Category: Inglaterra

Visto para o Reino Unido

Não é necessário pedir visto com antecedência, é concedido na fronteira no aeroporto, rodoviária ou porto.

Mapa Reino Unido | GoogleMaps

Mapa Reino Unido | GoogleMaps

Vamos ao primeiro ponto interessantíssimo! O visto para a Irlanda e Reino Unido é o mesmo. Em teoria, somente a Irlanda do Norte pertence ao Reino Unido, na prática, fui de Dublin para Londres e o visto foi o mesmo. Porém, o visto de turista para a Irlanda é de 90 dias e o visto de turismo para o Reino Unido é de 6 meses. Logo, se você pretende ficar mais de 90 dias na Irlanda, chegue pelo Reino Unido. Se você está mochilando e ainda não sabe para onde o vento vai soprar, e quer ir por essas bandas, também entre pelo Reino Unido!

Documentos necessários

– Seguro de saúde com valor mínimo de € 30.000.
– Passagem de volta para o Brasil.
– Comprovante dos locais em que você vai se hospedar (reserva de hostel ou uma carta convite, se for ficar na casa de parente ou amigo).
– Provas de que você tem grana para se manter (cópia do extrato bancário atualizado e prova do limite do cartão de crédito internacional, por exemplo).
– Vínculos com o Brasil (contrato de trabalho, últimos contracheques, vínculo estudantil, etc.).
– Dinheiro vivo, na moeda local, também é recomendado.

Minha passagem pela fronteira da Irlanda foi um tanto traumática. Perguntaram o que eu estava fazendo ali, onde ia ficar. Quando falei sobre WorkAway (na verdade eles entraram no site do B&B , viram que era bem luxuoso e me perguntaram se eu ia fazer WorkAway), os caras que concedem o visto não gostaram nada. Foi uns 15 minutos em que os dois homens ficaram discutindo “Deixamos ela entrar ou não?”. Por fim, disseram que sim, mas deixaram bem claro que eu não poderia trabalhar (pois informei que meu WorkAway seria de 2 a 3 horas, cuidando do jardim), também mostrei meu extrato do banco e contei a história do meu ano sabático.

Em Londres foi de boa, perguntaram só o que eu ia fazer e quanto tempo ia ficar. Quando entrei na Escócia também foi tranquilo, cheguei pela rodoviária e me perguntaram de forma amigável o que eu faria, então informei que estava indo para Edimburgo para a formatura da minha prima. Perguntaram também se eu tinha minha passagem de volta para o Brasil, mas não pediram para ver.

Você pode ficar até 6 meses no Reino Unido e depois deve ficar 6 meses fora para voltar. Minha dica, é nunca ficar o tempo máximo do visto, pois assim você tem créditos para voltar. Como acontece na Área de Schengen, ninguém sabe muito bem as regras (estou dizendo as pessoas que ficam na fronteira). Então, organização, um pouco de sorte e simpatia, não exagerada, sempre ajuda!

#ficaadica: seja consistente em suas informações, sempre, seja lá o que você for falar. O que eles não querem, é gente ‘roubando’ emprego dos habitantes locais.

Lembrando que tudo isso se aplica para cidadãos brasileiros!

E boa sorte :)

WorkAway Bhaktivedanta Manor

Meu primeiro encontro com eles foi casual, em Roma. E de lá para cá, sempre terei um pedacinho do meu coração azul, da mesma cor de Krishna!

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Templo Hare Krishna | Foto: Mariana Sandini

Através do WorkAway fiz voluntariado na fazenda Hare Krishna (Bhaktivedanta Manor), na cidade de Watford (pertinho de Londres). Lá tive ótimos momentos, fiz amigos e não saí de lá com respostas, mas sim, com mais perguntas sobre de onde viemos e para onde vamos, faz parte. Muitas vezes mais perguntas ajudam mais do que respostas… Mas bem, vamos ao que interessa. Como é o trabalho voluntário na Bhaktivedanta Manor?

O trabalho é feito 5 dias por semana, os 2 dias de folga o voluntário escolhe. Sobre isso é bem tranquilo, pode ser avisado um ou dois dias antes. Os horários de trabalho são:

09:30: começa o trabalho
12:00 – 12:30: pausa
12:30 – 1:45: trabalho
01:45 – 3:00: pausa para almoço
03:00 – 17:15: trabalho

A escala de horários é bastante interessante, pois faz com que o trabalho fique leve e bem distribuído durante o dia. Além disso, houve dias em que o grupo negociou, por exemplo, não fazer o intervalo da manhã e terminar o trabalho mais cedo. Os chefes são bem flexíveis :)

altar_templo_marianasandini

Altar do Templo | Foto: Mariana Sandini

Há basicamente cinco tipos de tarefas e o voluntário pode escolher o que deseja fazer. Claro, sempre de acordo com os interesses do grupo e do gestor.

Fazenda: o mais divertido e pesado. Na fazenda são cultivadas batatas, espinafre, abóboras e outros vegetais. No verão ajudei a colher, separar e lavar. No inverno a coisa é um pouco mais fedorenta (sim, fedorenta), pois se prepara o solo para a plantação, então uma das tarefas é espalhar esterco pelo campo, além de lavar batatas em dias um pouco frios.

Vista para a fazenda | Foto: Mariana Sandini

Vista para a fazenda | Foto: Mariana Sandini

Limpeza: quem se escalar para essa tarefa, deve limpar a cozinha coletiva dos voluntários, os banheiros e o trailer (meninas limpam o trailer das meninas e meninos o dos meninos).

Loja Hare Krishna: tem uma pequena loja perto do templo, em que são vendidos produtos naturais, entre outras coisas. Neste dia o voluntário deve manter a loja organizada e fazer vendas.

Loja Hare Krishna | Foto: Silvia

Loja Hare Krishna | Foto: Silvia

Venda de legumes: os legumes orgânicos da fazenda são vendidos em uma pequena “venda”, que é montada perto do templo, ao ar livre.

Cozinha: tem muita gente que não gosta de ir para a cozinha, pois basicamente se passa o dia todo descascando e cortando legumes. Poréééém, sempre rola uma conversa com o pessoal do templo, que estão sempre dispostos a explicar um pouco mais sobre o movimento Hare Krishna, o que torna o trabalho muito interessante.

Nestas últimas três tarefas não rola o intervalo da manhã.

Atividades extras (que devem ser feitas nos dias de folga)

Ordenhar vacas: as vacas para os Hare Krishna são especiais e tratadas com muito amor. É possível se voluntariar para ordenhá-las na parte da manhã. Uma coisa curiosa, é que em todo o tempo rola no som o Hare Krishna Mantra, para manter todos (nós e as vacas), no espírito da coisa.

Food for All: de segunda à sexta é possível ir com esta van, que distribui almoço gratuito na universidade de Londres e em diversos outros pontos. Estudantes, mendigos, gente de terno, e quem mais quiser saborear a deliciosa comida indiana são sempre bem vindos.

Lavar louça: é possível se candidatar para lavar louça na cozinha do templo e receber algo por isso. Dura de 4 a 5 horas, de MUITO trabalho, nas no fim do turno ₤25 compensadores. O trabalho é pesado, mas o clima da cozinha é leve e divertido.

Os voluntários tem alimentos para preparar o café da manhã na cozinha coletiva da fazenda, mas também, tem a opção de se tomar café da manhã no templo.

Café da manhã no templo | Foto: Mariana Sandini

Café da manhã no templo | Foto: Mariana Sandini

Almoço e janta são sempre no templo, com deliciosa comida indiana e vegetariana.

Outras coisas legais de lá, é que nos dias de folga dá para pegar uma carona para o centro de Londres com o pessoal do Food for All (assim não se gasta com metrô). E todos os sábados de noite, sai uma van do templo para cantar o Hare Krishna Mantra no centro de Londres (super divertido, para nós brasileiros, quase um carnaval, quaaase).

Brincando de sari | Foto: Sara Giancaterino

Brincando de sari | Foto: Sara Giancaterino

Além disso, é possível ir ao templo pelas manhãs e noite, para saber mais desta cultura tão diversa da nossa. O pessoal é sempre muito atencioso e lembro que frequentar o templo é uma opção do voluntário, jamais uma obrigação.

Fumar e beber não são permitidos na fazenda, mas fora do portão pode.

Digo certamente, que foi um dos melhores locais em que já fiz voluntariado. Se você é curioso sobre outras culturas e trabalho no campo, totalmente recomendo!

“Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare”
(Hare Krishna Mantra)

Visto no Reino Unido, vindo da Irlanda

No primeiro post sobre a minha chegada em Londres, comentei que eu pensava que haveria nova imigração, porém, vim do Aeroporto de Dublin para o de Gatwick, e entrei com o mesmo visto da Irlanda. Ou seja, não teve imigração, o cara só olhou meu carimbo da Irlanda, eu ainda tinha 30 dias, e me mandou passar.

O que acontece, é que eu quero ficar 60 dias no Reino Unido (entre Londres, arredores, e partir para a Escócia depois). Bem, para me informar, fui na embaixada brasileira e me disseram que eu teria que ir no “Home Office” de Londres (é o local em que os ingleses tratam as questões de imigração, entre outras). Chegando lá, contei a minha história e a mulher me deu um papel com um número para ligar.

No outro dia liguei e o atendente disse que eu tinha que entrar em um site, preencher um formulário, pagar uma taxa e depois solicitar a entrevista para o visto. Bem, lá fui eu… Mas antes de preencher, vi que não tinha local em Londres para agendar entrevista (isso foi bem mais demorado que escrever essa frase). Lá fui eu ligar de novo e disse “Olha, acho que me deram a informação errada”. E a nova atendente disse “Sim, te deram a informação errada, você deve sair do país e entrar novamente”.

Até agora não sei exatamente se estou indo pelo melhor caminho, mas a primeira informação, pelo o que entendi, é para quem está fora do Reino Unido e quer pedir o visto.

Contrariando todas as lições de logística

Contrariando todas as lições de logística

A lição foi: mais uma vez, comprovei que a frase ‘tudo funciona na Europa’ não é bem assim. De qualquer forma, farei o sacrifício de viajar 1 semana para Bélgica e voltar! Vai ser o jeito… E fica a dica, para quem vem da Irlanda (certamente de Dublin ou do Norte para Gatwick) não tem imigração. Mas se você quiser mais tempo de visto como eu, acho que a melhor coisa é se informar no aeroporto, que qualquer coisa os caras já estão lá!

Londres – a primeira impressão

Chegada e imigração

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Eu, Guilherme e a London Eye | Foto: Ligia Marchiore

A chegada em Londres foi surpreendentemente tranquila. Vim do Aeroporto de Dublin para Gatwick. O aeroporto é enorme, mas super bem sinalizado, bem fácil de se locomover. Nos voos de Dublin (bem como de toda a Irlanda, ao que parece) não tem imigração, só fui passando com um bolinho de gente, o cara olhou bem a minha foto, meu visto da Irlanda e me mandou passar! Eu tinha preparado toda a papelada, mas não foi necessário (fiz porque, na Irlanda ninguém deu certeza se teria imigração ou não). Meu visto para a Irlanda é de 90 dias, já fiquei 60 dias lá e quero ficar mais 60 no Reino Unido (entre Inglaterra e Escócia) #comofaz? Não sei, essa semana vou me informar.

Vindo para a cidade

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Van da Easy Bus | Foto: Mariana Sandini

Do aeroporto para a cidade, dá para vir de trem, mas peguei uma van que chama Easy Bus e tem o custo mais baixo (o trem parece que é em torno de £12,00). Comprei a passagem direto pelo site, custou £8,75. O caminho demorou em torno de 1 hora, que passou bem rápido! Na van estava só eu e uma mulher muito simpática… Da onde? Brasil! Ela mora atualmente na Escócia e me deu boas dicas sobre minha próxima parada!

Cartão para transporte

Na primeira ida ao metrô (chamam aqui de tube), em uma máquina, comprei o cartão para transporte, que chama Oyster. Não existe outra opção. Carreguei para 1 semana, pelo valor de £42. A coisa mais cara por aqui é o transporte, porém, com esse crédito posso andar de metrô, trem e ônibus, o que é muito útil por aqui.

Cartão de Transporte | Foto: Mariana Sandini

Cartão de Transporte | Foto: Mariana Sandini

A primeira impressão

Orelhao_com_Big_Ben_no_fundoCom o mochilão, encontrei meu amigo e a namorada que moram na cidade, e já demos umas voltas caminhando pelo centro. Já deu para ver o Big Ben (achavam que era maior, confesso), Palácio de Buckingham, London Eye (aquela roda gigante, enorme), entre outros prédios bonitos, parques e gente, muita gente. Depois de umas boas caminhadas, pegamos o metro e em seguida um bus, viemos para casa e tomamos umas cervejas na beira do rio (o bairro aqui fica na zona 3 – a cidade vai até a zona 6). Encontramos com mais um amigo brasileiro e logo um vizinho londrino cheio de histórias rock’n’roll se juntou para mais umas cevas. Chegando em casa, o lugar é um antigo hospício (parece doido, mas o lugar é bem bacana! Logo mais mostrarei fotos, mas ainda não deu tempo). A primeira impressão foi das melhores!

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