Category: Planejamento

À procura da viagem perfeita (e barata!)

A vida de viajante mão de vaca compreende muita dedicação em relação à pesquisa de preços. Estamos sempre atrás de passagem promocional, aquele hostel baratinho e bem localizado que oferece café da manhã, a cotação mais vantajosas das moedas, o valor da comida e da bebida no local, Enfim, são muitas variáveis até decidir qual vai ser aquele próximo destino mara e que cabe no bolso. Hoje temos uma infinidade de blogs, sites e apps que nos auxiliam nessa busca incessante pela “barateza”, e a ideia desse post é fazer um compilado das ferramentas que eu utilizo para economizar ao máximo.

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Praia de Itacoatiara | Foto: Bianca Santos

Passagem

Existem vários apps e sites que auxiliam na busca por passagens baratas, fazendo o comparativo entre companhias que fazem o mesmo itinerário. Entre os mais conhecidos estão o Melhores Destinos, Kayak, Decolar e Submarino Viagens, além, claro, dos apps e sites próprios de cada companhia aérea.

Melhores Destinos – A vantagem é que com esse app você recebe notificação no celular cada vez que é lançada uma promoção de passagens. Aí se você não tem data específica para viagem, basta ficar de olho no celular e correr pra garantir o valor promocional, porque sempre acaba super rápido! Você não precisa comprar pelo app deles, que direciona para o site viajanet.com, mas pode consultar a companhia que está em promoção e ir direto no site da própria companhia, utilizar milhas, etc. Recomendamos que compre pelo site, se você se sentir confortável, claro, pois os caras fazem um trabalho massa, e ganham uns trocados com cada compra feita através deles e sem que você pague nada a mais.

Decolar e Submarino Viagens – Nestes dois o que rola é uma comparação entre companhias. Informando data inicial e final, ele mostra quais são os valores e horários disponíveis. É ótimo porque você não precisa entrar em cada site de companhia para fazer a pesquisa, e como falei anteriormente, pode usar apenas para consulta e depois ir no site da companhia que escolher. Até porque em ambos existe uma taxa administrativa que você não vai pagar se for direto na companhia aérea. No Decolar você pode cadastrar o destino de preferência e o valor que gostaria de pagar na passagem, e quando rolar uma promoção que esteja nos critérios que você estabeleceu, o app te avisa.

Kayak – A lógica é a mesma: comparação entre companhias aéreas. Resolvi separar este porque é bem popular, mas acho a interface pouco amigável. Prefiro usar os outros sites e apps.

Resumindo, meus favoritos são o Melhores Destinos, que acabo utilizando para viagens de final de semana, com aquelas promoções malucas com passagem de volta por R$ 39,00, sabe? Já para viagens mais planejadas, costumo usar o Decolar para consulta.

Como curiosidade, vou relatar que uma única vez a lógica de passagem mais barata no site da companhia fugiu à regra. Buscando por passagens de Porto Alegre para San Andres, no decolar estava mais barato do que no site da Latam. Tipo diferença de R$ 600,00 ?

Atentem sempre a isso!

Hospedagem

Para hospedagem vai depender do que você procura, e mesmo que já tenha decidido em qual local se hospedar, sugiro sempre procurar pelo nome do local em vários sites/apps de reserva, porque quase sempre existe diferença de valores entre eles.

Os mais utilizados por mim são o Booking, o Airbnb, o Trivago e o hoteis.com. Gente, independente de qual plataforma utilizar, leiam os comentários de quem já se hospedou no local. Isso faz toda a diferença na hora de escolher.

Booking – Tem meio que de tudo. Hotéis, hostels, pousadas, e qualquer coisa que dê para alguém pagar para dormir. A maior utilização dele é para hostel mesmo, e é uma plataforma super confiável. Já utilizei a concorrente hostelworld e quando cheguei ao local a reserva, ela simplesmente não tinha sido repassada para o hostel, e tive que negociar na hora um outro valor.

Airbnb – Aqui pessoas comuns alugam seus espaços, seja um quarto compartilhado ou individual, até um apartamento ou casa inteiros. O pró é a privacidade maior, e estar em um lugar que é a casa de alguém. Para viagens mais longas é massa, pois você se sente um morador local! O contra é que se você está sozinha na estrada, nada melhor que um hostel cheio de gente para conhecer e trocar experiências. Não que isso não seja possível no airbnb, mas é em escala bem menor.

Trivago e hoteis.com – Esses dois fazem o comparativo entre hotéis, aí você escolhe localização, média de valor, tipo de quarto, etc. Para hotéis SEMPRE olhem nos dois sites, porque SEMPRE tem diferença de valores entre os dois.

Câmbio

Bom, para cotar valor de moedas, eu só tenho uma recomendação, o site ou app Melhor Câmbio. Ele mostra o valor da moeda que procura em várias casas de câmbio na cidade que você escolher, e se achar que os valores estão altos, pode fazer uma oferta de um valor mais baixo. Se alguma casa aceitar sua oferta, eles entram em contato para negociar.

Comidas e bebidas

Aí tem algumas opções que eu uso bastante para buscar informações. Os blogs de viagem, claaaaaro, grupos no facebook, que você pode buscar algum específico do destino que deseja, ou então entrar em grupos de mochileiros e pedir dicas. Também tem os fóruns do site mochileiros.com, que o pessoal atualiza com frequência.

Para este tópico é difícil de fazer indicações certeiras, porque vai depender do seu destino e estilo de viagem. Eu leio muito o blog Viaje na Viagem, pois tem muita informação relevante e atual. Mas aí você pode jogar no Google o destino que deseja e ele vai ter dar uma imensidão de blogs com relatos de viagem.

Além de todas essas ferramentas para buscar uma viagem perfeita e barata, a vantagem é que quanto mais você viaja, mais contatos você faz, e aí sempre tem aquela pessoa que você conheceu na América, que mora na Europa, mas já viajou pra Ásia e sabe dar várias dicas massa.

Tem um site muito bacana que da uma média de valores gastos por dia em vários lugares. É o Quanto Custa Viajar. Mas assim, é beeeem por cima mesmo, é bom para ter uma ideia apenas.

Se tiver alguma dica, manda pra gente! Vamos compartilhar conhecimento para que mais e mais gente possa cruzar nossos caminhos nesse mundão aí!

O que muda depois de um mochilão?

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Seft no Condomínio, fa freddo!

Pois é pessoal, mais de um ano se passou e muitas coisas mudaram, outras continuam as mesmas. Depois de 1 ano de mochilão, que terminou em julho de 2016, compartilhado aqui e no Face, já posso dizer algumas coisas que mudaram na minha vida, coisas que assim que a viagem acabou, eram tantos sentimentos, que não dava para expressar muito bem.

Começando pelos nunca da minha vida:

Nunca vou morar fora: dai que no meio da viagem comecei a pensar nas minhas raízes italianas, dai que em determinado momento, eu já estava planejamento morar na Itália por um tempo, sem nem muito bem me dar conta.

Eu nunca vou abrir meu próprio negócio: mais ou menos da mesma forma, as coisas foram acontecendo. Com os voluntariados vi que eu podia fazer tanta coisa diferente (e esse podia tem um sentido muito amplo de poder) e assim, iniciei minha empresa na Itália, para auxiliar as pessoas a fazerem suas cidadanias italianas, com o mesmo carinho e atenção que eu gostaria que tivessem feito a minha.

Eu nunca vou namorar a distância: depois da terceira premissa que se acabou, nunca mais digo nunca. Ahhh o amor é poderoso! Amor que resiste ao mochilão desbravante, não repara muito na distância dos oceanos.

Sem deixar de falar que eu não cozinhava um ovo! Agora, me sinto praticamente uma mamma. Era uma coisa que eu sempre quis saber fazer melhor. Andando daqui, dali, na necessidade, na vontade de querer fazer uma coisa legal para os amigos, acabei metendo tanto a mão na massa, que já tenho várias receitas no bolso!

Além dos grandes amigos que fiz e coisas que aprendi. Aterrissei com o sentimento de que a gente é grande, como um gigante, que pode ir para qualquer lugar do mundo, se comunicar, aprender e compartilhar. O gigante às vezes bambeia, mas sabe que é normal, pois já ocorreu outras vezes, em lugares distantes, onde não dava para entender bem o que as pessoas diziam ou como se comportavam. E sabem o que não mudou? O amor dos velhos amigos e da família. Pois é nômades, as coisas lindas continuam acontecendo a distância, só que de uma forma diferente.

Modelo Carta Convite

Nos posts sobre visto para Reino Unido e Europa (Área de Schengen), informei que se você vai ficar na casa de um amigo ou parente, é necessário apresentar uma carta convite (se te pedirem, é claro).

No meu caso, até agora fiz quando fui para a Bélgica e Holanda. Nestes países, na fronteira, não me perguntaram onde eu ia ficar, por isso não apresentei a bendita. De qualquer forma, como penei para achar um modelo ideal, compartilho o que me parece mais adequado :)

Nos sites de alguns países pedem carta pelo correio, assinada e reconhecida em cartório. Na prática, e no meu caso, carrego um e-mail impresso da pessoa que vai me hospedar e era isso! Claro que, você pode adaptar as informações conforme precisar ou achar melhor. Deve ser feito na língua local, mas aqui coloco o modelo em inglês para facilitar a vida dos viajantes.

17th February, 2016 Amsterdam, Netherlands
(host name)
(full address of the host)
(contact numbers for host)

To Immigration Officer / Consular Officer
To whom it may concern,

I, host name, profession, holder of the ID XXX, residing at (full address), hereby declare to all effects and purposes, that I invite Mariana Sandini, Brazilian, Administrator, holder of Passport XXX and resident at (seu endereço no Brasil) to visit me from 17th February to 5th March. I’m friend, of Mariana Sandini and clarify that Mariana Sandini will stay at my residence during the entire period of his/her time in Amsterdam. Mariana Sandini travels as a tourist and will fund his own trip. If you have any questions please feel free to contact me through my phone number: (host number).

Best Regards,
Host name

Visto para Europa e Área de Schengen

Da mesma forma que para o Reino Unido, não é necessário pedir visto com antecedência, é concedido na fronteira no aeroporto, rodoviária ou porto. O visto para turista é de 90 dias (Acordo de Schengen).

Documentos necessários

– Seguro de saúde no valor mínimo de € 30.000.
– Passagem de volta para o Brasil.
– Comprovante dos locais em que você vai se hospedar (reserva de hostel ou uma carta convite, se for ficar na casa de parente ou amigo).
– Provas de que você tem grana para se manter (cópia do extrato bancário atualizado e prova do limite do cartão de crédito internacional, por exemplo).
– Vínculos com o Brasil (contrato de trabalho, últimos contracheques, vínculo estudantil, etc.).
– Dinheiro vivo, na moeda local, também é recomendado.

Passei pela imigração na Espanha, Itália, Bélgica, Holanda e nunca me pediram para ver nada O.o Só me perguntaram o que eu ia fazer e quanto tempo ia ficar. Na Bélgica foi um pouco bizarro, pois fui de bus de Londres para Gent e simplesmente não rolou imigração, o bus passou batido. Então, outra dica é guardar suas passagens para provar que esteve dentro ou fora de uma região, se necessário.

#ficaadica: o que a imigração não quer é estrangeiro que venha para morar (sem visto apropriado) e/ou trabalhar, mesmo sendo voluntariado.

Acordo de Schengen

Vamos ao que interessa aos mochileiros sobre esse tal acordo ou área! Bem, esse acordo cobre quase toda a Europa. Em suma, os viajantes tem passagem livre entre os países da Europa, sempre precisar mostrar toda a papelada para a imigração. As viagens ocorrem como se a Europa fosse um país único.

Área de Schengen | Fonte: economist.com

Área de Schengen | Fonte: economist.com

Vantagem: depois de entrar no primeiro país do Acordo de Schengen (e dai sim, passar pela fronteira), para qualquer país que a pessoa quiser se mover, não rola imigração. O passe é livre!

Desvantagem: essa passagem livre vale por 90 dias. Quero viajar 6 meses pela Europa, como faz? Em teoria não faz. A regra é: 90 dias dentro, depois 90 dias fora e pode voltar. E se eu não ficar os 90 dias corridos? Em teoria pode voltar quando quiser, passando por nova imigração (daí ganha um novo carimbo para 90 dias de visto). Bem, em teoria, nem a imigração sabe direito como isso funciona (de acordo com relatos de pessoas reais). Então, minha dica é nunca ficar os 90 dias cheios, pois assim a pessoa tem ‘créditos’ para voltar. Lembrando sempre que tudo vai da lua, cara e humor da pessoa da imigração.

Visto para o Reino Unido

Não é necessário pedir visto com antecedência, é concedido na fronteira no aeroporto, rodoviária ou porto.

Mapa Reino Unido | GoogleMaps

Mapa Reino Unido | GoogleMaps

Vamos ao primeiro ponto interessantíssimo! O visto para a Irlanda e Reino Unido é o mesmo. Em teoria, somente a Irlanda do Norte pertence ao Reino Unido, na prática, fui de Dublin para Londres e o visto foi o mesmo. Porém, o visto de turista para a Irlanda é de 90 dias e o visto de turismo para o Reino Unido é de 6 meses. Logo, se você pretende ficar mais de 90 dias na Irlanda, chegue pelo Reino Unido. Se você está mochilando e ainda não sabe para onde o vento vai soprar, e quer ir por essas bandas, também entre pelo Reino Unido!

Documentos necessários

– Seguro de saúde com valor mínimo de € 30.000.
– Passagem de volta para o Brasil.
– Comprovante dos locais em que você vai se hospedar (reserva de hostel ou uma carta convite, se for ficar na casa de parente ou amigo).
– Provas de que você tem grana para se manter (cópia do extrato bancário atualizado e prova do limite do cartão de crédito internacional, por exemplo).
– Vínculos com o Brasil (contrato de trabalho, últimos contracheques, vínculo estudantil, etc.).
– Dinheiro vivo, na moeda local, também é recomendado.

Minha passagem pela fronteira da Irlanda foi um tanto traumática. Perguntaram o que eu estava fazendo ali, onde ia ficar. Quando falei sobre WorkAway (na verdade eles entraram no site do B&B , viram que era bem luxuoso e me perguntaram se eu ia fazer WorkAway), os caras que concedem o visto não gostaram nada. Foi uns 15 minutos em que os dois homens ficaram discutindo “Deixamos ela entrar ou não?”. Por fim, disseram que sim, mas deixaram bem claro que eu não poderia trabalhar (pois informei que meu WorkAway seria de 2 a 3 horas, cuidando do jardim), também mostrei meu extrato do banco e contei a história do meu ano sabático.

Em Londres foi de boa, perguntaram só o que eu ia fazer e quanto tempo ia ficar. Quando entrei na Escócia também foi tranquilo, cheguei pela rodoviária e me perguntaram de forma amigável o que eu faria, então informei que estava indo para Edimburgo para a formatura da minha prima. Perguntaram também se eu tinha minha passagem de volta para o Brasil, mas não pediram para ver.

Você pode ficar até 6 meses no Reino Unido e depois deve ficar 6 meses fora para voltar. Minha dica, é nunca ficar o tempo máximo do visto, pois assim você tem créditos para voltar. Como acontece na Área de Schengen, ninguém sabe muito bem as regras (estou dizendo as pessoas que ficam na fronteira). Então, organização, um pouco de sorte e simpatia, não exagerada, sempre ajuda!

#ficaadica: seja consistente em suas informações, sempre, seja lá o que você for falar. O que eles não querem, é gente ‘roubando’ emprego dos habitantes locais.

Lembrando que tudo isso se aplica para cidadãos brasileiros!

E boa sorte :)

Entrevista: Valerie e sua mochila!

Mochileira de primeira. Pegou carona pela Europa e Brasil, com namorado e cachorro na bagagem! Entrevistei ela antes da minha viagem, para saber algumas dicas do que levar.

Eu que não imaginava que iria visitar ela na Bélgica, onde pegamos carona juntas para visitar o templo Hare Krishna, que fica em um castelo na menor cidade do mundo, Derbuy.

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Eu e Valerie pegando carona na Bélgica

As Mochileiras – O que você carrega na sua mochila?

Valerie – Depende do tipo de viagem. Se você vai acampar, terá que levar sua barraca, saco de dormir e um isolante para usar como colchão. Se você não vai acampar, não precisará destes itens. Porém, um saco de dormir sempre ajuda, mas não é necessário.

As Mochileiras – Aonde você está indo agora?

Valerie – Vou para o Nordeste do Brasil.

As Mochileiras – Então, basicamente, você tem roupas de verão?

Valerie – Sim.

As Mochileiras – Você não carrega nenhuma roupa de inverno?

Valerie – Eu tenho apenas um suéter, uma calça comprida e um casaco para chuva, o que é muito muito importante para quando chove, e também mantém você aquecido. É muito útil, se você tem um bom casaco para chuva protege do vento também.

As Mochileiras – Sobre roupas, quantas peças você carrega?

Valerie – Eu tenho poucas roupas e muitas camisetas, entre 6 e 8 camisetas. Elas não ocupam muito espaço e facilitam a vida. Se você tem 3 blusões, por exemplo, ocupa muito espaço, mas camisetas extras não fazem muita diferença. Claro, se eu estiver indo para a Europa, traria ao menos dois blusões. Pois durante a noite pode fazer frio. Um blusão quente e um médio.

As Mochileiras – E sobre roupas íntimas?

Valerie – Muitas pessoas viajam com pouca roupa íntima, mas eu tenho bastante, pois eu sou preguiçosa para lavar roupas. Eu tenho entre 12 e 15 calcinhas. Sutiãs eu tenho entre 2 e 3, você não precisa mais que isso.

As Mochileiras – E sobre shampoo, sabonete, essa coisas. O que você carrega?

Valerie – Eu viajo apenas com shampoo, pois você pode usar como sabonete. Mas para mim condicionador é muito importante, então eu sempre viajo com condicionador. Eu tenho uma pequena nécessaire de higiene, com shampoo, escova de cabelo, pasta de dente, etc. É bom ter uma à prova d’água, pois se algo vaza, não vai para toda sua mochila. É muito bom.

As Mochileiras – Você carrega pijama? Eu fico na dúvida se devo levar pijama ou uma roupa confortável, que eu possa usar como pijama.

Valerie – O que é bom é levar uma calça confortável, que você possa ficar tranquila, usar por aí e também como pijama se precisar. Então, você não precisa ter calça de abrigo mais pijama. Uma coisa apenas. E camiseta, você usa qualquer uma.

As Mochileiras – Você carrega algo para fazer suas unhas?

Valerie – Você pode levar… Pode levar também uma pequena nécessaire com maquiagem e colocar algo para unhas junto.

As Mochileiras – E sobre meias?

Valerie – Ah sim, indo para Europa meias são muito importantes. Mas, meias são algo que você perde muito rápido. Uma maneira prática é levar a mesma cor, se você perder uma, você ainda pode usar a outra e não precisa comprar novas, como por exemplo, todas da cor preta.

As Mochileiras – E sobre a sua mochila, é 50 litros + 15 litros, certo?

Valerie – Sim, mas eu acabo não usando todo o espaço, pois se você viaja com uma mochila muito pesada, acaba sendo desconfortável. Eu nunca uso os 15 litros extras.

As Mochileiras – E você usa somente a mochila grande? Não usa uma pequena mochila extra?

Valerie – Sim, eu tenho uma espécie de bolsa, que você pode usar quando sai em algum lugar. Eu também tenho um pequeno “saco mochila”, o que é muito bom, ocupa muito pouco espaço e se ficar molhado seca muito rápido.

As Mochileiras – Você leva toalha de banho do tipo grande?

Valerie – Uma toalha é suficiente, levo uma toalha normal. E também uma canga, pois você pode usar como cobertor, no parque, na praia, pode usar onde quiser e não ocupa muito espaço.

As Mochileiras – Sobre sapatos, o que você carrega?

Valerie – Eu tenho um sapato de esporte (estilo botas de trecking), que ocupa bastante espaço, mas enquanto você viaja pode usar eles. São bons para viajar e para caminhar com sua mochila. Eu tenho chinelos, tênis e um par de botas (aquelas botinhas de cano baixo).

As Mochileiras – Acabo na dúvida se levo livros ou o iPad para ler livros…

Valerie – Aconselho levar apenas um livro, assim você pode trocar com as pessoas.

As Mochileiras – Você tem algum conselho para mochileiras?

Valerie – Meu conselho é: não pense que você vai precisar de muita coisa, não carregue muito peso, e se você precisar de algo provavelmente você irá comprar no local. Cuide das suas coisas, não perca suas coisas, isso é importante. Se você for viajar com muito dinheiro, coloque em diversos lugares. Coloque seu cartão de crédito em um lugar separado do seu dinheiro, em caso de roubo, você tem outra opção. Faça cópia do seu passaporte e coloque em outro lugar, assim você pode sempre provar sua identidade. É melhor manter seu passaporte na mochila grande, pois em caso de roubo é mais pesada do que sua bolsa… Provavelmente você não terá nenhum problema, mas se algo acontecer, é sempre chato perder documentos.

:)

 

 

Na Mochila da Mariana

Quando na minha cabeça, psicologicamente, eu estava pronta para o grande mochilão, precisava de algo concreto para que a viagem se tornasse real. Bem, era a hora de materializar a mochila! Pesquisei muito na internet, li tudo o que é coisa, e como já estou nessa viagem faz quase 3 meses, é hora de eu compartilhar minhas decisões sobre a mochila. O bacana é que posso dizer o que deu certo e não tão certo até agora!

A Mochila

Existem dois “tipos” de mochila, a cargueira, que são as do tipo grandonas de mochilão e as de ataque, que são do tamanho de uma mochila normal. Li em vários sites que tem alguns modelos que vem com as duas mochilas “acopladas”. Para mim, isso era perfeito! Só que fui em algumas lojas para experimentar mochilas, e descobri que os modelos de mochila que vem com cargueira e guerrilha juntas são acima de 75 litros (grandes de mais para mim e para qualquer pessoa, na minha opinião).

Sugiro que você vá em várias lojas e experimente vários tipos de mochilas (experimentar mesmo, colocar, mexer nos ajustes, sentir o tamanho). Mesmo que opte por comprar a mochila pela internet.

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Banchee 50 litros | Site North Face

Eu fiz isso e a minha ideia era experimentar fisicamente, escolher a mochila, e depois ver se eu achava um melhor preço na internet. Acabou que minha irmã estava nos EUA e eu achei uma mochila da North Face em promoção por $129.32. Primeiro tentei comprar pelo site da North Face, mas eles só aceitam cartão de crédito americano, então, achei a mesma mochila em promoção em um outro site americano. Assim pude comprar e entregar onde minha irmã estava.

Optei pelo modelo Banchee 50 litros. Para mim, 50 litros é o ideal. Pois o que eu li em vários blogs e faz muito sentido, é que quanto maior a mochila, mais coisa a pessoa vai socando dentro dela. Acabei não experimentando fisicamente, mas ir na lojas pessoalmente (antes de comprar pela internet) me deu uma boa base para saber o que eu queria ou o que eu não queria.

O que foi muito importante: estrutura de ferro para as costas e várias fitas de regulagem. Tiveram 2 ocasiões em que tive que correr com a mochila para não perder o trem na Itália e foi super tranquilo, pois a mochila é bem anatômica.

O que foi bacana: a mochila tem oito bolsos, então, dá pra dividir bem as coisas nela. Mas aqueles bolsinhos da parte que fica do quadril são tão pequenos que acabo não usando (cabe 1 par de meias e olhe lá).

O que realmente faltou: mais aberturas para acesso ao interior da mochila. A minha é tipo um “sacão”, então, fica difícil de usar ela como guarda-roupa. Ao chegar em um lugar, acabo tirando as roupas de dentro. Mas claro, mantenho sempre no fundo as coisas que sei que não vou usar no momento (pois tenho roupas para as quatro estações).

Essencial mas ainda não usei: capa de chuva para mochila. Tem mochilas que já vem com a capa de chuva embutida. Como a minha não tem, comprei uma em uma loja Caça e Pesca por R$30,00. Vale pesquisar o preço, pois achei várias mais caras na internet, e se você tiver tempo, não acho má ideia comprar uma nesses sites bem baratos que trazem coisas da China.

Essencial e muito já usei: levo comigo uma mochila de ataque (pequena) na frente, com meu notebook, cabos, documentos e coisas essenciais. Digamos que é a mochila das coisas preciosas. Levei uma do Brasil que estava velha e se destruiu no primeiro mês da viagem. Então, comprei uma na Decathlon em Milão por €4.

#ficaadica: cores coloridas e chamativas são legais para quem vai pegar carona, pois um carro pode te avistar de longe, evitando assim um acidente.

Dentro da Mochila

Minha ideia era levar roupas para 1 ano, que podem ser usadas nas quatro estações.

Tudo o que foi na mochila | Foto: Mariana Sandini

Tudo o que foi na mochila | Foto: Mariana Sandini

Lista de roupas:

– 9 blusas + 1 vestida:
4 regatas
2 meia manga
1 manga comprida
3 baby looks
– 1 camisa xadrez de manga comprida
– 2 blusões de lã meia estação (um cinza e outro preto)
– 1 casaco de moletom fino cinza
– 1 lenço grande (de um tecido mais grossinho)
– 2 calças jeans
– 1 calça de abrigo preta
– 1 calça saruel preta
– 1 short jeans
– 2 vestidos curtos
– 1 toalha de rosto grande (para ser usada como toalha de banho se precisar)
– 1 casaco de lã preto 7/8, super quentinho e confortável
– 1 touca/boina cinza
– 1 cachecol preto
– 1 par de polainas pretas de lã
– 10 pares de meia (5 curtas e 5 compridas)
– 2 meia calças grossas marrons
– 17 calcinhas
– 3 tops
– 2 parte de baixo de biquíni + 3 partes de cima
– 1 canga
– 1 boné

Levei as roupas que eu gostava bastante e que se combinam entre si. A melhor cor em praticidade foi cinza (pois apesar do preto ter a fama de não sujar, usei uma máquina de lavar roupa que não era muito boa e deixou as minhas roupas pretas com marcas brancas de sabão, ou sei lá do que). No meio do caminho 1 das regatas (que já era velhinha, mas eu adorava) rasgou.

O eu ganhei e comprei na viagem até agora:

– 1 casaco para chuva e corta vento
– 1 casaquinho leve preto
– 1 manguito preto
– 1 baby look azul marinho
– 1 vestitinho florido
– 1 meia calça preta grossa

Todas as roupas foram usadas, exceto as meias calças e as polainas.

O que eu cortaria ou mudaria da lista:

– umas 10 calcinhas está bom
– 1 regata branca poderia ser cortada
– traria apenas 1 biquíni
– 1 vestido curto poderia ser cortado

Sapatos:

– 1 par de tênis
– 1 par de alpargatas pretas (super compactas)
– 1 par de botas azul marinho (do tipo cano baixo e sem salto, é claro)
– 1 chinelo (super comparto)
– 1 sandália branca (super compacta, linda, e que ganhei no meio do caminho S2)

Apenas para lembrar, até agora eu peguei o verão aqui na Europa. Muito calor na Itália e na Irlanda tem dias que faz 8 °C. Para o inverno planejo apenas precisar de sapatos para neve.

#ficaadica: sapatos para neve são caros. Então, você pode comprar uma galocha (bem mais barato) e usar meias quentes, que o efeito é o mesmo.

Produtos de higiene e beleza:

– shampoo
– condicionador
– creme de pentear
– sabonete para o corpo
– sabonete para o rosto
– escova de cabelo
– hidratante para o corpo
– protetor solar para o corpo
– protetor solar para o rosto
– shampoo a seco
– desodorante
– absorventes
– kit unha (sem esmalte e sem acetona)
– escova de dentes
– pasta de dente
– fio dental
– cotonete
– álcool gel pequeno
– gilete
– 2 óculos de grau
– 6 pares de lente de contato descartáveis
– líquido para limpar as lentes
– soro fisiológico para lentes
– kit básico de maquiagem
– chicas de cabelo
– algodão

Otras cosistas:

– linha e agulha
– cadeado
– bloco de notas
– caneta, lápis e borracha
– adaptador universal de tomadas (imprescindível)
– notebook
– carregador para note, celular, e cabos para adaptar HDMI e VGA no Mac

Faltou canivete na minha mochila e um saco de dormir, que serão providenciados ao longo da aventura! Ainda não precisei de repelente, mas para quem quer ser 100% prevenido, vale colocar na lista.

Medicamentos:

– remédio para dor de cabeça (muito útil para quem sofre de ressaca)
– remédio para dor de estômago
– 6 cartelas de anticoncepcional
– antibiótico para infecção urinária (com receita médica)
– antigripal
– pastilha para garganta
– gaze e esparadrapo

Minha mochila pode parecer um pouco exagerada, mas é bastante leve (14Kg) e arrumando tudo de forma compacta, fica em um tamanho legal. Claro que cada um tem suas preferencias… Eu aconselho não trazer mais coisas do que eu trouxe. Se for para fazer algo diferente, talvez trazer menos coisas. O tamanho de 50 litros é muito bom, e principalmente este modelo, vai estufando de acordo com as coisas que se coloca. É um bom tamanho, tanto para férias de 1 mês, quando para mochilão de 1 ano.

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Kit Completo da Mochileira | Foto: Carina Primavesi

#ficaadica: fazer rolinhos nas roupas é a melhor forma para ocupar pouco espaço.

Para quem está pensando em organizar a sua mochi, desejo boa sorte e boas escolhas =)

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