Page 2 of 5

Modelo Carta Convite

Nos posts sobre visto para Reino Unido e Europa (Área de Schengen), informei que se você vai ficar na casa de um amigo ou parente, é necessário apresentar uma carta convite (se te pedirem, é claro).

No meu caso, até agora fiz quando fui para a Bélgica e Holanda. Nestes países, na fronteira, não me perguntaram onde eu ia ficar, por isso não apresentei a bendita. De qualquer forma, como penei para achar um modelo ideal, compartilho o que me parece mais adequado :)

Nos sites de alguns países pedem carta pelo correio, assinada e reconhecida em cartório. Na prática, e no meu caso, carrego um e-mail impresso da pessoa que vai me hospedar e era isso! Claro que, você pode adaptar as informações conforme precisar ou achar melhor. Deve ser feito na língua local, mas aqui coloco o modelo em inglês para facilitar a vida dos viajantes.

17th February, 2016 Amsterdam, Netherlands
(host name)
(full address of the host)
(contact numbers for host)

To Immigration Officer / Consular Officer
To whom it may concern,

I, host name, profession, holder of the ID XXX, residing at (full address), hereby declare to all effects and purposes, that I invite Mariana Sandini, Brazilian, Administrator, holder of Passport XXX and resident at (seu endereço no Brasil) to visit me from 17th February to 5th March. I’m friend, of Mariana Sandini and clarify that Mariana Sandini will stay at my residence during the entire period of his/her time in Amsterdam. Mariana Sandini travels as a tourist and will fund his own trip. If you have any questions please feel free to contact me through my phone number: (host number).

Best Regards,
Host name

Visto para Europa e Área de Schengen

Da mesma forma que para o Reino Unido, não é necessário pedir visto com antecedência, é concedido na fronteira no aeroporto, rodoviária ou porto. O visto para turista é de 90 dias (Acordo de Schengen).

Documentos necessários

– Seguro de saúde no valor mínimo de € 30.000.
– Passagem de volta para o Brasil.
– Comprovante dos locais em que você vai se hospedar (reserva de hostel ou uma carta convite, se for ficar na casa de parente ou amigo).
– Provas de que você tem grana para se manter (cópia do extrato bancário atualizado e prova do limite do cartão de crédito internacional, por exemplo).
– Vínculos com o Brasil (contrato de trabalho, últimos contracheques, vínculo estudantil, etc.).
– Dinheiro vivo, na moeda local, também é recomendado.

Passei pela imigração na Espanha, Itália, Bélgica, Holanda e nunca me pediram para ver nada O.o Só me perguntaram o que eu ia fazer e quanto tempo ia ficar. Na Bélgica foi um pouco bizarro, pois fui de bus de Londres para Gent e simplesmente não rolou imigração, o bus passou batido. Então, outra dica é guardar suas passagens para provar que esteve dentro ou fora de uma região, se necessário.

#ficaadica: o que a imigração não quer é estrangeiro que venha para morar (sem visto apropriado) e/ou trabalhar, mesmo sendo voluntariado.

Acordo de Schengen

Vamos ao que interessa aos mochileiros sobre esse tal acordo ou área! Bem, esse acordo cobre quase toda a Europa. Em suma, os viajantes tem passagem livre entre os países da Europa, sempre precisar mostrar toda a papelada para a imigração. As viagens ocorrem como se a Europa fosse um país único.

Área de Schengen | Fonte: economist.com

Área de Schengen | Fonte: economist.com

Vantagem: depois de entrar no primeiro país do Acordo de Schengen (e dai sim, passar pela fronteira), para qualquer país que a pessoa quiser se mover, não rola imigração. O passe é livre!

Desvantagem: essa passagem livre vale por 90 dias. Quero viajar 6 meses pela Europa, como faz? Em teoria não faz. A regra é: 90 dias dentro, depois 90 dias fora e pode voltar. E se eu não ficar os 90 dias corridos? Em teoria pode voltar quando quiser, passando por nova imigração (daí ganha um novo carimbo para 90 dias de visto). Bem, em teoria, nem a imigração sabe direito como isso funciona (de acordo com relatos de pessoas reais). Então, minha dica é nunca ficar os 90 dias cheios, pois assim a pessoa tem ‘créditos’ para voltar. Lembrando sempre que tudo vai da lua, cara e humor da pessoa da imigração.

Visto para o Reino Unido

Não é necessário pedir visto com antecedência, é concedido na fronteira no aeroporto, rodoviária ou porto.

Mapa Reino Unido | GoogleMaps

Mapa Reino Unido | GoogleMaps

Vamos ao primeiro ponto interessantíssimo! O visto para a Irlanda e Reino Unido é o mesmo. Em teoria, somente a Irlanda do Norte pertence ao Reino Unido, na prática, fui de Dublin para Londres e o visto foi o mesmo. Porém, o visto de turista para a Irlanda é de 90 dias e o visto de turismo para o Reino Unido é de 6 meses. Logo, se você pretende ficar mais de 90 dias na Irlanda, chegue pelo Reino Unido. Se você está mochilando e ainda não sabe para onde o vento vai soprar, e quer ir por essas bandas, também entre pelo Reino Unido!

Documentos necessários

– Seguro de saúde com valor mínimo de € 30.000.
– Passagem de volta para o Brasil.
– Comprovante dos locais em que você vai se hospedar (reserva de hostel ou uma carta convite, se for ficar na casa de parente ou amigo).
– Provas de que você tem grana para se manter (cópia do extrato bancário atualizado e prova do limite do cartão de crédito internacional, por exemplo).
– Vínculos com o Brasil (contrato de trabalho, últimos contracheques, vínculo estudantil, etc.).
– Dinheiro vivo, na moeda local, também é recomendado.

Minha passagem pela fronteira da Irlanda foi um tanto traumática. Perguntaram o que eu estava fazendo ali, onde ia ficar. Quando falei sobre WorkAway (na verdade eles entraram no site do B&B , viram que era bem luxuoso e me perguntaram se eu ia fazer WorkAway), os caras que concedem o visto não gostaram nada. Foi uns 15 minutos em que os dois homens ficaram discutindo “Deixamos ela entrar ou não?”. Por fim, disseram que sim, mas deixaram bem claro que eu não poderia trabalhar (pois informei que meu WorkAway seria de 2 a 3 horas, cuidando do jardim), também mostrei meu extrato do banco e contei a história do meu ano sabático.

Em Londres foi de boa, perguntaram só o que eu ia fazer e quanto tempo ia ficar. Quando entrei na Escócia também foi tranquilo, cheguei pela rodoviária e me perguntaram de forma amigável o que eu faria, então informei que estava indo para Edimburgo para a formatura da minha prima. Perguntaram também se eu tinha minha passagem de volta para o Brasil, mas não pediram para ver.

Você pode ficar até 6 meses no Reino Unido e depois deve ficar 6 meses fora para voltar. Minha dica, é nunca ficar o tempo máximo do visto, pois assim você tem créditos para voltar. Como acontece na Área de Schengen, ninguém sabe muito bem as regras (estou dizendo as pessoas que ficam na fronteira). Então, organização, um pouco de sorte e simpatia, não exagerada, sempre ajuda!

#ficaadica: seja consistente em suas informações, sempre, seja lá o que você for falar. O que eles não querem, é gente ‘roubando’ emprego dos habitantes locais.

Lembrando que tudo isso se aplica para cidadãos brasileiros!

E boa sorte :)

WorkAway Bhaktivedanta Manor

Meu primeiro encontro com eles foi casual, em Roma. E de lá para cá, sempre terei um pedacinho do meu coração azul, da mesma cor de Krishna!

templo_marianasandini

Templo Hare Krishna | Foto: Mariana Sandini

Através do WorkAway fiz voluntariado na fazenda Hare Krishna (Bhaktivedanta Manor), na cidade de Watford (pertinho de Londres). Lá tive ótimos momentos, fiz amigos e não saí de lá com respostas, mas sim, com mais perguntas sobre de onde viemos e para onde vamos, faz parte. Muitas vezes mais perguntas ajudam mais do que respostas… Mas bem, vamos ao que interessa. Como é o trabalho voluntário na Bhaktivedanta Manor?

O trabalho é feito 5 dias por semana, os 2 dias de folga o voluntário escolhe. Sobre isso é bem tranquilo, pode ser avisado um ou dois dias antes. Os horários de trabalho são:

09:30: começa o trabalho
12:00 – 12:30: pausa
12:30 – 1:45: trabalho
01:45 – 3:00: pausa para almoço
03:00 – 17:15: trabalho

A escala de horários é bastante interessante, pois faz com que o trabalho fique leve e bem distribuído durante o dia. Além disso, houve dias em que o grupo negociou, por exemplo, não fazer o intervalo da manhã e terminar o trabalho mais cedo. Os chefes são bem flexíveis :)

altar_templo_marianasandini

Altar do Templo | Foto: Mariana Sandini

Há basicamente cinco tipos de tarefas e o voluntário pode escolher o que deseja fazer. Claro, sempre de acordo com os interesses do grupo e do gestor.

Fazenda: o mais divertido e pesado. Na fazenda são cultivadas batatas, espinafre, abóboras e outros vegetais. No verão ajudei a colher, separar e lavar. No inverno a coisa é um pouco mais fedorenta (sim, fedorenta), pois se prepara o solo para a plantação, então uma das tarefas é espalhar esterco pelo campo, além de lavar batatas em dias um pouco frios.

Vista para a fazenda | Foto: Mariana Sandini

Vista para a fazenda | Foto: Mariana Sandini

Limpeza: quem se escalar para essa tarefa, deve limpar a cozinha coletiva dos voluntários, os banheiros e o trailer (meninas limpam o trailer das meninas e meninos o dos meninos).

Loja Hare Krishna: tem uma pequena loja perto do templo, em que são vendidos produtos naturais, entre outras coisas. Neste dia o voluntário deve manter a loja organizada e fazer vendas.

Loja Hare Krishna | Foto: Silvia

Loja Hare Krishna | Foto: Silvia

Venda de legumes: os legumes orgânicos da fazenda são vendidos em uma pequena “venda”, que é montada perto do templo, ao ar livre.

Cozinha: tem muita gente que não gosta de ir para a cozinha, pois basicamente se passa o dia todo descascando e cortando legumes. Poréééém, sempre rola uma conversa com o pessoal do templo, que estão sempre dispostos a explicar um pouco mais sobre o movimento Hare Krishna, o que torna o trabalho muito interessante.

Nestas últimas três tarefas não rola o intervalo da manhã.

Atividades extras (que devem ser feitas nos dias de folga)

Ordenhar vacas: as vacas para os Hare Krishna são especiais e tratadas com muito amor. É possível se voluntariar para ordenhá-las na parte da manhã. Uma coisa curiosa, é que em todo o tempo rola no som o Hare Krishna Mantra, para manter todos (nós e as vacas), no espírito da coisa.

Food for All: de segunda à sexta é possível ir com esta van, que distribui almoço gratuito na universidade de Londres e em diversos outros pontos. Estudantes, mendigos, gente de terno, e quem mais quiser saborear a deliciosa comida indiana são sempre bem vindos.

Lavar louça: é possível se candidatar para lavar louça na cozinha do templo e receber algo por isso. Dura de 4 a 5 horas, de MUITO trabalho, nas no fim do turno ₤25 compensadores. O trabalho é pesado, mas o clima da cozinha é leve e divertido.

Os voluntários tem alimentos para preparar o café da manhã na cozinha coletiva da fazenda, mas também, tem a opção de se tomar café da manhã no templo.

Café da manhã no templo | Foto: Mariana Sandini

Café da manhã no templo | Foto: Mariana Sandini

Almoço e janta são sempre no templo, com deliciosa comida indiana e vegetariana.

Outras coisas legais de lá, é que nos dias de folga dá para pegar uma carona para o centro de Londres com o pessoal do Food for All (assim não se gasta com metrô). E todos os sábados de noite, sai uma van do templo para cantar o Hare Krishna Mantra no centro de Londres (super divertido, para nós brasileiros, quase um carnaval, quaaase).

Brincando de sari | Foto: Sara Giancaterino

Brincando de sari | Foto: Sara Giancaterino

Além disso, é possível ir ao templo pelas manhãs e noite, para saber mais desta cultura tão diversa da nossa. O pessoal é sempre muito atencioso e lembro que frequentar o templo é uma opção do voluntário, jamais uma obrigação.

Fumar e beber não são permitidos na fazenda, mas fora do portão pode.

Digo certamente, que foi um dos melhores locais em que já fiz voluntariado. Se você é curioso sobre outras culturas e trabalho no campo, totalmente recomendo!

“Hare Krishna Hare Krishna
Krishna Krishna Hare Hare
Hare Rama Hare Rama
Rama Rama Hare Hare”
(Hare Krishna Mantra)

Quanto custa Amsterdam?

Amsterdam é cheia de coisa bonita para ver. Com vários canais, chamam de a “Pequena Veneza”. Tem café, muita gente nova, e muito, muito turista. O que deixa a cidade com um ar leve e descontraído. E dá para ter uma noção de quanto se gasta para curtir essa vibe? Sim, e aguarde pelo preço do banheiro!

amsterdam_predio_torto_marianasandini

Prédios de Amstedam | Foto: Mariana Sandini

Como fiquei hospedada na casa da minha prima, pude ver a vida cotidiana e turística da cidade. Então, ai vai uma ideia geral de valores, pois dependendo do que você fizer, pode curtir um dia com €5 ou então gastar €30 facinho, sem nem fazer muita coisa.

Transporte

É uma cidade para se caminhar ou andar de bicicleta. Em todo o caso, se quiser pegar o tram (aqueles trenzinhos que andam pelo meio da cidade), o valor é de €2,80 (e o bilhete pode ser usado dentro de 1 hora). Já o metrô, para vir do aeroporto aonde eu estava (1 parada), custou €3,83.

Supermercado

Sobre comidas, por exemplo, uma pizza congelada custa €2,89, hummus €2,00, cacho de banana €1,69 e 8 maçãs €2,60. Tem iogurte por €1, muffin e bolinhos deliciosos entre €1 e €3, além de diversas opções de comidas prontas no super. Vai passear pela cidade? Passa no super antes que está valendo!

Tem cerveja de tudo o que é preço, mas vou dizer que tem cerveja normal por €0,60 e cerveja muito boa, Belga, por €1,30.

cerveja_nao_tao_barata

Cervejas não tão baratas | Foto: Mariana Sandini

No quesito necessidade feminina, informo que um pacote de absorvente custa €1,79.

E de quebra, nos supermercados Albert Heijn, você pode fazer suas compras saboreando um delicioso cafezinho :)

cafe_no_super_carinaprimavesi

Em toda ida ao super, um cafezinho | Foto: Carina Primavesi

Comer e beber fora

Bem, eu estou sempre por dentro do preço do café, pois nada como dar uma pausa e tomar um cafezinho (quando não rola no supermercado…) para aproveitar a vida! Bem, no centro, na Rua Leidsestraat, o café longo custa €2,00, cappuccino €2,50 e um inocente muffin pode custar €3,50. Tem também um churros que eles vendem aqui, mas nada comparado ao churros do Brasil, o preço também não compensa, a guloseima estranha custa €6 na mesma Leidsestraat.

Um pint pode custar €6, esse foi o preço que eu paguei na Rambrandtplein (bairro famoso cheio de barzinhos). Um prato de tortilla €6,80. Se você for comer “comida” em um Pub, vai ser um pouco caro (um prato é em média €12), mas sempre tem opção de pizza, batata frita e outras coisas “saudáveis” por um preço mais acessível.

Banheiro

Pois é, eis aqui o tópico do banheiro! Por aqui os banheiros são privados :O Para usar geralmente é cobrado €1 (sim, €1, podem acreditar). Dependendo, vale a pena investir em um café e usar o banheiro o.O Já que né… Ou então, ir no Burger King mesmo.

Experiência extra: corte de cabelo

depois_do_cabeleireiro

Sai do salão assim | Foto: Mariana Sandini

Procurei um corte de cabelo e encontrei vários cabeleireiros que pareciam ser super legais no caminho para o centro. Porém, o valor do corte era, em média, €50. Daíííí, encontrei no Groupon um por €19,99. Marquei, fui e ficou uma caca. Então, só o que posso recomendar é: Amsterdam não é o local mais indicado para ir ao cabeleireiro, de acordo com a minha experiência!

Apple Crumble

Minha rainha suprema, a delícia das delícias! Para quem gosta de torta de maçã, essa é uma receita tão fácil quanto deliciosa.

crumble_servido_no_prato_marianasandini

Aplle Crumble Quentinho no Prato | Foto: Mariana Sandini

Ingredientes:

– 4 maçãs grandes
– 2 canecas de farinha
– ½ de caneca de açúcar
– 1 caneca de aveia
– 125 g de manteiga
– canela a gosto


Modo de preparo:

– Corte as maçãs em “meia lua”. Uns 6 pedaços de cada maçã (pode deixar com a casca se quiser)
– Coloque as maçãs em uma forma média (devem tapar todo o fundo da forma)

macas_forma_marianasandini

Maças em Forma Média | Foto: Mariana Sandini

– Para preparar o crumble, é só misturar a farinha, açúcar, aveia e canela a gosto. Depois, colocar a manteiga em pedaços. Vá misturando com a mão (amassando com os dedos) até virar tipo uma farofinha
– Coloque o crumble (essa farofinha) por cima das maçãs, tapando tudo

crumble_montado_marianasandini

Exemplo do Crumble Pronto | Foto: Mariana Sandini

– Pronto, agora é só colocar no forno!

crumble_pronto_marianasandini

A Queridinha Pronta e Deliciosa | Foto: Mariana Sandini

Tempo de cozimento: 1 hora no forno, 180 graus.

Fish Pie (Torta de Peixe)

Minha queridinha na Escócia. Testei em restaurantes e as congeladas de supermercado, mas como dizem por lá, cada uma tem a sua! Repasso a receita da minha e espero que gostem tanto quanto eu. Lembrando sempre, que as receitas sempre podem (e devem) ser adaptadas ao gosto do freguês ou ao que tiver na geladeira mesmo.

Ingredientes:

fish_pie_carina_primavesi

Molho Branco | Foto: Carina Primavesi

– 1 Kg de batata
– 600 g de peixe
(pode ser o que você tiver ou gostar.
Peixe defumado e camarão também vão bem)
– 75 g de manteiga
– 75 g de farinha
– 500 ml de leite
– 1 cenoura grande
– 3 aipos
– 1 cebolinha
– ½ lata de ervilha
– Queijo a gosto
– Sal a gosto
– Pimenta a gosto (recomendo pimenta do reino)

Modo de preparo:

fish_pie_pronta_marianasandini

Fish Pie Pronta | Foto: Mariana Sandini

– Coloque as batatas sem casca para cozinhar até ficar bem mole (para fazer purê)
– Coloque os peixes em uma panela antiaderente, com um pouco de sal para cozinhar
– Em outra panela coloque primeiro a manteiga, depois que derreter a farinha (aos poucos e sempre mexendo, sem parar). Depois que virar um creme adicionar o leite (também aos poucos e sem parar). Isso vai virar molho branco (óóóóó)
– Depois, coloque a ervilha, cenoura e aipo (picados) no molho branco, mexa um pouco, adicione queijo a gosto, sal, pimenta e o peixe
– Quando a batata já estiver cozida, amasse e coloque manteiga + leite (em quantidade extra a dos ingredientes, pois cada um deve fazer seu purê do jeito que gosta). Uma dica é misturar queijo parmesão ralado, os italianos fazem muito e fica uma delícia!
– Para finalizar, coloque em uma forma média o molho branco com tudo mais e depois o purê de batata por cima
– Em cima de tuuuudo, pode ser colocado queijo ralado + a cebolinha

Tempo de cozimento: de 30 a 40 minutos no forno, 200 graus.
Serve de 3 a 4 pessoas.

Entrevista: Valerie e sua mochila!

Mochileira de primeira. Pegou carona pela Europa e Brasil, com namorado e cachorro na bagagem! Entrevistei ela antes da minha viagem, para saber algumas dicas do que levar.

Eu que não imaginava que iria visitar ela na Bélgica, onde pegamos carona juntas para visitar o templo Hare Krishna, que fica em um castelo na menor cidade do mundo, Derbuy.

eu_e_valerie_carona_belgica

Eu e Valerie pegando carona na Bélgica

As Mochileiras – O que você carrega na sua mochila?

Valerie – Depende do tipo de viagem. Se você vai acampar, terá que levar sua barraca, saco de dormir e um isolante para usar como colchão. Se você não vai acampar, não precisará destes itens. Porém, um saco de dormir sempre ajuda, mas não é necessário.

As Mochileiras – Aonde você está indo agora?

Valerie – Vou para o Nordeste do Brasil.

As Mochileiras – Então, basicamente, você tem roupas de verão?

Valerie – Sim.

As Mochileiras – Você não carrega nenhuma roupa de inverno?

Valerie – Eu tenho apenas um suéter, uma calça comprida e um casaco para chuva, o que é muito muito importante para quando chove, e também mantém você aquecido. É muito útil, se você tem um bom casaco para chuva protege do vento também.

As Mochileiras – Sobre roupas, quantas peças você carrega?

Valerie – Eu tenho poucas roupas e muitas camisetas, entre 6 e 8 camisetas. Elas não ocupam muito espaço e facilitam a vida. Se você tem 3 blusões, por exemplo, ocupa muito espaço, mas camisetas extras não fazem muita diferença. Claro, se eu estiver indo para a Europa, traria ao menos dois blusões. Pois durante a noite pode fazer frio. Um blusão quente e um médio.

As Mochileiras – E sobre roupas íntimas?

Valerie – Muitas pessoas viajam com pouca roupa íntima, mas eu tenho bastante, pois eu sou preguiçosa para lavar roupas. Eu tenho entre 12 e 15 calcinhas. Sutiãs eu tenho entre 2 e 3, você não precisa mais que isso.

As Mochileiras – E sobre shampoo, sabonete, essa coisas. O que você carrega?

Valerie – Eu viajo apenas com shampoo, pois você pode usar como sabonete. Mas para mim condicionador é muito importante, então eu sempre viajo com condicionador. Eu tenho uma pequena nécessaire de higiene, com shampoo, escova de cabelo, pasta de dente, etc. É bom ter uma à prova d’água, pois se algo vaza, não vai para toda sua mochila. É muito bom.

As Mochileiras – Você carrega pijama? Eu fico na dúvida se devo levar pijama ou uma roupa confortável, que eu possa usar como pijama.

Valerie – O que é bom é levar uma calça confortável, que você possa ficar tranquila, usar por aí e também como pijama se precisar. Então, você não precisa ter calça de abrigo mais pijama. Uma coisa apenas. E camiseta, você usa qualquer uma.

As Mochileiras – Você carrega algo para fazer suas unhas?

Valerie – Você pode levar… Pode levar também uma pequena nécessaire com maquiagem e colocar algo para unhas junto.

As Mochileiras – E sobre meias?

Valerie – Ah sim, indo para Europa meias são muito importantes. Mas, meias são algo que você perde muito rápido. Uma maneira prática é levar a mesma cor, se você perder uma, você ainda pode usar a outra e não precisa comprar novas, como por exemplo, todas da cor preta.

As Mochileiras – E sobre a sua mochila, é 50 litros + 15 litros, certo?

Valerie – Sim, mas eu acabo não usando todo o espaço, pois se você viaja com uma mochila muito pesada, acaba sendo desconfortável. Eu nunca uso os 15 litros extras.

As Mochileiras – E você usa somente a mochila grande? Não usa uma pequena mochila extra?

Valerie – Sim, eu tenho uma espécie de bolsa, que você pode usar quando sai em algum lugar. Eu também tenho um pequeno “saco mochila”, o que é muito bom, ocupa muito pouco espaço e se ficar molhado seca muito rápido.

As Mochileiras – Você leva toalha de banho do tipo grande?

Valerie – Uma toalha é suficiente, levo uma toalha normal. E também uma canga, pois você pode usar como cobertor, no parque, na praia, pode usar onde quiser e não ocupa muito espaço.

As Mochileiras – Sobre sapatos, o que você carrega?

Valerie – Eu tenho um sapato de esporte (estilo botas de trecking), que ocupa bastante espaço, mas enquanto você viaja pode usar eles. São bons para viajar e para caminhar com sua mochila. Eu tenho chinelos, tênis e um par de botas (aquelas botinhas de cano baixo).

As Mochileiras – Acabo na dúvida se levo livros ou o iPad para ler livros…

Valerie – Aconselho levar apenas um livro, assim você pode trocar com as pessoas.

As Mochileiras – Você tem algum conselho para mochileiras?

Valerie – Meu conselho é: não pense que você vai precisar de muita coisa, não carregue muito peso, e se você precisar de algo provavelmente você irá comprar no local. Cuide das suas coisas, não perca suas coisas, isso é importante. Se você for viajar com muito dinheiro, coloque em diversos lugares. Coloque seu cartão de crédito em um lugar separado do seu dinheiro, em caso de roubo, você tem outra opção. Faça cópia do seu passaporte e coloque em outro lugar, assim você pode sempre provar sua identidade. É melhor manter seu passaporte na mochila grande, pois em caso de roubo é mais pesada do que sua bolsa… Provavelmente você não terá nenhum problema, mas se algo acontecer, é sempre chato perder documentos.

:)

 

 

WorkAway em Oxton, Escócia

Cheguei na vila de Oxton (Escócia), dia 07 de janeiro e depois de quase 5 semanas me despeço deste local, cheia de novas experiências. Eu chamaria de sítio; com a casa dos donos, seus dois filhos, um atelier de cerâmica e bichos, muitos bichos, estilo um mini zôo.

amanhecer_marianasandini

Amanhecer em Oxton | Foto: Mariana Sandini

O trabalho é feito de segunda a sexta e os finais de semana são de folga. Foi a primeira experiência deles com voluntária no inverno. Bem, e em tão tão inverno, a minha também!

trailer_oxton_marianasandini

Minha casa trailer | Foto: Mariana Sandini

Fiquei hospedada em um trailer. Aconchegante, com cama confortável, sala de estar e cozinha. Claro, tudo integrado em uns 6×3 :) Um pouco inconveniente, é que o banheiro era na casa, o que era uma pequena mão, mas nada que fizesse o local ruim. Às vezes, um pouco friozin, mas nada que um belo chá e cobertores fofos e quentes não fizessem passar. Café da manhã, refeições aos finais de semana, jantas segunda e terça eram no trailer, e eu tinha toda a liberdade de fazer lista com as comidas que eu queria/gostava. Nos outros dias, com os chefes.

alimentando_emas_stuartmiles

Alimentando as emas | Foto: Stuart Miles

O trabalho era das 09:30 às 15:30. Alguns dias eu começava um pouco mais tarde e outros terminava um pouco mais tarde. Bem tranquilo.

Eu tinha uma certa rotina e algumas tarefas planejadas durante o dia, pois tudo também dependia do humor do tempo. Alguns dias fiz babysitting, ficando um pouco (uns 30 minutos quando foi de dia e em uma noite 2 horas, nada pago) com o bebê de 1 ano ou com o bebê + o irmão de 5 anos. Uns fofos.

Mas fazendo chuva ou sol, os animais tem que ser alimentados todos os dias! Uma experiência muito legal. Aqui eles tem dois tipos de emas, ovelhas, cisnes pretos, patos, gansos, galinhas, wallabies e outros pássaros, muitos pássaros, nunca vi tantos na minha vida!

trabalho_cerca_marianasandini

Dir. o trabalho na cerca | Foto: Mariana Sandini

A outra grande tarefa era reforçar a cerca da propriedade com um arame tipo de galinheiro, para evitar a entrada de raposas. Primeira parte: carregar por ai os rolos de arame de uns 20kg, depois, abrir os rolos na extensão da cerca. Segunda parte: prender todo o arame com mais um pedaço de arame. Terceira e última: cobrir o novo arame e o buraco embaixo dele com terra. Não sei exatamente o tamanho do local, mas parecia que não ia terminar nunca hehehe Bem, a terceira parte ficou para depois, mas o avanço já foi imenso.

Nos dias de muita chuva (porque com pouca chuva era lá fora mesmo), cortei algumas imagens em papel transfer para o atelier de cerâmica e fiz isolamento em uma janela nova (tipo colocar silicone para acabamento, mas com um material um pouco mais sólido, ao redor da janela e nas outras frestas).

lago_passaros_marianasandini

Meu quintal | Foto: Mariana Sandini

Uma coisa bacana, é que pude fazer aulas de cerâmica nas segundas-feiras. A coisa não tão bacana, é que minha jarra de biscoitos ficou bizarra e não tive tempo de terminar. De qualquer forma, foi uma experiência válida e inclusa no pacote WorkAway #forfree

alimentando_passaros_stuartmiles

Eu alimentando alguns dos pássaros | Foto: Stuart Miles

Gostei de trabalhar neste local. Aprendi muitas coisas sobre pássaros e tive o contato mais próximo da minha vida com diversos animais maravilhosos. Além de reforçar que a vida no meio rural é árdua (principalmente no inverno), nunca tira férias e pode ter lama, muita lama. Mas isso tudo vale quando a gente fica bem pertinho dos bichos, parece até que rola um diálogo (bem, acho que rola mesmo).

Pêssego à Piamontese

É uma receita peculiar e típica da região de Gênova. Aprendi na festa da Villa Gavotti.

pessego_a_piamenteza_albissola

Pêssegos à Piamontese | Foto: Mariana Sandini

Ingredientes:

– 8 pêssegos
– 1 pacote de biscoito amaretti
– 200g de manteiga
– 2 xícaras de açúcar

Modo de preparo:

– Cortar os pêssegos ao meio
– Tirar a semente
– Cavoucar um pouco  tirando a polpa
– Triturar os biscoitos (uso do mixer aconselhável)
– Misturar a polpa + amaretti + 1/3 da manteiga
– Colocar o recheio dentro dos pêssegos
– Em uma frigideira, colocar o restante da manteiga para derreter + açúcar, até dourar
– Colocar os pêssegos por 30 minutos na frigideira coberta (virados para cima), em fogo médio

Você pode dividir a receita em 2 partes se sua frigideira não comportar todos os pêssegos.
Pode ser servido quente ou gelado. Com sorvete de creme fica uma delícia!

« Older posts Newer posts »

© 2019

Theme by Anders NorenUp ↑