trabalham na área gastronômica decidiram não fazer greve, pois depois, se torna um problema a relação com a chefia.

As Mochileiras: Sabemos que as coisas mudaram para as mulheres, porém, tem muito ainda para se fazer. Quais são as coisas fundamentais que devem mudar na sua opinião?

Roberta Vianello: Então, este é um discurso muito importante. Eu não penso que devemos inserir tudo em uma ideia única de liberdade. Muitas vezes discuto com minhas amigas, que dizem que as mulheres com o véu (muçulmanas) são submissas, que são mulheres menos respeitadas que as outras. Isso não é verdade, porque se uma mulher decide verdadeiramente usar o véu, na sua cotidianidade, todo o dia, deve ser livre para fazer.
É isso para mim o que é importante para as mulheres. Pode ser, pois, para mim, é importantíssimo como mulher, é a liberdade. A liberdade é poder usar o véu, de praticar uma religião ou outra, de poder viver com uma pessoa ou viver sozinha, de poder trabalhar fora ou decidir de trabalhar em casa, cuidar dos filhos e da casa. Porque aquilo o que é verdadeiramente importante, é não ser julgada pelas próprias escolhas.
Eu penso que se o mundo respeitasse isso… Como tem a mulher que quer estudar e a mulher que não quer estudar. O importante é que cada mulher tenha condições de poder escolher. As mulheres que não podem estudar, não podem escolher se querem estudar ou não. As mulheres obrigadas de estarem em casa, não podem escolher de trabalhar ou não.
As escolhas devem ser feitas de forma livre para serem respeitadas. E para finalizar, muitas vezes, outras mulheres também não respeitam as escolhas das outras mulheres, é algo que eu também vejo.

Carnaval à Milanesa!

Digamos que de Carnaval, quem entende mesmo são os brasileiros. Mas, sendo este o meu primeiro Carnaval na Itália, vou dar uma conferida no que rola por essas bandas!

Self na frente da Duomo de Milão

Self na Duomo com querida amiga Mel

Primeiro, tenho que contar que aqui, na nossa terça-feira de Carnaval é a terça-feira gorda (martedì grasso). Muita gente aqui pratica a Quaresma,  que é não comer nada gordo, doces, cigarro, etc… Como um Ramadã católico, eu diria, nos 40 dias antes da Páscoa. Então, na terça-feita antes da quarta-feira de cinzas (sim, é nesse dia começa a Quaresma), a galera libera geral e come tudo de delicioso e gordo que pode. E a festa de Carnaval ocorre no sábado antes da terça-feira gorda. Ah! E nada de feriado para os adultos, só para as crianças o.O

Já aqui em Milão ocorre um pouco diferente de toda a Itália… Eles começam o Carnaval e o “dia gordo”, tudo junto, no sábado seguinte ao Carnaval normal. Logo, fazem um pouco menos de Quaresma, hehehe espertinhos!

Existem duas versões que explicam o fato:

Versão 1 (versão da web): lá pelo século XV, o Patrono da Cidade, Santo Ambrogio estava em peregrinação, bem na época do Carnaval. Então, ele pediu para postergar a festa por uma semana, para que ele chegasse em tempo. E assim foi feito.

Versão 2 (versão de boca): um ‘pouco’ depois, lá pelo século XVII, a cidade de Milão sofreu muito com a peste. Como a população estava se recuperando na época do Carnaval, o Santo Ambrogio teve a brilhante ideia de postergar o Carnaval em 1 semana, para que todos (os que ficaram vivos, diga-se de passagem) pudessem curtir a celebração.

Bem, confesso que gosto mais da segunda versão e a ideia do “dia gordo” também me atrai bastante. Ah! E mesmo com essa particularidade de Mião, depois na Páscoa, continua tudo igual.

Eu como boa amante do Carnaval, vou dar uma conferida nesse tal “Carnevale Ambrosiano”!

Visto para Europa e Área de Schengen

Da mesma forma que para o Reino Unido, não é necessário pedir visto com antecedência, é concedido na fronteira no aeroporto, rodoviária ou porto. O visto para turista é de 90 dias (Acordo de Schengen).

Documentos necessários

– Seguro de saúde no valor mínimo de € 30.000.
– Passagem de volta para o Brasil.
– Comprovante dos locais em que você vai se hospedar (reserva de hostel ou uma carta convite, se for ficar na casa de parente ou amigo).
– Provas de que você tem grana para se manter (cópia do extrato bancário atualizado e prova do limite do cartão de crédito internacional, por exemplo).
– Vínculos com o Brasil (contrato de trabalho, últimos contracheques, vínculo estudantil, etc.).
– Dinheiro vivo, na moeda local, também é recomendado.

Passei pela imigração na Espanha, Itália, Bélgica, Holanda e nunca me pediram para ver nada O.o Só me perguntaram o que eu ia fazer e quanto tempo ia ficar. Na Bélgica foi um pouco bizarro, pois fui de bus de Londres para Gent e simplesmente não rolou imigração, o bus passou batido. Então, outra dica é guardar suas passagens para provar que esteve dentro ou fora de uma região, se necessário.

#ficaadica: o que a imigração não quer é estrangeiro que venha para morar (sem visto apropriado) e/ou trabalhar, mesmo sendo voluntariado.

Acordo de Schengen

Vamos ao que interessa aos mochileiros sobre esse tal acordo ou área! Bem, esse acordo cobre quase toda a Europa. Em suma, os viajantes tem passagem livre entre os países da Europa, sempre precisar mostrar toda a papelada para a imigração. As viagens ocorrem como se a Europa fosse um país único.

Área de Schengen | Fonte: economist.com

Área de Schengen | Fonte: economist.com

Vantagem: depois de entrar no primeiro país do Acordo de Schengen (e dai sim, passar pela fronteira), para qualquer país que a pessoa quiser se mover, não rola imigração. O passe é livre!

Desvantagem: essa passagem livre vale por 90 dias. Quero viajar 6 meses pela Europa, como faz? Em teoria não faz. A regra é: 90 dias dentro, depois 90 dias fora e pode voltar. E se eu não ficar os 90 dias corridos? Em teoria pode voltar quando quiser, passando por nova imigração (daí ganha um novo carimbo para 90 dias de visto). Bem, em teoria, nem a imigração sabe direito como isso funciona (de acordo com relatos de pessoas reais). Então, minha dica é nunca ficar os 90 dias cheios, pois assim a pessoa tem ‘créditos’ para voltar. Lembrando sempre que tudo vai da lua, cara e humor da pessoa da imigração.

Visto para o Reino Unido

Não é necessário pedir visto com antecedência, é concedido na fronteira no aeroporto, rodoviária ou porto.

Mapa Reino Unido | GoogleMaps

Mapa Reino Unido | GoogleMaps

Vamos ao primeiro ponto interessantíssimo! O visto para a Irlanda e Reino Unido é o mesmo. Em teoria, somente a Irlanda do Norte pertence ao Reino Unido, na prática, fui de Dublin para Londres e o visto foi o mesmo. Porém, o visto de turista para a Irlanda é de 90 dias e o visto de turismo para o Reino Unido é de 6 meses. Logo, se você pretende ficar mais de 90 dias na Irlanda, chegue pelo Reino Unido. Se você está mochilando e ainda não sabe para onde o vento vai soprar, e quer ir por essas bandas, também entre pelo Reino Unido!

Documentos necessários

– Seguro de saúde com valor mínimo de € 30.000.
– Passagem de volta para o Brasil.
– Comprovante dos locais em que você vai se hospedar (reserva de hostel ou uma carta convite, se for ficar na casa de parente ou amigo).
– Provas de que você tem grana para se manter (cópia do extrato bancário atualizado e prova do limite do cartão de crédito internacional, por exemplo).
– Vínculos com o Brasil (contrato de trabalho, últimos contracheques, vínculo estudantil, etc.).
– Dinheiro vivo, na moeda local, também é recomendado.

Minha passagem pela fronteira da Irlanda foi um tanto traumática. Perguntaram o que eu estava fazendo ali, onde ia ficar. Quando falei sobre WorkAway (na verdade eles entraram no site do B&B , viram que era bem luxuoso e me perguntaram se eu ia fazer WorkAway), os caras que concedem o visto não gostaram nada. Foi uns 15 minutos em que os dois homens ficaram discutindo “Deixamos ela entrar ou não?”. Por fim, disseram que sim, mas deixaram bem claro que eu não poderia trabalhar (pois informei que meu WorkAway seria de 2 a 3 horas, cuidando do jardim), também mostrei meu extrato do banco e contei a história do meu ano sabático.

Em Londres foi de boa, perguntaram só o que eu ia fazer e quanto tempo ia ficar. Quando entrei na Escócia também foi tranquilo, cheguei pela rodoviária e me perguntaram de forma amigável o que eu faria, então informei que estava indo para Edimburgo para a formatura da minha prima. Perguntaram também se eu tinha minha passagem de volta para o Brasil, mas não pediram para ver.

Você pode ficar até 6 meses no Reino Unido e depois deve ficar 6 meses fora para voltar. Minha dica, é nunca ficar o tempo máximo do visto, pois assim você tem créditos para voltar. Como acontece na Área de Schengen, ninguém sabe muito bem as regras (estou dizendo as pessoas que ficam na fronteira). Então, organização, um pouco de sorte e simpatia, não exagerada, sempre ajuda!

#ficaadica: seja consistente em suas informações, sempre, seja lá o que você for falar. O que eles não querem, é gente ‘roubando’ emprego dos habitantes locais.

Lembrando que tudo isso se aplica para cidadãos brasileiros!

E boa sorte :)

WorkAway Bhaktivedanta Manor

Meu primeiro encontro com eles foi casual, em Roma. E de lá para cá, sempre terei um pedacinho do meu coração azul, da mesma cor de Krishna!

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Templo Hare Krishna | Foto: Mariana Sandini

Através do WorkAway fiz voluntariado na fazenda Hare Krishna (Bhaktivedanta Manor), na cidade de Watford (pertinho de Londres). Lá tive ótimos momentos, fiz amigos e não saí de lá com respostas, mas sim, com mais perguntas sobre de onde viemos e para onde vamos, faz parte. Muitas vezes mais perguntas ajudam mais do que respostas… Mas bem, vamos ao que interessa. Como é o trabalho voluntário na Bhaktivedanta Manor?

O trabalho é feito 5 dias por semana, os 2 dias de folga o voluntário escolhe. Sobre isso é bem tranquilo, pode ser avisado um ou dois dias antes. Os horários de trabalho são:

09:30: começa o trabalho
12:00 – 12:30: pausa
12:30 – 1:45: trabalho
01:45 – 3:00: pausa para almoço
03:00 – 17:15: trabalho

A escala de horários é bastante interessante, pois faz com que o trabalho fique leve e bem distribuído durante o dia. Além disso, houve dias em que o grupo negociou, por exemplo, não fazer o intervalo da manhã e terminar o trabalho mais cedo. Os chefes são bem flexíveis :)

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Altar do Templo | Foto: Mariana Sandini

Há basicamente cinco tipos de tarefas e o voluntário pode escolher o que deseja fazer. Claro, sempre de acordo com os interesses do grupo e do gestor.

Fazenda: o mais divertido e pesado. Na fazenda são cultivadas batatas, espinafre, abóboras e outros vegetais. No verão ajudei a colher, separar e lavar. No inverno a coisa é um pouco mais fedorenta (sim, fedorenta), pois se prepara o solo para a plantação, então uma das tarefas é espalhar esterco pelo campo, além de lavar batatas em dias um pouco frios.

Vista para a fazenda | Foto: Mariana Sandini

Vista para a fazenda | Foto: Mariana Sandini

Limpeza: quem se escalar para essa tarefa, deve limpar a cozinha coletiva dos voluntários, os banheiros e o trailer (meninas limpam o trailer das meninas e meninos o dos meninos).

Loja Hare Krishna: tem uma pequena loja perto do templo, em que são vendidos produtos naturais, entre outras coisas. Neste dia o voluntário deve manter a loja organizada e fazer vendas.

Loja Hare Krishna | Foto: Silvia

Loja Hare Krishna | Foto: Silvia

Venda de legumes: os legumes orgânicos da fazenda são vendidos em uma pequena “venda”, que é montada perto do templo, ao ar livre.

Cozinha: tem muita gente que não gosta de ir para a cozinha, pois basicamente se passa o dia todo descascando e cortando legumes. Poréééém, sempre rola uma conversa com o pessoal do templo, que estão sempre dispostos a explicar um pouco mais sobre o movimento Hare Krishna, o que torna o trabalho muito interessante.

Nestas últimas três tarefas não rola o intervalo da manhã.

Atividades extras (que devem ser feitas nos dias de folga)

Ordenhar vacas: as vacas para os Hare Krishna são especiais e tratadas com muito amor. É possível se voluntariar para ordenhá-las na parte da manhã. Uma coisa curiosa, é que em todo o tempo rola no som o Hare Krishna Mantra, para manter todos (nós e as vacas), no espírito da coisa.

Food for All: de segunda à sexta é possível ir com esta van, que distribui almoço gratuito na universidade de Londres e em diversos outros pontos. Estudantes, mendigos, gente de terno, e quem mais quiser saborear a deliciosa comida indiana são sempre bem vindos.

Lavar louça: é possível se candidatar para lavar louça na cozinha do templo e receber algo por isso. Dura de 4 a 5 horas, de MUITO trabalho, nas no fim do turno ₤25 compensadores. O trabalho é pesado, mas o clima da cozinha é leve e divertido.

Os voluntários tem alimentos para preparar o café da manhã na cozinha coletiva da fazenda, mas também, tem a opção de se tomar café da manhã no templo.

Café da manhã no templo | Foto: Mariana Sandini

Café da manhã no templo | Foto: Mariana Sandini

Almoço e janta são sempre no templo, com deliciosa comida indiana e vegetariana.

Outras coisas legais de lá, é que nos dias de folga dá para pegar uma carona para o centro de Londres com o pessoal do Food for All (assim não se gasta com metrô). E todos os sábados de noite, sai uma van do templo para cantar o Hare Krishna Mantra no centro de Londres (super divertido, para nós brasileiros, quase um carnaval, quaaase).

Brincando de sari | Foto: Sara Giancaterino

Brincando de sari | Foto: Sara Giancaterino

Além disso, é possível ir ao templo pelas manhãs e noite, para saber mais desta cultura tão diversa da nossa. O pessoal é sempre muito atencioso e lembro que frequentar o templo é uma opção do voluntário, jamais uma obrigação.

Fumar e beber não são permitidos na fazenda, mas fora do portão pode.

Digo certamente, que foi um dos melhores locais em que já fiz voluntariado. Se você é curioso sobre outras culturas e trabalho no campo, totalmente recomendo!

“Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare”
(Hare Krishna Mantra)

Quanto custa Amsterdam?

Amsterdam é cheia de coisa bonita para ver. Com vários canais, chamam de a “Pequena Veneza”. Tem café, muita gente nova, e muito, muito turista. O que deixa a cidade com um ar leve e descontraído. E dá para ter uma noção de quanto se gasta para curtir essa vibe? Sim, e aguarde pelo preço do banheiro!

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Prédios de Amstedam | Foto: Mariana Sandini

Como fiquei hospedada na casa da minha prima, pude ver a vida cotidiana e turística da cidade. Então, ai vai uma ideia geral de valores, pois dependendo do que você fizer, pode curtir um dia com €5 ou então gastar €30 facinho, sem nem fazer muita coisa.

Transporte

É uma cidade para se caminhar ou andar de bicicleta. Em todo o caso, se quiser pegar o tram (aqueles trenzinhos que andam pelo meio da cidade), o valor é de €2,80 (e o bilhete pode ser usado dentro de 1 hora). Já o metrô, para vir do aeroporto aonde eu estava (1 parada), custou €3,83.

Supermercado

Sobre comidas, por exemplo, uma pizza congelada custa €2,89, hummus €2,00, cacho de banana €1,69 e 8 maçãs €2,60. Tem iogurte por €1, muffin e bolinhos deliciosos entre €1 e €3, além de diversas opções de comidas prontas no super. Vai passear pela cidade? Passa no super antes que está valendo!

Tem cerveja de tudo o que é preço, mas vou dizer que tem cerveja normal por €0,60 e cerveja muito boa, Belga, por €1,30.

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Cervejas não tão baratas | Foto: Mariana Sandini

No quesito necessidade feminina, informo que um pacote de absorvente custa €1,79.

E de quebra, nos supermercados Albert Heijn, você pode fazer suas compras saboreando um delicioso cafezinho :)

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Em toda ida ao super, um cafezinho | Foto: Carina Primavesi

Comer e beber fora

Bem, eu estou sempre por dentro do preço do café, pois nada como dar uma pausa e tomar um cafezinho (quando não rola no supermercado…) para aproveitar a vida! Bem, no centro, na Rua Leidsestraat, o café longo custa €2,00, cappuccino €2,50 e um inocente muffin pode custar €3,50. Tem também um churros que eles vendem aqui, mas nada comparado ao churros do Brasil, o preço também não compensa, a guloseima estranha custa €6 na mesma Leidsestraat.

Um pint pode custar €6, esse foi o preço que eu paguei na Rambrandtplein (bairro famoso cheio de barzinhos). Um prato de tortilla €6,80. Se você for comer “comida” em um Pub, vai ser um pouco caro (um prato é em média €12), mas sempre tem opção de pizza, batata frita e outras coisas “saudáveis” por um preço mais acessível.

Banheiro

Pois é, eis aqui o tópico do banheiro! Por aqui os banheiros são privados :O Para usar geralmente é cobrado €1 (sim, €1, podem acreditar). Dependendo, vale a pena investir em um café e usar o banheiro o.O Já que né… Ou então, ir no Burger King mesmo.

Experiência extra: corte de cabelo

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Sai do salão assim | Foto: Mariana Sandini

Procurei um corte de cabelo e encontrei vários cabeleireiros que pareciam ser super legais no caminho para o centro. Porém, o valor do corte era, em média, €50. Daíííí, encontrei no Groupon um por €19,99. Marquei, fui e ficou uma caca. Então, só o que posso recomendar é: Amsterdam não é o local mais indicado para ir ao cabeleireiro, de acordo com a minha experiência!

Fish Pie (Torta de Peixe)

Minha queridinha na Escócia. Testei em restaurantes e as congeladas de supermercado, mas como dizem por lá, cada uma tem a sua! Repasso a receita da minha e espero que gostem tanto quanto eu. Lembrando sempre, que as receitas sempre podem (e devem) ser adaptadas ao gosto do freguês ou ao que tiver na geladeira mesmo.

Ingredientes:

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Molho Branco | Foto: Carina Primavesi

– 1 Kg de batata
– 600 g de peixe
(pode ser o que você tiver ou gostar.
Peixe defumado e camarão também vão bem)
– 75 g de manteiga
– 75 g de farinha
– 500 ml de leite
– 1 cenoura grande
– 3 aipos
– 1 cebolinha
– ½ lata de ervilha
– Queijo a gosto
– Sal a gosto
– Pimenta a gosto (recomendo pimenta do reino)

Modo de preparo:

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Fish Pie Pronta | Foto: Mariana Sandini

– Coloque as batatas sem casca para cozinhar até ficar bem mole (para fazer purê)
– Coloque os peixes em uma panela antiaderente, com um pouco de sal para cozinhar
– Em outra panela coloque primeiro a manteiga, depois que derreter a farinha (aos poucos e sempre mexendo, sem parar). Depois que virar um creme adicionar o leite (também aos poucos e sem parar). Isso vai virar molho branco (óóóóó)
– Depois, coloque a ervilha, cenoura e aipo (picados) no molho branco, mexa um pouco, adicione queijo a gosto, sal, pimenta e o peixe
– Quando a batata já estiver cozida, amasse e coloque manteiga + leite (em quantidade extra a dos ingredientes, pois cada um deve fazer seu purê do jeito que gosta). Uma dica é misturar queijo parmesão ralado, os italianos fazem muito e fica uma delícia!
– Para finalizar, coloque em uma forma média o molho branco com tudo mais e depois o purê de batata por cima
– Em cima de tuuuudo, pode ser colocado queijo ralado + a cebolinha

Tempo de cozimento: de 30 a 40 minutos no forno, 200 graus.
Serve de 3 a 4 pessoas.

WorkAway em Oxton, Escócia

Cheguei na vila de Oxton (Escócia), dia 07 de janeiro e depois de quase 5 semanas me despeço deste local, cheia de novas experiências. Eu chamaria de sítio; com a casa dos donos, seus dois filhos, um atelier de cerâmica e bichos, muitos bichos, estilo um mini zôo.

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Amanhecer em Oxton | Foto: Mariana Sandini

O trabalho é feito de segunda a sexta e os finais de semana são de folga. Foi a primeira experiência deles com voluntária no inverno. Bem, e em tão tão inverno, a minha também!

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Minha casa trailer | Foto: Mariana Sandini

Fiquei hospedada em um trailer. Aconchegante, com cama confortável, sala de estar e cozinha. Claro, tudo integrado em uns 6×3 :) Um pouco inconveniente, é que o banheiro era na casa, o que era uma pequena mão, mas nada que fizesse o local ruim. Às vezes, um pouco friozin, mas nada que um belo chá e cobertores fofos e quentes não fizessem passar. Café da manhã, refeições aos finais de semana, jantas segunda e terça eram no trailer, e eu tinha toda a liberdade de fazer lista com as comidas que eu queria/gostava. Nos outros dias, com os chefes.

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Alimentando as emas | Foto: Stuart Miles

O trabalho era das 09:30 às 15:30. Alguns dias eu começava um pouco mais tarde e outros terminava um pouco mais tarde. Bem tranquilo.

Eu tinha uma certa rotina e algumas tarefas planejadas durante o dia, pois tudo também dependia do humor do tempo. Alguns dias fiz babysitting, ficando um pouco (uns 30 minutos quando foi de dia e em uma noite 2 horas, nada pago) com o bebê de 1 ano ou com o bebê + o irmão de 5 anos. Uns fofos.

Mas fazendo chuva ou sol, os animais tem que ser alimentados todos os dias! Uma experiência muito legal. Aqui eles tem dois tipos de emas, ovelhas, cisnes pretos, patos, gansos, galinhas, wallabies e outros pássaros, muitos pássaros, nunca vi tantos na minha vida!

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Dir. o trabalho na cerca | Foto: Mariana Sandini

A outra grande tarefa era reforçar a cerca da propriedade com um arame tipo de galinheiro, para evitar a entrada de raposas. Primeira parte: carregar por ai os rolos de arame de uns 20kg, depois, abrir os rolos na extensão da cerca. Segunda parte: prender todo o arame com mais um pedaço de arame. Terceira e última: cobrir o novo arame e o buraco embaixo dele com terra. Não sei exatamente o tamanho do local, mas parecia que não ia terminar nunca hehehe Bem, a terceira parte ficou para depois, mas o avanço já foi imenso.

Nos dias de muita chuva (porque com pouca chuva era lá fora mesmo), cortei algumas imagens em papel transfer para o atelier de cerâmica e fiz isolamento em uma janela nova (tipo colocar silicone para acabamento, mas com um material um pouco mais sólido, ao redor da janela e nas outras frestas).

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Meu quintal | Foto: Mariana Sandini

Uma coisa bacana, é que pude fazer aulas de cerâmica nas segundas-feiras. A coisa não tão bacana, é que minha jarra de biscoitos ficou bizarra e não tive tempo de terminar. De qualquer forma, foi uma experiência válida e inclusa no pacote WorkAway #forfree

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Eu alimentando alguns dos pássaros | Foto: Stuart Miles

Gostei de trabalhar neste local. Aprendi muitas coisas sobre pássaros e tive o contato mais próximo da minha vida com diversos animais maravilhosos. Além de reforçar que a vida no meio rural é árdua (principalmente no inverno), nunca tira férias e pode ter lama, muita lama. Mas isso tudo vale quando a gente fica bem pertinho dos bichos, parece até que rola um diálogo (bem, acho que rola mesmo).

Deserto do Atacama #3

E chegamos ao último post desta série sobre o deserto do Atacama! Vamos direto ao que interessa?

Salar de Atacama

O Salar do Atacama é visitado no mesmo tour que leva às Lagunas Altiplanicas. No meio do salar encontra-se a Laguna Chaxa, onde tem uns flamingos muito mimosos. Esse não é aquele salar dos sonhos, branquinho como o Uyuni, na Bolívia. Devido às cordilheiras, o sal não é “filtrado”, por isso a cor na maior parte do salar é um cinza claro. Pelo que o guia contou, rola uma espécie de disputa entre o Salar de Atacama e o Uyuni. Isso porque o lado boliviano é mais bonito, mais visitado, mas em contrapartida, os chilenos dizem que o Salar de Atacama tem mais lítio que o dos vizinhos. A altitude nesse ponto é de boas. Uns 2300 metrinhos “apenas”.

Salar de Atacama | Foto: Bianca Santos

Salar de Atacama | Foto: Bianca Santos

 Geiser del tatio

Esse é o tour mais difícil. Acordar as 4:30h da manhã, com a temperatura “amena” de cerca de 2ºC, partir para uma viagem que vai te levar a 4800m de altitude e uma temperatura de -12ºC, 12 negativos!!! Quem vai, quem vai?

O ônibus possui calefação, obviamente, e ainda assim chegamos lá com gelo por dentro dos vidros. Chegamos ao campo geotérmico e tomamos desayuno dentro do ônibus, porque ninguém quis montar mesinha bonita na rua naquela friaca. A nossa guia nos pediu uns minutos para nos passar algumas informações e nos mostrar alguns dos gêiseres. Ela nos explicou como eles se formam, e nos mostrou ao fundo o vulcão que é o que “manda na porra toda”, já que é o responsável pelo calor que esquenta a água. Ao lado do vulcão, e possível ver o perfil de um homem, e a lenda então, é de que os gêiseres são o choro deste homem. El tatio significa “o avô que chora”. Dentre os 3 tipos de gêiser que ela nos mostrou, o que mais gostei foi um gêiser cíclico. Ele “entra em erupção” a cada 1 minuto mais ou menos, e a atividade dele dura uns 15 segundos. Em torno dele tem uma limitação, pois não se sabe exatamente o volume de água que ele vai expelir a cada atividade. Fiz um vídeo para vocês verem. Nos outros, se vê fumaça basicamente, ou fumarola, como eles dizem. Diferente do que se vê em sites por ai, a guia explicou que a atividade dos bonitos dura o dia todo, a diferença é a intensidade. Quanto mais frio, mais forte a atividade.

A parada seguinte é na piscina que é abastecida por água dos gêiseres. A essa altura o sol já havia aparecido, então já deveria estar uns… 5 graus negativos. Ainda não rola piscina. O espaço é muito bonito, possui estrutura para trocar de roupa, mas ainda assim encoraja poucos. Eu coloquei a mão na água, estava bem quentinha mesmo. Atrás da estrutura estão uns gêiseres maiores, mas não consegui ir até eles, pois a altitude me pegou de jeito neste passeio. Não é fácil respirar a 4800 metros de altitude.

Piscina de água dos gêiseres | Foto: Bianca Santos

Piscina de água dos gêiseres | Foto: Bianca Santos

Saímos do parque geotérmico e fomos a caminho do povoado de Machuca. No caminho, passamos pelo rio Putana, um rio lindíssimo, que estava totalmente congelado. De lá, avistamos o vulcão de mesmo nome. Este é um vulcão ativo, que dá pra ver até a fumaça saindo dele. Da beira do rio avistamos também a fumaça dos gêiseres da Bolívia, que fica a apenas 7km de lá.

Rio e vulcão Putana | Foto: Bianca Santos

Rio e vulcão Putana | Foto: Bianca Santos

No povoado de Machuca tem umas 3 ou 4 casas, e vivem, ao todo, cerca de 12 pessoas. É um povoado indígena, e vivem do turismo local. Não há muito o que ver lá, há apenas uma igreja em cima de um cume, que também não consegui ir devido ao problema com a altitude, e o espetinho de lhamo, que custa nada menos do que 2500 pesos chilenos, ou R$ 12,00. Não comi porque não tive coragem, admito. Sim, como carne, mas não como lhama. Aliás, a curiosidade fica por conta de que é carne de lhamO. Eles não comem a fêmea, só o macho.

 

Valle del Arcoiris

Este foi um passeio surpreendente e bizarro ao mesmo tempo. Havia agendado para um dia, mas me pediram para trocar para outro, pois naquele dia APENAS EU tinha escolhido visitar o local, então não valeria a pena. Beleza. Chega o dia, lota a van, mas cadê o guia? O guia é o motorista. Ou o motorista é o guia. Um senhor muito atencioso e que sabe muito, mas que não consegue dar a devida atenção, tirar dúvidas e ir explicando as coisas no caminho, como ocorreu nos outros tours. E com a estrada cheia de curvas, ninguém quer tirar a atenção do motorista/guia pra fazer perguntas, né.

Valle del Arco Iris | Foto: Bianca Santos

Valle del Arco Iris | Foto: Bianca Santos

Chegamos ao vale, ele nos deixou na parte mais alta, explicou um pouco sobre a formação e composição das rochas, e desceu com a van para nos esperar na parte mais baixa com o café pronto. O que é incrível deste vale e que não existe um padrão de rochas como o vale de la luna, por exemplo. Para cada lado que você olha existe um tipo de rocha, com um formato diferente, um cor diferente, e sim, textura diferente.

Mas fiquei de fato intrigada, pois havia pouca gente lá também. Não sei se as agências não divulgam muito este passeio, ou se o problema sou eu mesmo.

Na volta, passamos no parque de Hierbas Buenas, que na verdade só vi um tipo de erva e não sei nem pra que serve. Pelas histórias que o guia nos contou, as “Ervas Boas” são ervas que o povo utilizava para os rituais, onde faziam os petroglifos, desenhos riscados na pedra (os pintados se chamam hieróglifos), que são a parte mais importante do parque. Essas ervas não são legalizadas, por isso não tem lá. Né?

Petroglifo lhamas sobrepostas | Foto: Bianca Santos

Petroglifo lhamas sobrepostas | Foto: Bianca Santos

Quanto custa cada tour pela agência Atacama Connect:

– Valle de la Luna e Valle de la Muerte – 10.000 CLP

– Lagunas Altiplânicas e Salar de Atacama – 25.000 CLP

– Geiser del Tatio – 20.000 CLP

– Valle del Arcoiris e Hierbas Buenas – 25.000 CLP

No final das contas saiu 70.000 CLP (R$ 350,00), porque ganhei desconto através do hostel.

Agora simplesmente preciso fazer algumas considerações finais sobre o deserto.

Passei por uma situação de corte de água lá, que para os moradores é comum, mas que para nós, pessoas não acostumadas com a situação, é estranho, mas ao mesmo tempo é uma ótima oportunidade para repensar no seu consumo e em como pode fazer para economizar.

Fiquei positivamente surpresa com a simplicidade e simpatia do pessoal que vive em San Pedro. Como viajante, honestamente não havia encontrado pessoas tão educadas e gentis como lá. Minha surpresa foi porque lá tem muito turista, e em experiências anteriores havia chegado à conclusão de que quanto mais turística a cidade, mais mal educados são os seus moradores. O que é até compreensível, já que tem um bando de gente estranha tomando conta da sua cidade o tempo inteiro.

O deserto, assim como a praia, tem um cheiro muito específico, o qual não sei explicar, apenas sentir! Hahaha!

E deixo aqui o link para o álbum onde estão algumas das fotos que tirei nessa trip.

Enfim, saudades, Atacama! Espero te ver novamente! <3

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