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Dia Internacional da Mulher: Entrevista com a Professora Roberta Vianello

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Maestra Roberta | Foto: Mariana Sandini

Professora desde 1982, trabalhou sempre na Escola Primária Italiana, e no ano passado, fez a escolha de ensinar para adultos italianos e estrangeiros a língua do seu país. Nestes alunos, estão inclusos filhos de italianos que não falam a língua, imigrantes, refugiados e tantas pessoas, que além de aprender a língua, devem aprender sobre uma cultura totalmente diferente da sua. E a Professora Roberta faz este trabalho com muita paciência, amor e dedicação.

Conversei com ela sobre o que vai rolar no dia 08 de março aqui em Milão e um pouco da situação italiana em geral:

As Mochileiras: O que acontece neste ano de diferente no Dia Internacional da Mulher?

Roberta Vianello: Este ano, o dia Internacional da Mulher, foi anunciado em 40 países, com um apelo, de certa forma, novo. Se decidiu chamar todas as mulheres para uma greve. Uma greve para lembrar que é importante ter o respeito pelas mulheres, que seu trabalho, tanto em casa quanto fora de casa, é fundamental. O slogam deste ano é  “se as nossas vidas não valem, então fazemos greve”.

As Mochileiras: Qual é a importância desta greve?

Roberta Vianello: Não é apenas se abster do trabalho fora de casa, é também não fazer os trabalhos que são sempre esperados das mulheres. O que quero dizer por esperados, pensamos que é normal que as mulheres façam uma série de tarefas que são delegadas a elas. Todos os cuidados, das crianças, dos idosos, da casa, de todos aqueles que vivem com nós. Pois na verdade, este trabalho é um verdadeiro trabalho e deve ser reconhecido. Também é importante lembrar que cada mulher é livre para escolher com quem vive. A mulher não deve ser obrigada a não haver escolhas. Desta forma, se uma mulher quer se separar de um marido que é violento, que é bom, que é a melhor das pessoas, mas não é a pessoa para ela, pode e deve fazer. Em contrapartida desta liberdade, nestes últimos 2 ano aqui na Itália, tivemos tantas mulheres mortas, quase 1 por dia, mortas em família e isso é uma coisa terrível, da qual estamos tentando entender os motivos, deste aumento. Tudo isto está contido nesta greve.

As Mochileiras: Como você percebeu a participação das mulheres nesta greve?

Roberta Vianello: Percebi bastante participação emotiva, ou seja, interior, da parte das mulheres, ao menos das minhas amigas, das pessoas que conheço. Porém, nesta escola muitas professoras farão a greve, não todas, mas muitas sim. Entre as minhas amigas, por exemplo, aquelas que trabalham com serviços e principalmente nos sanitários não farão greve. E também, as amigas que trabalham na área gastronômica decidiram não fazer greve, pois depois, se torna um problema a relação com a chefia.

As Mochileiras: Sabemos que as coisas mudaram para as mulheres, porém, tem muito ainda para se fazer. Quais são as coisas fundamentais que devem mudar na sua opinião?

Roberta Vianello: Então, este é um discurso muito importante. Eu não penso que devemos inserir tudo em uma ideia única de liberdade. Muitas vezes discuto com minhas amigas, que dizem que as mulheres com o véu (muçulmanas) são submissas, que são mulheres menos respeitadas que as outras. Isso não é verdade, porque se uma mulher decide verdadeiramente usar o véu, na sua cotidianidade, todo o dia, deve ser livre para fazer.
É isso para mim o que é importante para as mulheres. Pode ser, pois, para mim, é importantíssimo como mulher, é a liberdade. A liberdade é poder usar o véu, de praticar uma religião ou outra, de poder viver com uma pessoa ou viver sozinha, de poder trabalhar fora ou decidir de trabalhar em casa, cuidar dos filhos e da casa. Porque aquilo o que é verdadeiramente importante, é não ser julgada pelas próprias escolhas.
Eu penso que se o mundo respeitasse isso… Como tem a mulher que quer estudar e a mulher que não quer estudar. O importante é que cada mulher tenha condições de poder escolher. As mulheres que não podem estudar, não podem escolher se querem estudar ou não. As mulheres obrigadas de estarem em casa, não podem escolher de trabalhar ou não.
As escolhas devem ser feitas de forma livre para serem respeitadas. E para finalizar, muitas vezes, outras mulheres também não respeitam as escolhas das outras mulheres, é algo que eu também vejo.

Carnaval à Milanesa!

Digamos que de Carnaval, quem entende mesmo são os brasileiros. Mas, sendo este o meu primeiro Carnaval na Itália, vou dar uma conferida no que rola por essas bandas!

Self na frente da Duomo de Milão

Self na Duomo com querida amiga Mel

Primeiro, tenho que contar que aqui, na nossa terça-feira de Carnaval é a terça-feira gorda (martedì grasso). Muita gente aqui pratica a Quaresma,  que é não comer nada gordo, doces, cigarro, etc… Como um Ramadã católico, eu diria, nos 40 dias antes da Páscoa. Então, na terça-feita antes da quarta-feira de cinzas (sim, é nesse dia começa a Quaresma), a galera libera geral e come tudo de delicioso e gordo que pode. E a festa de Carnaval ocorre no sábado antes da terça-feira gorda. Ah! E nada de feriado para os adultos, só para as crianças o.O

Já aqui em Milão ocorre um pouco diferente de toda a Itália… Eles começam o Carnaval e o “dia gordo”, tudo junto, no sábado seguinte ao Carnaval normal. Logo, fazem um pouco menos de Quaresma, hehehe espertinhos!

Existem duas versões que explicam o fato:

Versão 1 (versão da web): lá pelo século XV, o Patrono da Cidade, Santo Ambrogio estava em peregrinação, bem na época do Carnaval. Então, ele pediu para postergar a festa por uma semana, para que ele chegasse em tempo. E assim foi feito.

Versão 2 (versão de boca): um ‘pouco’ depois, lá pelo século XVII, a cidade de Milão sofreu muito com a peste. Como a população estava se recuperando na época do Carnaval, o Santo Ambrogio teve a brilhante ideia de postergar o Carnaval em 1 semana, para que todos (os que ficaram vivos, diga-se de passagem) pudessem curtir a celebração.

Bem, confesso que gosto mais da segunda versão e a ideia do “dia gordo” também me atrai bastante. Ah! E mesmo com essa particularidade de Mião, depois na Páscoa, continua tudo igual.

Eu como boa amante do Carnaval, vou dar uma conferida nesse tal “Carnevale Ambrosiano”!

Visto para Europa e Área de Schengen

Da mesma forma que para o Reino Unido, não é necessário pedir visto com antecedência, é concedido na fronteira no aeroporto, rodoviária ou porto. O visto para turista é de 90 dias (Acordo de Schengen).

Documentos necessários

– Seguro de saúde no valor mínimo de € 30.000.
– Passagem de volta para o Brasil.
– Comprovante dos locais em que você vai se hospedar (reserva de hostel ou uma carta convite, se for ficar na casa de parente ou amigo).
– Provas de que você tem grana para se manter (cópia do extrato bancário atualizado e prova do limite do cartão de crédito internacional, por exemplo).
– Vínculos com o Brasil (contrato de trabalho, últimos contracheques, vínculo estudantil, etc.).
– Dinheiro vivo, na moeda local, também é recomendado.

Passei pela imigração na Espanha, Itália, Bélgica, Holanda e nunca me pediram para ver nada O.o Só me perguntaram o que eu ia fazer e quanto tempo ia ficar. Na Bélgica foi um pouco bizarro, pois fui de bus de Londres para Gent e simplesmente não rolou imigração, o bus passou batido. Então, outra dica é guardar suas passagens para provar que esteve dentro ou fora de uma região, se necessário.

#ficaadica: o que a imigração não quer é estrangeiro que venha para morar (sem visto apropriado) e/ou trabalhar, mesmo sendo voluntariado.

Acordo de Schengen

Vamos ao que interessa aos mochileiros sobre esse tal acordo ou área! Bem, esse acordo cobre quase toda a Europa. Em suma, os viajantes tem passagem livre entre os países da Europa, sempre precisar mostrar toda a papelada para a imigração. As viagens ocorrem como se a Europa fosse um país único.

Área de Schengen | Fonte: economist.com

Área de Schengen | Fonte: economist.com

Vantagem: depois de entrar no primeiro país do Acordo de Schengen (e dai sim, passar pela fronteira), para qualquer país que a pessoa quiser se mover, não rola imigração. O passe é livre!

Desvantagem: essa passagem livre vale por 90 dias. Quero viajar 6 meses pela Europa, como faz? Em teoria não faz. A regra é: 90 dias dentro, depois 90 dias fora e pode voltar. E se eu não ficar os 90 dias corridos? Em teoria pode voltar quando quiser, passando por nova imigração (daí ganha um novo carimbo para 90 dias de visto). Bem, em teoria, nem a imigração sabe direito como isso funciona (de acordo com relatos de pessoas reais). Então, minha dica é nunca ficar os 90 dias cheios, pois assim a pessoa tem ‘créditos’ para voltar. Lembrando sempre que tudo vai da lua, cara e humor da pessoa da imigração.

Praia Albissola e Villa Gavotti

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Estação de Trem Albissola | Foto: Mariana Sandini

Quando eu estava em Roma recebi o convite/indicação para trabalhar em uma festa particular, com 30 convidados, para um pessoal de 20 e poucos anos, que seria realizada no castelo de uma família. Pensei: “E por que não?”. Lá fui eu, peguei o trem de Milão para Albissola (uma praia perto de Gênova). Recordando: depois de Roma, meu destino foi Milão. A passagem de trem Milão – Albissola custou 20€.

O castelo se chama Villa Gavotti. Chegando lá, fui recebida com um caloroso abraço, pela Nathalie e por sua filha, Elisa. As duas muito queridas. Com a Nathalie eu falava um mix de italiano com espanhol e com a filha italiano e inglês. O combinado foi 3 dias de folga e 3 dias de trabalho full time. Nos meus dias de folga fui para a praia de Albissola, Porto Fino e Santa Margherita.

Praia de Albissola

Bem, o que posso dizer… Nada igual as praias do Brasil (até agora). A areia é preta, com muitas pedras e a praia é dividida em praias privadas e praias públicas.

Para entrar nas praias privadas é necessário pagar em torno de 10€, com isso você tem direito a uma cadeira, guarda-sol e pagar pelas coisas que pedir no bar (obviamente eu fui na praia pública). Tanto nas públicas quanto nas privadas, o espaço é pequeno e as pessoas não costumam caminhar na beira da praia, pois entre um espaço e outro, muitas vezes existem divisões em que não se pode passar.

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Praia Pública de Albissola | Foto: Mariana Sandini

No primeiro dia fui para a praia sozinha, e foi tranquilo dar um mergulho enquanto as minhas coisas ficaram na areia. No segundo dia, conheci um simpático casal italiano e fiquei um pouco com eles.

Villa Gavotti

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Meu Quarto Villa Gavotti | Foto: Mariana Sandini

O local é muito bonito, porém não tanto conservado. Essa coisa de ter um castelo da família parece ser bem trabalhosa! Meu quarto era legal (quando cheguei limpei meu quarto e meu banheiro). Entretanto, meus banhos de princesa foram de água fria nos 3 primeiros dias, mas nos três últimos dias isso foi resolvido.

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Salão Aperitivo Villa Gavotti | Foto: Mariana Sandini

Foi muito legal poder andar por lá e descobrir passagens secretas (que provavelmente eram usadas pelos empregados). Nos 3 dias em que houve a festa, a Nathalie, eu e uma outra moça fizemos o trabalho (tudo já estava limpo e os quartos arrumados). As tarefas eram fazer o café da manhã, aperitivos nos fins de tarde, jantas e arrumar as coisas em geral (lavar muita louça, organizar as mesas, cadeiras e o salão para as jantas).

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Guacamole | Foto: Mariana Sandini

O que eu adorei, é que não sou suuuper cozinheira e chegou uma hora em que a Nathalie disse: “A guacamole é contigo”. Nada como ter 3G e o Google para me ajudar! Fiz com coragem, medo e muita pimenta. Incrivelmente o pessoal adorou! Comeram o que sobrou na vasilha de colher!

Os amigos da Elisa eram muito legais e atenciosos. Inclusive, havia duas meninas que falavam português. Foram dias realmente de muuuito trabalho, algo em torno de 12 horas por dia… O último dia foi bem bacana, pois depois que os convidados foram embora, eu, a Elisa e quatro amigos dela ficamos no jardim tomando uns drinks e dançando um pouco! Foi a hora do descanso.

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Salão Janta Villa Gavotti | Foto: Mariana Sandini

Valeu, pois pude ter a vivencia de passar esses dias no local, conviver com pessoal de várias nacionalidades (alemães, franceses e italianos) e também conhecer as praias de perto. E mesmo com a praia de Albissola não sendo uma maravilha, pegar um sol e tomar um banho de mar é sempre válido!

Lojas baratas e interessantes em Milão

Na Via Torino (Centro), estão concentradas diversas lojas de roupas, esporte em geral, acessórios, cosméticos, maquiagem e demais bugigangas necessárias ou não.

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Loja Decathlon | Foto: Carina Primavesi

Na hora de fazer a mochila, sugiro que a pessoa leve tudo o que tiver. Mas, se estiver faltando algo (no meu caso eu não tinha casaco de chuva), vale a pena deixar para comprar em Milão.

Perto do Castelo Sforzesco tem uma loja Decathlon que tem coisas para esporte, camping, montanhismo, natação e outras coisas. Sempre tem algo em super promoção (como mochilas básicas por 5€), artigos de camping baratos (barraca simples para 2 pessoas por 22€) e roupas legais, por 5€. Encontrei um modelo bem bonito de casaco para chuva e corta vento da Quechua, bastante resistente (todas as prateleiras contém as especificações dos produtos de forma organizada), por 25€. Pesquisei rapidamente no site da mesma loja no Brasil, o valor era R$200,00 o.O

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Calças Jeans por 19,95€ | Foto: Mariana Sandini

Na Via Torino (Centro) estão concentradas muitas lojas de roupas, acessórios, cosméticos, maquiagem, entre outras coisas. Entrei em todas as lojas de roupa, fiz isso nos fins de tarde, mas de uma forma geral, se você quiser ver tudo vai precisar de 1 dia inteiro. Mas não se preocupe! Nessa rua também tem comidinhas deliciosas e cafés, com a linda Duomo no fim. É tipo ir no shopping, só que em um lugar lindo e histórico. Tem lojas enormes, com roupa para mulheres, homens e crianças. Nas lojas de roupa feminina encontrei blusinhas bem bonitas entre 3 e 5€, e calças, macacões e vestidos por 20€. E para quem for em julho, começa a loucura do “saldi”. Tudo com super desconto em todas essas lojas, incluíndo Zara, Benetton e várias outras.

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Loja de Roupas na Torino | Foto: Mariana Sandini

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Puxadores Tiger | Foto: Mariana Sandini

Tem também as lojas de pequenas bugigangas e coisas para casa, como a Tiger (tem várias na cidade e uma delas na Via Torino). Tem coisas de papelaria, utilidades para banheiro, cozinha, escritório. É como um 1,99 cheio de coisas lindas. O valor também é baixo, tem coisas fofas com o valor entre 1 a 3€.

Ao fim do dia – sugiro – , na Piazza Duomo também tem lojas e livrarias super legais que valem muito serem visitadas.

Comidas em Milão

Na Itália se come bem! Principalmente para quem gosta de pizzas, massas, saladas, frutas, queijos e pães.

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Queijos no supermercado | Foto: Mariana Sandini

Nos supermercados existem boas opções de saladinhas prontas (como as de Roma). O valor é em torno de 2,50 a 3€. Suco delicioso de damasco por 0,99€ (grande), além de iogurtes e bolachas muito boas, entre 1 e 2€ (prestar atenção na parte de baixo da prateleira e nas promoções). E ainda, tem pães e queijos que podem servir para um belo almoço!

Para as frutas e verduras, todas as terças e sábados pela manhã tem uma feira na Via Papiniano. Os valores começam em 0,99€ o quilo (agora a estação é de pêssego, damasco, melão, cereja… Hummmmm). Nessa feirinha também são vendidos salames e queijos. E outras coisas como bolsas, carteiras, roupas, produtos de higiene e utensílios para banheiro.

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Prato do buffet do Aperitivo | Foto: Mariana Sandini

Para quem quiser dar uma voltinha no fim de tarde, tem vários locais que você compra um drink (entre 10 e 11€) e com isso tem também um buffet com massas, queijos, saladas, pãezinhos, friturinhas, frutas e sobremesa. Os locais estão sempre mudando, mas vale a pena ir em um barzinho que tenha aperitivo e conferir (eles chamam assim – aperitivo). É bem bom!

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Doces Mercato Metropolitano | Foto: Mariana Sandini

Bem, isso todo mundo já sabe… Os sorvetes! As sorveterias de Milão me pareceram bem melhores do que as do centro de Roma. Fui na Cioccolat Italiani e Gelateria Della Musica (indico). Mas de forma geral, todas lá são muito boas.

#ficaadica: para dar uma volta depois da janta, caminhar de noite em Milão é bem tranquilo e seguro. Inclusive, peguei o metrô quase meia noite e tudo foi bem. Ainda, a recomendação é andar mais no movimento e nos lugares com menos gente evitar roupas curtas (foda), pois existe a questão do estupro. Mas de forma geral, é bem tranquilo andar pela cidade, entre as estações de trem e tudo mais.

Transporte em Milão

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Tran em Milão | Foto: Mariana Sandini

Chegar em Milão de trem é bastante fácil. Vim de Roma e desci na estação Milano Centrale, e de lá, se pode pegar o metro (1,50€ a passagem que tem 90 minutos para ser usada nos ônibus e nos trans, aqueles trenzinhos que andam nas ruas). As passagens são compradas em bancas de revista, em maquinas que ficam na estação ou diretamente na bilheteria da estação (em caso de dúvidas, sempre tem alguém para auxiliar).

Caso você vá para uma região mais afastada do centro, pode ser que tenha que comprar uma passagem um pouco mais cara. É bom se informar, pois parece que se usar a passagem errada dá multa. Entretanto, não vi nenhum fiscal dentro do mêtro.

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Metrô no centro de Milão | Foto: Mariana Sandini

O metrô tem mais de uma linha. Mas sempre antes de descer as escadas vai ter uma indicação para qual lado vai. Na dúvida pergunte: “Scusi, dove è….”. Às vezes, se pode evitar a troca de trem (linha) caminhando “por cima” até outra estação (para quem gosta), e de quebra, dá pra ir olhando a paisagem.

Com um bom mapa das ruas da cidade e das linhas do metrô, é super tranquilo de se locomover.

Fui 2x para Milão e sempre usei o metro. Ainda, dependendo do ânimo, muita coisa pode ser feita a pé.

Itália, a melhor opção de SIM Card

Como fiquei 2 semanas em Milão e eu já sabia que depois iria para uma praia onde não havia wifi, pesquisei o melhor custo x benefício para o que eu precisava (boa internet, mensagens e poucos minutos para ligações locais).

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Print do aplicativo MyWind

Optei por um chip da Wind, que inicialmente custou 20€, com tempo de duração do plano de 30 dias. Tenho mensagens ilimitadas, 2GB de internet e 100 minutos de ligação para a Itália e mais 36 países (o Brasil não está incluso na lista). Depois, se eu quiser usar o chip por mais 30 dias, o valor fica sempre 10€ para recarregar. Existem planos melhores, mas apenas para quem é residente na Itália, para turismo este foi o melhor.

Assim que o chip é colocado, demora 1 hora para ser ativado (durante este período o celular tem que ficar no modo avião). Quando for na loja para comprar não esqueça do passaporte, e é bom ir com tempo, pois pode ter fila (como acontece no Brasil).

Depois de tudo feito, também é bom baixar o aplicativo MyWind, para controlar o que é usado. Bem fácil :)

Milão – turismo #forfree

Meu objetivo em Milão era ficar junto com as pessoas (tenho amigos e parentes muito queridos na cidade) e o turismo não era prioritário. Entretanto, existem muitas coisas grátis e lindas por todos os lugares. Mesmo sem querer, o turismo acontece toda hora.

Mercato Metropolitano

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Mercato Metropolitano | Foto: Mariana Sandini

Perto da estação Porta Genova, é um local recém aberto na cidade. São vááárias banquinhas de comida, bebida e música. Tudo em um ambiente super agradável. Ao final do pavilhão fechado (tem uma parte aberta e outra fechada), são vendidos alimentos e bebidas em uma espécie de mercadinho. Lá você pode comprar algo para comer (tem iogurtes, cerveja… Bem, tem mais coisas, mas confesso que meu olhar foi diretamente do iogurte para a cerveja). Já nas barraquinhas de comida é possível comer uma massa por 8€ + cerveja artesanal por 4€.  Ainda, é possível apenas apreciar o local, pois a entrada é gratuita. E uma coisa muuuito importante: quando cai a noite a mosquitada faz a festa, então se for ficar para a janta, repelente é essencial.

Igreja de Santo Ambrogio

Interessante, cheia de pequenas capelas, todas com informações turísticas disponíveis. Tem um estilo diferente das outras igrejas, mais simples, porém ainda bastante pomposa. Nela está o corpo do Santo Ambrogio, que bizarramente pode ser visitado por todos.

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Santo Ambrogio e Cardeal Benedetto | Foto: Mariana Sandini

Coemeterium ad martyres

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Coemeterium ad Martyres | Foto: Mariana Sandini

Ao lado da Igreja de Santo Ambrogio existe um monumento, dedicado aos soltados italianos que lutaram na Primeira e Segunda Guerra Mundial. A visita é rápida e um simpático senhor recebe todos com informações sobre o local (em italiano). O “passeio” pelos restos mortais dos soldados não dura mais que 15 minutos. Então, se lá for caminho de algum destino, vale a pena conferir.

Escultura na frente da bolsa de valores

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Escultura Maurizio Cattelan | Foto: Mariana Sandini

Essa eu achei por acaso, mas vale muito ir lá para ver. Tem uma mão enorme apontando o dedo médio para a bolsa de valores, do artista Maurizio Cattelan, que é muito conhecido por suas obras provocadoras. O pessoal da cidade disse que essa escultura já causou, e ainda causa, muita polêmica. Bem, esta lá apontando o dedão desde 2010.

Castelo Sforzesco

Um lindo castelo do século XV, perto do centro, com uma pinacoteca enorme (para quem gosta vale entrar). Para conhecer o jardim interno do castelo não se paga nada e sempre tem gente passando (seja para passear ou cortar caminho). O local também tem banheiro limpo e público. Após atravessar o castelo, há um lindo parque com muita área verde.

Vittorio Emanuele

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Galeria Vittorio Emanuele | Foto: Mariana Sandini

Na praça em frente a catedral de Milão (é só perguntar onde é a Duomo, no centro) tem uma galeria lindíssima com diversas lojas chiques (olhando para a Duomo à esquerda). Mas apesar do comércio pomposo, a arquitetura do local é o que mais impressiona. E também, quem for lá, é re-gra, girar o calcanhar em um pequeno buraco que tem no chão, no meio de uma pintura. Quem faz isso garante seu retorno para Milão (posso dizer que funcionou comigo!). Para saber onde é, é só cuidar um bolinho de gente, cada um de uma vez, girando o calcanhar no buraquinho!

Caminhar no Rio Darsena

Foi criado um novo espaço em Milão, em volta do Rio Darsena. O local é muito agradável para caminhar de noite, cheio de gente em volta. Dá pra até levar uma bebidinha e ficar ali sentado, curtindo uma música.

Estes foram apenas alguns locais interessantes e gratuitos. Mas Milão tem muuuito mais. Diversos museus, a pintura original da Santa Ceia, a Duomo de Milão… Fora todos os prédios e ruas lindas que tem pela ciadade, principalmente na região do centro.

Uma família à Milanesa!

Gente, estou aqui em Milão visitando uma parenta muito querida e por alguns dias ficarei na casa de uma família tipicamente milanesa! Deixa eu contar umas curiosidades para vocês…

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O Poderoso Chefão

Chegando

Bem, o lance aqui não é ir chegando e dando aqueeele abraço apertado. Vamos com calma! No primeiro dia, um aperto de mão (mão direita). Mesmo mulheres, os primeiros contatos são com um aperto de mãos. No segundo dia, se te chamarem para dois beijinhos, isso é um ótimo sinal. Mas cuidado, os beijos começam pelo lado esquerdo e depois direito.  E homens, depois de alguma intimidade também se dão beijinho (fofo, né?). Mas sim, depois de alguns dias, pode esperar que te tasquem um abraço caloroso e inesperado!

Humor

Já ouvi muito falar que os italianos do sul são super briguentos e igualmente calorosos e os do norte são mais frios… Bem, não convivi com os do sul, mas quanto aos do norte, bom humor e simpatia me parecem características acentuadas. As conversas são sempre alegres que as palavras “Que bello” acompanhadas com um sorriso acontecem bastante. Não sei se é a massa, o vinho, mas o pessoal daqui faz bastante piada, e sim, eles tem ironia (vi isso nas conversas em Roma, durante a viagem e aqui em Milão também).

Costumes à mesa

Comer aqui é fácil, saudável e delicioso. O azeite de oliva está sempre na mesa e todas as refeições vem acompanhadas com um pãozinho (e olha que depois que acostuma isso é muito bom). Atenção! Nem sempre terá faca (mas vinho sempre tem). Dependendo da comida, inclusive massa, é normal ter somente o garfo e você ajuda com um pedaço de pão. Pega com o garfo, empurra com o pão e vai comendo o pão junto. Sacou? Se não, é só olhar e imitar. Cortar a massa, neeem pensar!

Ah! Importante… Primeiro vem o prato que a gente chamaria de principal (mais pesado, como por exemplo, a massa) e depois vem a salada. Diferente, mas interessante.

Outra coisa legal, é que cada um tem seu guardanapo de pano (que é lavado semanalmente). Achei muito interessante, pois é totalmente sustentável (já parou pra pensar quantos guardanapos de papel você usa em uma semana?).

De sobremesa, aqui é fruta (pêssego, damasco, maçã – as frutas da época) e um pequeno pode de vidro no meio da mesa com água. As frutas são lavadas no potinho e depois o pessoal come (nessa parte sempre tem faca). Que saudável!

Língua

Na realidade, estou me esforçando para me comunicar bem aqui. E para nós, brasileiros, entender o italiano, com um pouco de boa vontade, é relativamente fácil. Uma boa dica, é anotar num caderninho as palavras que você já sabe, e claro, tentar ouvir a falar o máximo possível. Mas atenção, se alguém falar “Bisogno di un cassetto” (se fala: bisonho di um casseto), não se assuste, a pessoa só está precisando de uma gaveta o.O Cuidado com alguns falsos cognatos!

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