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Visto no Reino Unido, vindo da Irlanda

No primeiro post sobre a minha chegada em Londres, comentei que eu pensava que haveria nova imigração, porém, vim do Aeroporto de Dublin para o de Gatwick, e entrei com o mesmo visto da Irlanda. Ou seja, não teve imigração, o cara só olhou meu carimbo da Irlanda, eu ainda tinha 30 dias, e me mandou passar.

O que acontece, é que eu quero ficar 60 dias no Reino Unido (entre Londres, arredores, e partir para a Escócia depois). Bem, para me informar, fui na embaixada brasileira e me disseram que eu teria que ir no “Home Office” de Londres (é o local em que os ingleses tratam as questões de imigração, entre outras). Chegando lá, contei a minha história e a mulher me deu um papel com um número para ligar.

No outro dia liguei e o atendente disse que eu tinha que entrar em um site, preencher um formulário, pagar uma taxa e depois solicitar a entrevista para o visto. Bem, lá fui eu… Mas antes de preencher, vi que não tinha local em Londres para agendar entrevista (isso foi bem mais demorado que escrever essa frase). Lá fui eu ligar de novo e disse “Olha, acho que me deram a informação errada”. E a nova atendente disse “Sim, te deram a informação errada, você deve sair do país e entrar novamente”.

Até agora não sei exatamente se estou indo pelo melhor caminho, mas a primeira informação, pelo o que entendi, é para quem está fora do Reino Unido e quer pedir o visto.

Contrariando todas as lições de logística

Contrariando todas as lições de logística

A lição foi: mais uma vez, comprovei que a frase ‘tudo funciona na Europa’ não é bem assim. De qualquer forma, farei o sacrifício de viajar 1 semana para Bélgica e voltar! Vai ser o jeito… E fica a dica, para quem vem da Irlanda (certamente de Dublin ou do Norte para Gatwick) não tem imigração. Mas se você quiser mais tempo de visto como eu, acho que a melhor coisa é se informar no aeroporto, que qualquer coisa os caras já estão lá!

Deserto do Atacama #2

Não contei nos posts Santiago do Chile #1 e Santiago do Chile #2, mas eu fui ao Atacama antes de ir para Santiago. Minha sugestão é que seja feito o contrário: Santiago, depois Atacama. Por quê? O deserto é tão incrível, e você vai ver tantas coisas lindas e impressionantes, que tudo o que vier depois vai parecer meio chocho.

Mas vamos ao que interessa: tours!

Pesquisei horrores antes de ir, porque existem muitas agências, muitos passeios e muitos valores diferentes. Claro, pelo que pesquisei também, alguns mais baratos não tem carros tão confortáveis (para alguns passeios esse é um fator determinante), café da manhã meia boca, guias não tão preparados e por aí vai. Enfim, toda minha pesquisa foi por água abaixo quando cheguei ao hostel e a queridíssima Nancy me mostrou os valores dos passeios da agência com a qual ela tem parceria, e que ainda conseguia um desconto camarada. Para me provar as vantagens, trouxe um folder com os preços de uma das agências locais. Pronto, estou convencida. Escolhi Valle de la Luna e Valle de la Muerte, Lagunas Altiplanicas e Salar de Atacama, Valle del Arco Iris e Geysers del Tatio.

Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Os dois vales ficam dentro da chamada Cordillera de la Sal, que fica no caminho entre Calama e San Pedro. A altitude é relativamente baixa, 2800 metros (considerando que alguns lugares estão a quase 5000 metros). Esses são os passeios indicados como iniciais, para o corpo se acostumar com a altitude.

Para o chamado Valle de la Muerte existem duas versões. Uma é de que um padre gringo achava que o local lembrava Marte, mas com o sotaque as pessoas entendiam muerte. Outra versão é de que todos que tentavam atravessar o vale, animais ou pessoas, acabavam morrendo por lá. O guia desse tour disse que não há provas concretas da segunda versão, apesar de ela ser a versão mais interessante. Como a visita ao vale é um “bônus”, já que o passeio principal é o Valle de la Luna, é tudo super rápido. Coisa de 15 minutos. O pessoal desce, o guia conta a história, tira foto e pronto. Dentro desse vale encontram-se as dunas que a galera usa pra praticar sandboard, mas não chegamos até as tais dunas.

Valle de la Muerte | Foto: Bianca Santos

Valle de la Muerte | Foto: Bianca Santos

Já no Valle de la Luna, a aventura inicia com uma caminhada em uma “cova” de sal. É bem tranquilo, dura uns 10 minutos no máximo, e tem dois trechos onde precisa fazer um esforço um pouco maior, porque o espaço para passar é estreito e bem baixo. Saindo do túnel é que vem o problema (para mim, no caso). Você tem a opção de voltar pela cova, ou então de subir um lance bem alto, do tipo que pessoas sedentárias se cansam só de olhar. Eu olhei, cansei, mas já que estava ali, puxei o ar e fui! Cheguei lá em cima morrendo, achando que aquele sim que deveria se chamar Valle de la Muerte, mas valeu a pena o esforço.

Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

Depois disso, seguimos rumo a uma duna, onde se tem a vista panorâmica de todo o vale. Quando o ônibus estacionou e o guia apontou pra uma duna gigantesca e disse que subiríamos lá, tive vontade de chorar. Mas novamente, já que eu estava lá… E foi incrível. É possível ver todo o vale, com os vulcões ao fundo fazendo o contraste. Do outro lado uma grande área coberta de sal, e uma pedra gigantesca que se chama Anfiteatro.

Sal no Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

Sal no Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

A parada seguinte é na Pedra do Coiote, onde fomos ver o pôr do sol. A tal pedra é bem naquele estilo de tirar foto para matar a mãe do coração, bem na beira, com as pernas para baixo.

Lagunas Altiplanicas

O inicio deste tour é cedo, por volta das 7h. O ônibus passou no hostel para buscar, e fomos em direção ao local onde tomamos o desayuno, que está incluso no pacote. A viagem ate lá é cerca de 1h e meia, então dá pra dormir um pouco. Chegamos ao local, que é como um restaurante muito simples, onde várias agências param para tomar seu café da manhã também, que inclui pão caseiro quentinho (que mais parece uma bolacha maria gigante), manteiga, geléia, ovo mexido, e chá. Não sei se estava com muita fome, mas achei tudo uma delícia. Bem alimentados, partimos para as lagunas. Depois de pagar a entrada do parque, de 3000 pesos (cerca de R$ 15), seguimos até a primeira laguna, a Miscanti.

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Essa é a mais famosa nas fotos do Google, mas quando cheguei achei bem diferente. Claro, ela estava completamente congelada, o que a deixa com o visual bem diferente. Existe uma limitação em torno da laguna e da vegetação que não pode ser ultrapassada, que, segundo o  guia, é passível de multa. Tem um caminho que leva até bem próximo à laguna, mas o Ludwig, nosso guia, nos aconselhou a não descer, pois a subida seria muito difícil devido aos 4200 metros de altitude. Como eu já estava um pouco afetada pela altitude, preferi seguir o conselho dele.

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

De lá, seguimos para a segunda laguna, a Meñiques, que fica do ladinho, mas que ir a pé é impossível, considerando o cansaço que a altitude causa.

Laguna Meñiques | Foto: Bianca Santos

Laguna Meñiques | Foto: Bianca Santos

O que separa essas duas lagunas é a lava de uma erupção do vulcão Meñiques, ocorrida a milhares de anos atrás. Anterior a esta erupção, as duas eram uma só. Não tem como descrever ou mostrar fotos que expressem a beleza incrível desse lugar, por isso digo: vá até lá!

Caminho para Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Caminho para Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

No próximo e último post sobre o Atacama, falarei sobre o Salar de Atacama, Geysers del Tatio e Valle del Arco Iris!

Londres – a primeira impressão

Chegada e imigração

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Eu, Guilherme e a London Eye | Foto: Ligia Marchiore

A chegada em Londres foi surpreendentemente tranquila. Vim do Aeroporto de Dublin para Gatwick. O aeroporto é enorme, mas super bem sinalizado, bem fácil de se locomover. Nos voos de Dublin (bem como de toda a Irlanda, ao que parece) não tem imigração, só fui passando com um bolinho de gente, o cara olhou bem a minha foto, meu visto da Irlanda e me mandou passar! Eu tinha preparado toda a papelada, mas não foi necessário (fiz porque, na Irlanda ninguém deu certeza se teria imigração ou não). Meu visto para a Irlanda é de 90 dias, já fiquei 60 dias lá e quero ficar mais 60 no Reino Unido (entre Inglaterra e Escócia) #comofaz? Não sei, essa semana vou me informar.

Vindo para a cidade

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Van da Easy Bus | Foto: Mariana Sandini

Do aeroporto para a cidade, dá para vir de trem, mas peguei uma van que chama Easy Bus e tem o custo mais baixo (o trem parece que é em torno de £12,00). Comprei a passagem direto pelo site, custou £8,75. O caminho demorou em torno de 1 hora, que passou bem rápido! Na van estava só eu e uma mulher muito simpática… Da onde? Brasil! Ela mora atualmente na Escócia e me deu boas dicas sobre minha próxima parada!

Cartão para transporte

Na primeira ida ao metrô (chamam aqui de tube), em uma máquina, comprei o cartão para transporte, que chama Oyster. Não existe outra opção. Carreguei para 1 semana, pelo valor de £42. A coisa mais cara por aqui é o transporte, porém, com esse crédito posso andar de metrô, trem e ônibus, o que é muito útil por aqui.

Cartão de Transporte | Foto: Mariana Sandini

Cartão de Transporte | Foto: Mariana Sandini

A primeira impressão

Orelhao_com_Big_Ben_no_fundoCom o mochilão, encontrei meu amigo e a namorada que moram na cidade, e já demos umas voltas caminhando pelo centro. Já deu para ver o Big Ben (achavam que era maior, confesso), Palácio de Buckingham, London Eye (aquela roda gigante, enorme), entre outros prédios bonitos, parques e gente, muita gente. Depois de umas boas caminhadas, pegamos o metro e em seguida um bus, viemos para casa e tomamos umas cervejas na beira do rio (o bairro aqui fica na zona 3 – a cidade vai até a zona 6). Encontramos com mais um amigo brasileiro e logo um vizinho londrino cheio de histórias rock’n’roll se juntou para mais umas cevas. Chegando em casa, o lugar é um antigo hospício (parece doido, mas o lugar é bem bacana! Logo mais mostrarei fotos, mas ainda não deu tempo). A primeira impressão foi das melhores!

Deserto do Atacama #1

O deserto do Atacama fica no norte do Chile, e é considerado o mais árido do mundo. Essa aridez toda é algo que, literalmente, você sente na pele logo que chega lá. A boa notícia é que essa lindeza de lugar é tão pertinho que não muda sequer o fuso horário e relação à Brasília! Passei 6 dias por lá, em julho de 2015, e vou contar como foi essa experiência, além de dar algumas dicas valiosas! E a primeira, e talvez mais importante, é: nunca, jamais, fique sem uma garrafa d’água.

O oásis no meio do deserto é a cidadezinha de San Pedro de Atacama, que tem o aeroporto mais próximo cerca de 100 km de distância, na cidade de Calama. É em San Pedro que a maior parte dos turistas se hospeda, o que significa que tem bastante opção de hospedagem, restaurantes, lojinhas e lugares para turistar.

Praça principal de San Pedro de Atacama | Foto: Bianca Santos

Praça principal de San Pedro de Atacama | Foto: Bianca Santos

Como cheguei

Bem simples. Voo de Porto Alegre a Santiago, com escala em SP, e depois de Santiago para Calama. Também é possível ir de ônibus, saindo de Santiago. O terminal fica na estação de metrô Pajaritos, onde tem guichê de várias empresas diferentes, e com valores de passagem diferentes. Mas como essa é uma viagem de 24h, vale dar uma olhada nos ônibus antes de se jogar na passagem mais barata.

Já em Calama, tem várias opções de transfer que levam e buscam na porta do lugar aonde você vai se hospedar, e o valor para ida e volta é de, em média, 20000 pesos chilenos (CLP), que é cerca de R$100,00.

O transfer que eu peguei foi da empresa Transvip, paguei mais barato, 18000 CLP, e eles foram super pontuais. Recomendo.

#ficaadica: se você for de avião de Santiago para Calama, escolha uma poltrona do lado direito. Se, como eu, você pegar o voo das 7h, verá o sol nascendo no deserto. 😉

Hospedagem

Fui extremamente bem recebida no hostel onde fiquei. É um hostel familiar, onde mãe e filha cuidam de tudo. Nancy, a mãe, me recebeu com um café da Costa Rica, que mais parecia um chá, mas que naquele frio me pareceu divino! Me explicou todo o funcionamento do hostel, me falou dos brasileiros que estavam por lá (sempre tem), imprimiu um mapa e mostrou tudo que pudesse ser de meu interesse. Bem diferente das experiências que eu já tive em hostels por ai.

Área comum no hostel | Foto: Bianca Santos

Área comum do hostel | Foto: Bianca Santos

O hostel fica pertinho do que é considerado centro. Como tudo é extremamente perto, não faz diferença. Uma vantagem da localização deste hostel é que ele fica ao lado do estacionamento municipal, onde os tours acabam. Escolhi ele pelo preço, claro, e pela vista que tem para o vulcão Licancabur. A cama é muito confortável, com muitos cobertores, e tem armário para guardar a mala com chave (que cabe uma mala grande de boa). Nancy me deu uma chave de acesso ao quarto e à casa, que fica sempre fechada. O espaço todo é bem grande, com piscina, área comum, cozinha limpa, banheiros limpos. Uma preocupação que eu tinha era em relação ao banho, pois havia lido que alguns lugares limitavam o tempo de banho, não tinham água quente, etc. Nada disso me foi falado. A água esquenta de forma instantânea e não é aquele chuveiro que você tem que brigar com ele para conseguir achar a temperatura certa. Uma coisa bem legal é que eles reciclam tudo que for possível. Tem várias lixeiras específicas, e nada de lixinhos nos quartos, justamente pra inibir as misturanças. A única coisa ruim é que os banheiros ficam na rua. Se acordar de madrugada apertada, melhor permanecer embaixo da coberta! Este amor de lugar é o Hostal Lackuntur, e a diária em um quarto feminino com 4 camas é de R$ 60,00. E se você não curte a ideia de hostel, relaxa, pois em San Pedro tem hotéis chiquetosos e spas.

Alimentação

A maioria dos restaurantes tem o prato do dia, o que sempre é o melhor negócio, já que o valor é mais em conta e é menos demorado para ficar pronto. Como todo lugar turístico, a área central é mais cara para comer, mas tem alguns restaurantes bem baratinhos também. Coisa de R$15,00 o almoço. Lá não tem mercado grande, apenas uns mercadinhos, e os preços são bem salgados. A lata de atum mais barata custa R$6,00. Pensei que fosse caro por ser uma cidadezinha no meio do deserto, mas depois descobri que esse é o padrão chileno de preços. Caro.

O que levar

Estudei muito sobre o Atacama antes de ir, e depois me dei conta de quanta dica furada que eu li internet afora. De ter que levar calçados específicos, calça que vira bermuda, casaco corta vento. Ai gente, não. No tour que eu mais caminhei, havia uma senhora usando salto e sem problema algum. Recomendo ir de salto? Não, mas é só para dizer que não precisa comprar bota de trekking. Única coisa que eu acho importante é que o calçado não escorregue, porque como tem muita areia e pedras, não é difícil resvalar e cair. Quanto à roupa, sempre a mais confortável possível, e se for no inverno, leve casacos e calças que comportem outros casacos e calças por baixo, porque pela manhã e à noite, bem como nos lugares de maior altitude, faz um frio sem explicação. Um bom investimento no quesito roupa é a segunda pele térmica. Comprei blusa e calça na decathlon, por R$100,00, os dois juntos e são de ótima qualidade. Casaco bem quente também é necessário, além de luva, cachecol e touca. Mas o que você já tem, nada de mimimi corta vento, mimimi impermeável.

Algumas das dicas que eu li foram de extrema importância, e devem ser levadas bem a sério.

Hidratante: devido à aridez do lugar, a pele seca MUITO. Tem que se jogar no hidratante mesmo, porque a pele descama horrores. Eu levei um do tipo embalagem econômica, para usar em tudo, corpo, rosto, pé, mão, mas um específico para mão teria sido uma boa, já que não rolou levar a embalagem econômica na bolsa o dia todo. Até poderia, mas eu já era a maluca que tira foto de boneco da caixa de sucrilhos, então achei melhor evitar. Ah, leva hidratante labial também, viu!

Colírio e soro fisiológico: os olhos secam tanto que doem, o nariz seca tanto que sangra. Levei colírio, mas não levei soro, e me arrependi bastante.

Protetor solar: é óbvio, mas o óbvio tem que ser dito. Em frente ao museu tem um “solmaforo”, que indica como esta o sol no dia e como deve ser a proteção, com tempo máximo de exposição ao sol para o seu tipo de pele. Bem legal.

Solmáforo | Foto: Bianca Santos

Solmáforo | Foto: Bianca Santos

Ok, ok. Você não vai até o Atacama pra ficar dando voltas em uma mini cidade de menos de 2000 habitantes né? Então olhe a foto abaixo, e aguarde pelo próximo post! \o/

Vulcão Miñiques | Foto: Bianca Santos

Vulcão Miñiques | Foto: Bianca Santos

Santiago do Chile #2

No post anterior falei em câmbio, transporte, hospedagem e comida. Mas o que fazer em Santiago? Bueno, não sou adepta de guias ou roteiros, então vou apenas listar algumas sugestões.

Bares

A vida noturna de Santiago é agitada. Tem opções todo santo dia. Cheguei em uma segunda-feira, e tinham festas bombando nas boates do bairro. Fiquei hospedada no Bairro Recoleta, e o hostel fica uma quadra da rua mais agitada que tem nas redondezas, a Pio Nono. Tem uma variedade bem grande de bares nessa rua, e as festas fechadas são todas próximas a ela também.

Uma coisa chata que descobri, é que você não pode simplesmente sentar em um bar e pedir uma cerveja. Para beber, você tem que comer. Bizarro. E uma porção pequena de batata frita é quase R$20,00. Outra coisa é que você não pode beber na rua. Passar no mercado, pegar uma ceva no final do dia e ir bebendo pela rua? Nem pensar, é crime. E como tem muito policiamento nas ruas, melhor não arriscar.

O preço da cerveja? R$ 13,00 uma cerveja 600ml, equivalente a uma Brahma no Brasil, e quase temperatura ambiente.

Mas e o vinho? Sorry, gente. Não gosto de vinho.

Tours a pé

Fiz um tour pela parte histórica de Santiago, incluindo Plaza de Armas, Palacio de la Moneda, Cerro Santa Lucia, e arredores, e esse tour é feito por uma empresa chamada Tours4Tips, ou seja, eles sugerem um valor a ser pago ao final, mas você paga o quanto achar justo. E não rola nenhuma pressão para pagar mais ou algo do tipo. Tanto que quando você entrega o dinheiro, eles sequer olham o valor,  apenas colocam no bolso. Você tem a opção de fazer a pé sozinho e sem precisar pagar nada, certo? Sim, mas se você, assim como eu, não é o maior conhecedor da história do Chile, super vale a pena.

Palacio de la Moneda | Foto: Bianca Santos

Palacio de la Moneda | Foto: Bianca Santos

Museu de Belas Artes

Eu tenho a sensibilidade de um rinoceronte para arte, admito, mas algumas áreas desse museu são lindíssimas. No site do museu você pode verificar o que está exposto no mês atual.

Escultura de bronze no Museu de Belas Artes | Foto: Bianca Santos

Museu de Belas Artes | Foto: Bianca Santos

No dia em que visitei, havia uma exposição sobre os chilenos, com fotos de pessoas em sua vida cotidiana, em sua maioria muito pobres. Outra parte da mesma exposição mostrava homens mutilados por conta da guerra. São fotos realmente tocantes.

Museo de la Memoria y los Derechos Humanos

Esse é necessário tempo, pois é enorme. O museu inicia informando sobre as ditaduras militares pelo mundo, e as comissões que vieram posteriormente para tentar desvendar os mistérios de desaparecimentos e tantos absurdos que a ditadura proporcionou. No quadro do Brasil, vejam só, comissão encerrada sem investigações concluídas.

Entre as atrações do museu, está o vídeo do dia do golpe, o áudio de Salvador Allende, presidente na época, falando na rádio pouco antes de morrer, depoimentos de pessoas que tiveram familiares levados de suas casas, de sobreviventes de torturas e de fuzilamentos. Pesado, mas vale a pena.

Junto ao museu dos direitos humanos, na estação Quinta Normal, estão mais alguns museus, como o de arte contemporânea e o de história natural. Para todos estes museus, a entrada é gratuita. O único que você pode pagar (se quiser), é o de arte contemporânea. O valor é de 1000 pesos chilenos para fazer a visita guiada, que deve ser agendada. Mas se quiser apenas visitar o lugar, de boa, entrada free também.

Curiosidade

Apenas para que ilustrar o problema que o Chile tem com cachorros de rua, os chamados quiltros, vou contar uma história curta: um belo dia, eu estava na área de check-in no aeroporto de Santiago, que fica no terceiro andar do prédio, e tinha um cocô de cachorro bem no meio da fila. Fim.

Os cachorros de rua estão em toda a parte. Dizem que os chilenos se importam mais com os cachorros de rua do que com as pessoas. São mais de 200 mil deles no país. Eles são gordos, fofos, muito bem educados e inteligentes. Eles usam roupinhas no inverno, e nos parques existem muitas casinhas e comida para eles. Alguns são castrados, e tem identificação do tipo: “Você pode me levar pra casa”, ou “Não me leve, eu tenho dono”. Em um tour que fiz, a guia explicou como tudo começou. As pessoas saíam para trabalhar e deixavam seus cachorros não castrados na rua, para não deixá-los presos. Irresponsáveis com boas intenções? Bom, o resultado está aí.

Em Valparaiso entrei em um ônibus, e lá estava um cachorro super de boa. Passadas algumas paradas, ele desceu do ônibus e seguiu seu rumo. Uma graça!

Por fim, digo que apesar de não ter sido minha melhor viagem, recomendo a visita para Santiago. Como uma viajante apaixonada, penso que todos os lugares merecem e devem ser visitados, afinal de contas, cada pessoa sente e vive essas experiências de sua forma. A que você acaba de ler foi a minha, e eu espero que a sua seja fantástica! :)

Santiago do Chile #1

Santiago é um jovem senhor que já viveu muito. Passou por fases conturbadas na vida. Foi até pra rua protestar, certa vez, acredite. Mas agora Santiago está naquela fase tranquila, sabe? Quer tudo organizado, limpo, sem zoeira. Santiago é do tipo que usa terno, e nos momentos mais descontraídos usa camisa polo e sapatênis. Cores neutras, sempre. Acho que ele não quer chamar atenção, e está tendo sucesso na empreitada. Ele bebe apenas vinho, e só gosta de um tipo. Nem invente de oferecer outro. Santiago é alguém que passa segurança. Alguém que venceu na vida. Mas Santiago, por  vezes, deixa as pessoas cheias de tédio. Sempre tão correto, que saco! Tenho certeza que Santiago é Allende e não Pinochet. Na minha opinião, Santiago deveria beber cerveja, ir pra praia, usar vermelho. Mas se ele não gosta, não posso obrigar, afinal, ele gosta de ser assim. E tem gente que gosta dele assim também.

Se Santiago não fosse uma cidade, e sim um homem, assim eu o descreveria.

Quando estive no Atacama, conheci umas meninas de Valparaíso. Falei que iria para Santiago, e a reação foi imediata: “Santiago é feia!”. Fala sério, com aquela cordilheira, como vai ser feia? Achei que era recalque.

Estive em Santiago durante o inverno, o que pode ter impactado diretamente na minha visão sobre a cidade. Santiago é fria. E não falo apenas do clima. É uma cidade opaca, sem cor. De forma geral, é uma cidade como qualquer outra, feia até, mas que tem a Cordilheira dos Andes ao fundo. Cordilheira essa que muitos dias não é possível ver muito bem. Apenas um dia o tempo estava aberto, e deu para apreciar a beleza da cordilheira. Lindo demais!

Vista de Santiago em Cerro Santa Lucia | Foto: Bianca Santos

Vista de Santiago no Cerro Santa Lucia | Foto: Bianca Santos

Além do fator inverno, o que atrapalha a vista é a poluição, já que é uma cidade grande, dentro de um “buraco”, e o ar fica ali concentrado. Durante minha estadia, foi inclusive emitido um alerta ambiental, pois devido à falta de chuva, a situação da qualidade do ar piorou. Nesses alertas, são feitos rodízios de carro, e fica proibida a utilização de lareiras a lenha, além de fechar algumas fábricas.

Apesar disso, preciso admitir que Santiago é uma cidade organizada, e que tem coisas bem interessantes para ver e fazer. Agora vou dar uma pincelada em assuntos básicos de interesse de todo (ou quase todo) viajante sobre cidades a conhecer.

Dinheiro

Havia lido em vários blogs que a hospedagem deveria ser paga em moeda forte (dólar, euro, libra…), para ter isenção de imposto. Balela. Levei dólar para a hospedagem, e eles não aceitaram. Apenas pesos chilenos, sem choro. Para mim, foi mais vantajoso trocar a grana lá. Na verdade levei alguns pesos do Brasil, e lá saquei o restante que usaria durante a viagem. Mas o que é importante ressaltar é que mesmo que você vá fazer o câmbio no Chile, deve chegar com moeda local, porque eles não aceitam outra moeda. A Argentina nos deixou mal acostumados nesse quesito.

 Aeroporto

O aeroporto é relativamente perto da área central. Cerca de 20 minutos de carro. Para sair de lá, você pode pegar um ônibus, que custa 1500 CLP (Pesos Chilenos), ou R$7,50, e depois o metrô. Ou pode pegar um transfer (recomendo a Transvip), que custa 7000 pesos, ou R$35,00. E tem táxi, mas é super caro, uns R$100,00.

A área de embarque internacional é enorme e com muitas opções de comida e de compras em geral. O legal, é que além dos restaurantes ultra caros (um Subway carne e queijo por R$25,00, oi?), tem uns mini mercados que vendem sandubas ótimos, com um preço justo.

 Transporte

Andei muito de metrô, que é super organizado, bem sinalizado e fácil se de achar. Existem várias linhas, e essas chegam à maioria (se não todos) os pontos turísticos importantes. O valor depende do horário e do dia da semana, mas em todas as vezes que andei de metrô, o valor era 660 pesos, o que equivale a mais ou menos R $3,30. O metrô funciona das 6h às 23:55. De ônibus você só pode andar se comprar o cartão BIP, pois eles não têm cobrador. Não andei de táxi, mas ouvi alguns relatos de que eles tentam enrolar os turistas. Nada fora do normal nesse mundo, né?

Hospedagem

Essa foi uma dificuldade que tive. Fico sempre em hostel e Santiago não tem muitas opções dentro do que eu normalmente busco, que é ficar por perto do agito, de lugares onde dê para sair a noite a pé. Mas se você não vai sair à noite, ou não se importa em pagar táxi, pode ficar em qualquer canto que seja próximo a uma estação de metrô, que estará bem localizado. Fiquei no Kombi Hostel, onde a diária em quarto feminino (com 6 camas) foi de R$ 40,00. Uma sugestão que dou sempre, é de verificar os comentários de hóspedes no Booking ou TripAdvisor antes de fazer a reserva, aí você consegue medir os prós e contras para tomar a melhor decisão.

Comida

Eles comem muita batata, muita mesmo. E os pratos são normalmente exagerados. Em todos os restaurantes que fui, cobram propina. Aquela gorjeta que você não quer dar, mas já vem junto com o valor total a pagar. Como eu já estava um pouco incomodada com a cidade em geral, não quis ser aquela que discute para não pagar a bendita propina. Quanto aos preços, tem pra todos os bolsos. Achei almoço por R$20,00 e também caí em um de R$40,00, mas tudo super bem servido. Se você for acompanhado, vale dar uma olhada no tamanho do prato antes de pedir, porque alguns dão para duas pessoas comerem de boa. Existem muitos fast foods, e nesses o valor é equivalente ao Brasil, então não vai ter susto no preço.

#ficaadica: Quando for comprar água, compre da marca Vital, porque  as outras têm um gosto horrível, até mesmo as com gás,  que deveriam disfarçar o gosto estranho.

E, afinal de contas, o que tem pra fazer em Santiago? Te conto no próximo post!

Irlanda – Drogheda #forfree

Em um dos meus workawayers dias de folga e resolvi passear pelo centro de Drogheda (região Oeste). Afinal, a cidade fica uns 10 minutos de carro do local em que estou. É o “grande centro” por aqui, mas um dia é o suficiente para conhecer os locais turísticos e dar uma volta nos shoppings (o centro tem uns 3/4 shopping… Então, lá fui eu futricar!).

Peguei uma carona até lá e fiz todo o centro a pé. Usei um guia turístico (disponível gratuitamente no aeroporto), um mapa gratuito com as atrações turísticas do centro, e o Google Maps. Ah! Em muitos lugares do centro tem wireless gratuito e o 3G também funciona bem.

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Mini Produtos na Farmácia | Foto: Mariana Sandini

Comecei pelo shopping Laurence Town, pois eu estava bem na frente dele. De forma geral, não achei o local interessante para compras (até porque esse não é meu objetivo mesmo). Os preços são mais caros do que em Milão. Uma coisa bacana, é que dentro dos shopping vi supermercados, grandes farmácias e lojas com tudo por até 2€ (igual aos 1,99 do Brasil).

Saindo do shopping, dá para ver a St. Peter’s Roman Catholic Church, bem bonita, em estilo gótico, construída em torno de 1800. O Papa João Paulo II também andou por lá em 1979.

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St. Peter’s Roman Catholic Church | Foto: Mariana Sandini

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Sanduba em Drogheda | Foto: Mariana Sandini

Caminhando no centro também é possível passar por supermercados e comprar algo para comer. Comprei um sanduíche bom (não ótimo) por 2,85€. Sentei calmamente na escada da igreja e comi. Uma dica, é sempre andar com guardanapos e água na mochila. Um abridor ou canivete também vai bem, pois eles não tem cerveja gelada nos supermercados. Então, se você quiser beber algo, tem a opção de garrafinhas de vinho por 3€.

De lá, segui para a Highlanes Gallery (St. Laurence Street), na qual se pode entrar gratuitamente e apreciar a exposição que estiver rolando. É bem rápido, pois a galeria não é grande. O bacana, é antigamente o local era uma igreja franciscana, vale conferir!

Na saída da galeria, virando à direita, está o St. Laurence Gate. Uma construção imponente, ponto turístico conhecido na cidade. A construção é do século XIII e está bem preservada. É bem rapidin passar por lá também!

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St. Laurence Gate | Foto: Mariana Sandini

No centro, ainda tem a St. Peter’s Church of Ireland, que é uma igreja Anglicana. Muito bonita por fora (pois estava fechada) e com um bizarro cemitério atrás dela.

Saindo de lá, é possível ir até a torre Magdalene. Bem, esta torre estava no mapa turístico que eu tinha. Mas de verdade, não é muito bonita e está toda cercada por grades. O interessante, é que ela é o que restou de um mosteiro de XIII e nesse local foi assinada a submissão da Irlanda à Inglaterra, no fim do século XIV. Se você estiver com tempo pode passar por lá, mas se não estiver, não vai ser um horror não ter visto.

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St. Peter’s Church of Ireland | Foto: Mariana Sandini

Sem querer acabei passando na frente de uma igreja muito simpática, St. Augustines Church. Além de ser muito bonita (mais bonita que as outras), dentro dela peguei um folder explicando fatos históricos da cidade de 1295 até 1995. Foi bom parar lá, sentar e descansar. O centro não tem áreas verdes ou parques, então parar na igreja foi uma boa opção.

Terminei meu passeio futricando nas lojas, lojinhas e supermercados do shopping Scotch Hall. De lá, caminhei para a rodoviária (que fica no centro também) e voltei para Rossnaree, o local em que estou hospedada e trabalhando.

Ainda, existe um museu no centro, o Droghda Town Trail, mas ele é pago (3,50€ para o museu ou 5,50€ para o museu + visitação na torre que tem lá). Não fui, pois não estava nos meus planos nada pago, além do meu sanduba =)

Droghda é uma cidade pequena, urbana e bonita. Se você passar por essas bandas, vale visitar. Não leva muito tempo. Olhando tudo, com bastante calma, levei 5 horas.

Irlanda, a pior opção de SIM Card

Logo que cheguei no aeroporto de Dublin (terminal 1), fui no local de informações turísticas “Discover Ireland Centre” e me indicaram a loja no aeroporto para comprar um SIM card para meu celular.

O vendedor da loja foi muito simpático, mas me deu apenas uma opção. SIM Card da empresa Three, pelo valor de 25€. Ele disse que no plano era tudo ilimitado e para recarregar custaria 15€. Pois bem… Alguns dias depois entrei no chat da Three e me deram informações diferentes. Que eu teria acesso ilimitado para internet, 3000 minutos para ligar para a mesma operadora, 3000 minutos para ligar dentro da Irlanda nos finais de semana, 3000 mensagens de texto dentro da Irlanda. O resto eu não consegui perguntar, porque um hóspede chegou aqui no B&B em que estou trabalhando (e depois de receber o hóspede eu estava sem paciência para logar novamente no chat).

Ainda no aeroporto, falei que eu iria para o interior e perguntei se funcionaria bem. O vendedor disse que sim, mas na prática a coisa é outra. Fui em cidades como Dublin e Droghda e a internet funcionou bem. Aqui no local em que estou, que é afastado, o 3G praticamente não existe e às vezes meu telefone fica sem linha. Pelo o que conversei com o pessoal aqui, nas regiões mais afastadas a internet é beeem ruim (tanto 3G quanto ADSL). Estou um pouco triste, pois tive uma experiência ótima na Itália com a Wind (mesmo quando eu estava na praia, que era um local pequeno e afastado)

Também baixei o app da Three, no qual nunca consegui logar, pois não reconhece meu número e senha. Já no website, eu consegui logar, mas a informações não são bem claras. Em suma, as informações e sistemas de controle são uma $#@%#.

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PrintScreen Gerenciamento de Conta MyThree

A opção foi a mais adequada para minha necessidade, no momento, pois eu tinha que fazer ligações do aeroporto e não queria vir para um local afastado e desconhecido sem celular com ligações e internet. Mas se você vai para uma cidade urbana, vale pesquisar antes de se atirar na operadora Three. Ou ainda, se não pretende ir para o interior, a Three deve funcionar bem, entretanto, vale lembrar que a Irlanda tem vários locais lindos e afastados.

Irlanda – Chegada no Aeroporto

Vim de Milão até Dublin de avião, e fiz escala na Alemanha (Aeroporto Düsseldorf). Bem, meu drama começou quando desci na Alemanha, e mesmo sendo escala, tive que passar pela imigração. O problema é que tinha uma fila enorme, melhor, gigante! E eu tinha só 10 minutos, pois meu vôo chegou atrasado. Gentilmente um senhor me deu um furo na fila e rapidamente meu passaporte foi carimbado e lá fui eu para o outro vôo.

Guias Turísticos | Foto: Mariana Sandini

Guias Turísticos | Foto: Mariana Sandini

Ao chegar na em Dublin me indicaram a fila da imigração, mas eu estava na fila dos passaportes europeus. Bem, logo que fui para a fila “outros países” era só eu, sem ninguém na frente. Dai a pessoa pensa “Que maravilha, vai ser rápido…”. Que nada! Me perguntaram vááárias coisas e quase que não entrei, mas no fim, deu tudo certo! Descrevi tudo no calor da emoção no Face.

Passando o susto… O aeroporto tem um local com informações turísticas, cheio de guias gratuitos. Não deixe de passar lá e pegar os seus! Além disso, as pessoas que trabalham lá podem ajudar com transporte, estadia e tudo mais o que precisar. Achei ótimo.

Ainda no aeroporto, comprei um cartão SIM para meu celular, custou 25€, e em menos de 2 minutos meu telefone já estava bombando!

Praia Albissola e Villa Gavotti

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Estação de Trem Albissola | Foto: Mariana Sandini

Quando eu estava em Roma recebi o convite/indicação para trabalhar em uma festa particular, com 30 convidados, para um pessoal de 20 e poucos anos, que seria realizada no castelo de uma família. Pensei: “E por que não?”. Lá fui eu, peguei o trem de Milão para Albissola (uma praia perto de Gênova). Recordando: depois de Roma, meu destino foi Milão. A passagem de trem Milão – Albissola custou 20€.

O castelo se chama Villa Gavotti. Chegando lá, fui recebida com um caloroso abraço, pela Nathalie e por sua filha, Elisa. As duas muito queridas. Com a Nathalie eu falava um mix de italiano com espanhol e com a filha italiano e inglês. O combinado foi 3 dias de folga e 3 dias de trabalho full time. Nos meus dias de folga fui para a praia de Albissola, Porto Fino e Santa Margherita.

Praia de Albissola

Bem, o que posso dizer… Nada igual as praias do Brasil (até agora). A areia é preta, com muitas pedras e a praia é dividida em praias privadas e praias públicas.

Para entrar nas praias privadas é necessário pagar em torno de 10€, com isso você tem direito a uma cadeira, guarda-sol e pagar pelas coisas que pedir no bar (obviamente eu fui na praia pública). Tanto nas públicas quanto nas privadas, o espaço é pequeno e as pessoas não costumam caminhar na beira da praia, pois entre um espaço e outro, muitas vezes existem divisões em que não se pode passar.

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Praia Pública de Albissola | Foto: Mariana Sandini

No primeiro dia fui para a praia sozinha, e foi tranquilo dar um mergulho enquanto as minhas coisas ficaram na areia. No segundo dia, conheci um simpático casal italiano e fiquei um pouco com eles.

Villa Gavotti

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Meu Quarto Villa Gavotti | Foto: Mariana Sandini

O local é muito bonito, porém não tanto conservado. Essa coisa de ter um castelo da família parece ser bem trabalhosa! Meu quarto era legal (quando cheguei limpei meu quarto e meu banheiro). Entretanto, meus banhos de princesa foram de água fria nos 3 primeiros dias, mas nos três últimos dias isso foi resolvido.

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Salão Aperitivo Villa Gavotti | Foto: Mariana Sandini

Foi muito legal poder andar por lá e descobrir passagens secretas (que provavelmente eram usadas pelos empregados). Nos 3 dias em que houve a festa, a Nathalie, eu e uma outra moça fizemos o trabalho (tudo já estava limpo e os quartos arrumados). As tarefas eram fazer o café da manhã, aperitivos nos fins de tarde, jantas e arrumar as coisas em geral (lavar muita louça, organizar as mesas, cadeiras e o salão para as jantas).

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Guacamole | Foto: Mariana Sandini

O que eu adorei, é que não sou suuuper cozinheira e chegou uma hora em que a Nathalie disse: “A guacamole é contigo”. Nada como ter 3G e o Google para me ajudar! Fiz com coragem, medo e muita pimenta. Incrivelmente o pessoal adorou! Comeram o que sobrou na vasilha de colher!

Os amigos da Elisa eram muito legais e atenciosos. Inclusive, havia duas meninas que falavam português. Foram dias realmente de muuuito trabalho, algo em torno de 12 horas por dia… O último dia foi bem bacana, pois depois que os convidados foram embora, eu, a Elisa e quatro amigos dela ficamos no jardim tomando uns drinks e dançando um pouco! Foi a hora do descanso.

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Salão Janta Villa Gavotti | Foto: Mariana Sandini

Valeu, pois pude ter a vivencia de passar esses dias no local, conviver com pessoal de várias nacionalidades (alemães, franceses e italianos) e também conhecer as praias de perto. E mesmo com a praia de Albissola não sendo uma maravilha, pegar um sol e tomar um banho de mar é sempre válido!

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