mariana_sandini

Seft no Condomínio, fa freddo!

Pois é pessoal, mais de um ano se passou e muitas coisas mudaram, outras continuam as mesmas. Depois de 1 ano de mochilão, que terminou em julho de 2016, compartilhado aqui e no Face, já posso dizer algumas coisas que mudaram na minha vida, coisas que assim que a viagem acabou, eram tantos sentimentos, que não dava para expressar muito bem.

Começando pelos nunca da minha vida:

Nunca vou morar fora: dai que no meio da viagem comecei a pensar nas minhas raízes italianas, dai que em determinado momento, eu já estava planejamento morar na Itália por um tempo, sem nem muito bem me dar conta.

Eu nunca vou abrir meu próprio negócio: mais ou menos da mesma forma, as coisas foram acontecendo. Com os voluntariados vi que eu podia fazer tanta coisa diferente (e esse podia tem um sentido muito amplo de poder) e assim, iniciei minha empresa na Itália, para auxiliar as pessoas a fazerem suas cidadanias italianas, com o mesmo carinho e atenção que eu gostaria que tivessem feito a minha.

Eu nunca vou namorar a distância: depois da terceira premissa que se acabou, nunca mais digo nunca. Ahhh o amor é poderoso! Amor que resiste ao mochilão desbravante, não repara muito na distância dos oceanos.

Sem deixar de falar que eu não cozinhava um ovo! Agora, me sinto praticamente uma mamma. Era uma coisa que eu sempre quis saber fazer melhor. Andando daqui, dali, na necessidade, na vontade de querer fazer uma coisa legal para os amigos, acabei metendo tanto a mão na massa, que já tenho várias receitas no bolso!

Além dos grandes amigos que fiz e coisas que aprendi. Aterrissei com o sentimento de que a gente é grande, como um gigante, que pode ir para qualquer lugar do mundo, se comunicar, aprender e compartilhar. O gigante às vezes bambeia, mas sabe que é normal, pois já ocorreu outras vezes, em lugares distantes, onde não dava para entender bem o que as pessoas diziam ou como se comportavam. E sabem o que não mudou? O amor dos velhos amigos e da família. Pois é nômades, as coisas lindas continuam acontecendo a distância, só que de uma forma diferente.