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Guacamole

Na primeira vez que fiz foi um sucesso! Os temperos foram indicados pela minha anfitriã na Villa Gavotti. Um mexicano provou e gostou, mas disse que no México não usam tanto limão. Eu pessoalmente, gosto com bastante limão.

Ingredientes:

– 2 abacates
– 2 tomates
– 2 cebolas
– 1 dentes de alho
– 3 limões
– Pimentas a gosto (tabasco, dedo de moça, pimenta preta, pimenta do reino, a que você tiver)
– Sal a gosto

Modo de preparo:

guacamole_marianasandini

Guacamole Pronta | Foto: Mariana Sandini

– Amasse os abacates, mas não muito
– Tire as sementes do tomate (com uma colher) e corte em pedaços bem pequenos
– Corte as cebolas em pedaços bem pequenos também (viva o mixer!)
– Faça o mesmo com o alho
– Misture tudo com um garfo
– Adicione as pimentas, o sal e o suco dos limões (prove e veja se está do seu gosto)
– Você pode servir com Doritos, preferencialmente sem sabor 😉

 

Serve de entrada para umas 4 pessoas.
Se você tiver um pouco mais ou um pouco menos dos ingredientes, não tem problema, fica sempre bom!

Homus + Cenoura

Receitas pelo Mundo! 

Eu nunca fui uma excelente cozinheira, mas sempre tive vontade de aprender mais. Viajando a pessoa acaba tendo que cozinhar, e muitas vezes, é recebida a prazerosa tarefa de cozinhar para os outros. Bem, aqui colocarei as receitas que aprendi, fiz e aprovei!

Homus com cenoura foi uma das primeiras receitas (se é que podemos chamar exatamente de receita) que aprendi nessa viagem. O sabor é incrivelmente maravilhoso.

Ingredientes:

– Homus (vende pronto no supermercado)
– Cenoura crua

Modo de preparo:

– Lave bem as cenouras, não tire a casca (só se você quiser)
– Corte as pontinhas da cenoura
– Depois, corte em tiras (2 ou 4 partes)
– Abra o potinho de homus
– Sirva junto com a cenoura para o pessoal degustar tipo palitinho 😉

Ed. especial na fazenda | Foto: Mariana Sandini

Ed. especial na fazenda | Foto: Mariana Sandini

Deserto do Atacama #3

E chegamos ao último post desta série sobre o deserto do Atacama! Vamos direto ao que interessa?

Salar de Atacama

O Salar do Atacama é visitado no mesmo tour que leva às Lagunas Altiplanicas. No meio do salar encontra-se a Laguna Chaxa, onde tem uns flamingos muito mimosos. Esse não é aquele salar dos sonhos, branquinho como o Uyuni, na Bolívia. Devido às cordilheiras, o sal não é “filtrado”, por isso a cor na maior parte do salar é um cinza claro. Pelo que o guia contou, rola uma espécie de disputa entre o Salar de Atacama e o Uyuni. Isso porque o lado boliviano é mais bonito, mais visitado, mas em contrapartida, os chilenos dizem que o Salar de Atacama tem mais lítio que o dos vizinhos. A altitude nesse ponto é de boas. Uns 2300 metrinhos “apenas”.

Salar de Atacama | Foto: Bianca Santos

Salar de Atacama | Foto: Bianca Santos

 Geiser del tatio

Esse é o tour mais difícil. Acordar as 4:30h da manhã, com a temperatura “amena” de cerca de 2ºC, partir para uma viagem que vai te levar a 4800m de altitude e uma temperatura de -12ºC, 12 negativos!!! Quem vai, quem vai?

O ônibus possui calefação, obviamente, e ainda assim chegamos lá com gelo por dentro dos vidros. Chegamos ao campo geotérmico e tomamos desayuno dentro do ônibus, porque ninguém quis montar mesinha bonita na rua naquela friaca. A nossa guia nos pediu uns minutos para nos passar algumas informações e nos mostrar alguns dos gêiseres. Ela nos explicou como eles se formam, e nos mostrou ao fundo o vulcão que é o que “manda na porra toda”, já que é o responsável pelo calor que esquenta a água. Ao lado do vulcão, e possível ver o perfil de um homem, e a lenda então, é de que os gêiseres são o choro deste homem. El tatio significa “o avô que chora”. Dentre os 3 tipos de gêiser que ela nos mostrou, o que mais gostei foi um gêiser cíclico. Ele “entra em erupção” a cada 1 minuto mais ou menos, e a atividade dele dura uns 15 segundos. Em torno dele tem uma limitação, pois não se sabe exatamente o volume de água que ele vai expelir a cada atividade. Fiz um vídeo para vocês verem. Nos outros, se vê fumaça basicamente, ou fumarola, como eles dizem. Diferente do que se vê em sites por ai, a guia explicou que a atividade dos bonitos dura o dia todo, a diferença é a intensidade. Quanto mais frio, mais forte a atividade.

A parada seguinte é na piscina que é abastecida por água dos gêiseres. A essa altura o sol já havia aparecido, então já deveria estar uns… 5 graus negativos. Ainda não rola piscina. O espaço é muito bonito, possui estrutura para trocar de roupa, mas ainda assim encoraja poucos. Eu coloquei a mão na água, estava bem quentinha mesmo. Atrás da estrutura estão uns gêiseres maiores, mas não consegui ir até eles, pois a altitude me pegou de jeito neste passeio. Não é fácil respirar a 4800 metros de altitude.

Piscina de água dos gêiseres | Foto: Bianca Santos

Piscina de água dos gêiseres | Foto: Bianca Santos

Saímos do parque geotérmico e fomos a caminho do povoado de Machuca. No caminho, passamos pelo rio Putana, um rio lindíssimo, que estava totalmente congelado. De lá, avistamos o vulcão de mesmo nome. Este é um vulcão ativo, que dá pra ver até a fumaça saindo dele. Da beira do rio avistamos também a fumaça dos gêiseres da Bolívia, que fica a apenas 7km de lá.

Rio e vulcão Putana | Foto: Bianca Santos

Rio e vulcão Putana | Foto: Bianca Santos

No povoado de Machuca tem umas 3 ou 4 casas, e vivem, ao todo, cerca de 12 pessoas. É um povoado indígena, e vivem do turismo local. Não há muito o que ver lá, há apenas uma igreja em cima de um cume, que também não consegui ir devido ao problema com a altitude, e o espetinho de lhamo, que custa nada menos do que 2500 pesos chilenos, ou R$ 12,00. Não comi porque não tive coragem, admito. Sim, como carne, mas não como lhama. Aliás, a curiosidade fica por conta de que é carne de lhamO. Eles não comem a fêmea, só o macho.

 

Valle del Arcoiris

Este foi um passeio surpreendente e bizarro ao mesmo tempo. Havia agendado para um dia, mas me pediram para trocar para outro, pois naquele dia APENAS EU tinha escolhido visitar o local, então não valeria a pena. Beleza. Chega o dia, lota a van, mas cadê o guia? O guia é o motorista. Ou o motorista é o guia. Um senhor muito atencioso e que sabe muito, mas que não consegue dar a devida atenção, tirar dúvidas e ir explicando as coisas no caminho, como ocorreu nos outros tours. E com a estrada cheia de curvas, ninguém quer tirar a atenção do motorista/guia pra fazer perguntas, né.

Valle del Arco Iris | Foto: Bianca Santos

Valle del Arco Iris | Foto: Bianca Santos

Chegamos ao vale, ele nos deixou na parte mais alta, explicou um pouco sobre a formação e composição das rochas, e desceu com a van para nos esperar na parte mais baixa com o café pronto. O que é incrível deste vale e que não existe um padrão de rochas como o vale de la luna, por exemplo. Para cada lado que você olha existe um tipo de rocha, com um formato diferente, um cor diferente, e sim, textura diferente.

Mas fiquei de fato intrigada, pois havia pouca gente lá também. Não sei se as agências não divulgam muito este passeio, ou se o problema sou eu mesmo.

Na volta, passamos no parque de Hierbas Buenas, que na verdade só vi um tipo de erva e não sei nem pra que serve. Pelas histórias que o guia nos contou, as “Ervas Boas” são ervas que o povo utilizava para os rituais, onde faziam os petroglifos, desenhos riscados na pedra (os pintados se chamam hieróglifos), que são a parte mais importante do parque. Essas ervas não são legalizadas, por isso não tem lá. Né?

Petroglifo lhamas sobrepostas | Foto: Bianca Santos

Petroglifo lhamas sobrepostas | Foto: Bianca Santos

Quanto custa cada tour pela agência Atacama Connect:

– Valle de la Luna e Valle de la Muerte – 10.000 CLP

– Lagunas Altiplânicas e Salar de Atacama – 25.000 CLP

– Geiser del Tatio – 20.000 CLP

– Valle del Arcoiris e Hierbas Buenas – 25.000 CLP

No final das contas saiu 70.000 CLP (R$ 350,00), porque ganhei desconto através do hostel.

Agora simplesmente preciso fazer algumas considerações finais sobre o deserto.

Passei por uma situação de corte de água lá, que para os moradores é comum, mas que para nós, pessoas não acostumadas com a situação, é estranho, mas ao mesmo tempo é uma ótima oportunidade para repensar no seu consumo e em como pode fazer para economizar.

Fiquei positivamente surpresa com a simplicidade e simpatia do pessoal que vive em San Pedro. Como viajante, honestamente não havia encontrado pessoas tão educadas e gentis como lá. Minha surpresa foi porque lá tem muito turista, e em experiências anteriores havia chegado à conclusão de que quanto mais turística a cidade, mais mal educados são os seus moradores. O que é até compreensível, já que tem um bando de gente estranha tomando conta da sua cidade o tempo inteiro.

O deserto, assim como a praia, tem um cheiro muito específico, o qual não sei explicar, apenas sentir! Hahaha!

E deixo aqui o link para o álbum onde estão algumas das fotos que tirei nessa trip.

Enfim, saudades, Atacama! Espero te ver novamente! <3

WorkAway: o que é e algumas dicas ;)

Durante o planejamento da viagem investiguei a melhor forma de interagir com as culturas locais, e claro, de maneira barata. Selecionei o site WorkAway.info, e nestes últimos 7 meses tudo tem funcionado muito bem!

O que é e como funciona

Neste site, Bed & Breakfasts, Hostels, Fazendas e até mesmo Pessoas Físicas se cadastram gratuitamente, criando um perfil do host, para que os interessados se candidatem ao  trabalho voluntário. A maioria oferece estadia e refeições (confira sempre todas as infos no perfil do host). As horas de trabalho variam de 4 a 6 (mais que isso é demais para voluntariado), e certamente, lugares incríveis e pessoas maravilhosas passarão por sua vida de voluntariado, junto com muito aprendizado.

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Primeira seleção de filtros | Site WorkAway

Para se registrar como voluntário a taxa é de 29.00 USD (1 perfil) e 38.00 USD (perfil duplo), válido por 2 anos. Depois de pagar, é só preencher seu perfil e começar a busca pelo mundo!

Ai vão algumas dicas básicas:

– Mantenha seu perfil atualizado e coloque fotos dos seus trabalhos voluntários.

– Escolha sempre locais que tenham feedback. Você pode usar esta opção no seu filtro de busca.

– A opção Uptated listing também é um bom filtro, pois indica que o host fez alguma atualização recente em seu perfil.

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Filtros na busca pelo host | Site WorkAway

– Confira sempre o tempo de horas de voluntariado solicitado (afinal, você não quer um trabalho escravo).

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WorkAway em Stow, Escócia | Foto: Antonia Mayr

– Coloque no assunto da mensagem o período que você deseja permanecer no lugar (os hosts recebem muitas requisições, este primeiro filtro facilita a vida).

– Mande de 4 a 6 solicitações. Se não obter resposta em uns dois dias, mande um “Olá, gostaria de saber se você recebeu minha mensagem”.

– Por fim, antes de confirmar com sua melhor opção, Google it! Ache o local na web, procure mais detalhes, pois ninguém quer cair numa cilada!

– Chegando no local, tudo lindo maravilhoso, é bacana conversar com os chefes entre o primeiro e segundo dia de trabalho, para saber como funciona a rotina e  horários.

– Depois é só ser feliz, aprender e compartilhar experiências!

– Acabou? Deixou saudade? Nem tanto? Deixe seu feedback na pagina do host. É bom para você e bom para o local :)

Visto no Reino Unido, vindo da Irlanda

No primeiro post sobre a minha chegada em Londres, comentei que eu pensava que haveria nova imigração, porém, vim do Aeroporto de Dublin para o de Gatwick, e entrei com o mesmo visto da Irlanda. Ou seja, não teve imigração, o cara só olhou meu carimbo da Irlanda, eu ainda tinha 30 dias, e me mandou passar.

O que acontece, é que eu quero ficar 60 dias no Reino Unido (entre Londres, arredores, e partir para a Escócia depois). Bem, para me informar, fui na embaixada brasileira e me disseram que eu teria que ir no “Home Office” de Londres (é o local em que os ingleses tratam as questões de imigração, entre outras). Chegando lá, contei a minha história e a mulher me deu um papel com um número para ligar.

No outro dia liguei e o atendente disse que eu tinha que entrar em um site, preencher um formulário, pagar uma taxa e depois solicitar a entrevista para o visto. Bem, lá fui eu… Mas antes de preencher, vi que não tinha local em Londres para agendar entrevista (isso foi bem mais demorado que escrever essa frase). Lá fui eu ligar de novo e disse “Olha, acho que me deram a informação errada”. E a nova atendente disse “Sim, te deram a informação errada, você deve sair do país e entrar novamente”.

Até agora não sei exatamente se estou indo pelo melhor caminho, mas a primeira informação, pelo o que entendi, é para quem está fora do Reino Unido e quer pedir o visto.

Contrariando todas as lições de logística

Contrariando todas as lições de logística

A lição foi: mais uma vez, comprovei que a frase ‘tudo funciona na Europa’ não é bem assim. De qualquer forma, farei o sacrifício de viajar 1 semana para Bélgica e voltar! Vai ser o jeito… E fica a dica, para quem vem da Irlanda (certamente de Dublin ou do Norte para Gatwick) não tem imigração. Mas se você quiser mais tempo de visto como eu, acho que a melhor coisa é se informar no aeroporto, que qualquer coisa os caras já estão lá!

Deserto do Atacama #2

Não contei nos posts Santiago do Chile #1 e Santiago do Chile #2, mas eu fui ao Atacama antes de ir para Santiago. Minha sugestão é que seja feito o contrário: Santiago, depois Atacama. Por quê? O deserto é tão incrível, e você vai ver tantas coisas lindas e impressionantes, que tudo o que vier depois vai parecer meio chocho.

Mas vamos ao que interessa: tours!

Pesquisei horrores antes de ir, porque existem muitas agências, muitos passeios e muitos valores diferentes. Claro, pelo que pesquisei também, alguns mais baratos não tem carros tão confortáveis (para alguns passeios esse é um fator determinante), café da manhã meia boca, guias não tão preparados e por aí vai. Enfim, toda minha pesquisa foi por água abaixo quando cheguei ao hostel e a queridíssima Nancy me mostrou os valores dos passeios da agência com a qual ela tem parceria, e que ainda conseguia um desconto camarada. Para me provar as vantagens, trouxe um folder com os preços de uma das agências locais. Pronto, estou convencida. Escolhi Valle de la Luna e Valle de la Muerte, Lagunas Altiplanicas e Salar de Atacama, Valle del Arco Iris e Geysers del Tatio.

Valle de la Luna e Valle de la Muerte

Os dois vales ficam dentro da chamada Cordillera de la Sal, que fica no caminho entre Calama e San Pedro. A altitude é relativamente baixa, 2800 metros (considerando que alguns lugares estão a quase 5000 metros). Esses são os passeios indicados como iniciais, para o corpo se acostumar com a altitude.

Para o chamado Valle de la Muerte existem duas versões. Uma é de que um padre gringo achava que o local lembrava Marte, mas com o sotaque as pessoas entendiam muerte. Outra versão é de que todos que tentavam atravessar o vale, animais ou pessoas, acabavam morrendo por lá. O guia desse tour disse que não há provas concretas da segunda versão, apesar de ela ser a versão mais interessante. Como a visita ao vale é um “bônus”, já que o passeio principal é o Valle de la Luna, é tudo super rápido. Coisa de 15 minutos. O pessoal desce, o guia conta a história, tira foto e pronto. Dentro desse vale encontram-se as dunas que a galera usa pra praticar sandboard, mas não chegamos até as tais dunas.

Valle de la Muerte | Foto: Bianca Santos

Valle de la Muerte | Foto: Bianca Santos

Já no Valle de la Luna, a aventura inicia com uma caminhada em uma “cova” de sal. É bem tranquilo, dura uns 10 minutos no máximo, e tem dois trechos onde precisa fazer um esforço um pouco maior, porque o espaço para passar é estreito e bem baixo. Saindo do túnel é que vem o problema (para mim, no caso). Você tem a opção de voltar pela cova, ou então de subir um lance bem alto, do tipo que pessoas sedentárias se cansam só de olhar. Eu olhei, cansei, mas já que estava ali, puxei o ar e fui! Cheguei lá em cima morrendo, achando que aquele sim que deveria se chamar Valle de la Muerte, mas valeu a pena o esforço.

Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

Depois disso, seguimos rumo a uma duna, onde se tem a vista panorâmica de todo o vale. Quando o ônibus estacionou e o guia apontou pra uma duna gigantesca e disse que subiríamos lá, tive vontade de chorar. Mas novamente, já que eu estava lá… E foi incrível. É possível ver todo o vale, com os vulcões ao fundo fazendo o contraste. Do outro lado uma grande área coberta de sal, e uma pedra gigantesca que se chama Anfiteatro.

Sal no Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

Sal no Valle de la Luna | Foto: Bianca Santos

A parada seguinte é na Pedra do Coiote, onde fomos ver o pôr do sol. A tal pedra é bem naquele estilo de tirar foto para matar a mãe do coração, bem na beira, com as pernas para baixo.

Lagunas Altiplanicas

O inicio deste tour é cedo, por volta das 7h. O ônibus passou no hostel para buscar, e fomos em direção ao local onde tomamos o desayuno, que está incluso no pacote. A viagem ate lá é cerca de 1h e meia, então dá pra dormir um pouco. Chegamos ao local, que é como um restaurante muito simples, onde várias agências param para tomar seu café da manhã também, que inclui pão caseiro quentinho (que mais parece uma bolacha maria gigante), manteiga, geléia, ovo mexido, e chá. Não sei se estava com muita fome, mas achei tudo uma delícia. Bem alimentados, partimos para as lagunas. Depois de pagar a entrada do parque, de 3000 pesos (cerca de R$ 15), seguimos até a primeira laguna, a Miscanti.

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Essa é a mais famosa nas fotos do Google, mas quando cheguei achei bem diferente. Claro, ela estava completamente congelada, o que a deixa com o visual bem diferente. Existe uma limitação em torno da laguna e da vegetação que não pode ser ultrapassada, que, segundo o  guia, é passível de multa. Tem um caminho que leva até bem próximo à laguna, mas o Ludwig, nosso guia, nos aconselhou a não descer, pois a subida seria muito difícil devido aos 4200 metros de altitude. Como eu já estava um pouco afetada pela altitude, preferi seguir o conselho dele.

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

De lá, seguimos para a segunda laguna, a Meñiques, que fica do ladinho, mas que ir a pé é impossível, considerando o cansaço que a altitude causa.

Laguna Meñiques | Foto: Bianca Santos

Laguna Meñiques | Foto: Bianca Santos

O que separa essas duas lagunas é a lava de uma erupção do vulcão Meñiques, ocorrida a milhares de anos atrás. Anterior a esta erupção, as duas eram uma só. Não tem como descrever ou mostrar fotos que expressem a beleza incrível desse lugar, por isso digo: vá até lá!

Caminho para Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

Caminho para Laguna Miscanti | Foto: Bianca Santos

No próximo e último post sobre o Atacama, falarei sobre o Salar de Atacama, Geysers del Tatio e Valle del Arco Iris!

Londres – a primeira impressão

Chegada e imigração

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Eu, Guilherme e a London Eye | Foto: Ligia Marchiore

A chegada em Londres foi surpreendentemente tranquila. Vim do Aeroporto de Dublin para Gatwick. O aeroporto é enorme, mas super bem sinalizado, bem fácil de se locomover. Nos voos de Dublin (bem como de toda a Irlanda, ao que parece) não tem imigração, só fui passando com um bolinho de gente, o cara olhou bem a minha foto, meu visto da Irlanda e me mandou passar! Eu tinha preparado toda a papelada, mas não foi necessário (fiz porque, na Irlanda ninguém deu certeza se teria imigração ou não). Meu visto para a Irlanda é de 90 dias, já fiquei 60 dias lá e quero ficar mais 60 no Reino Unido (entre Inglaterra e Escócia) #comofaz? Não sei, essa semana vou me informar.

Vindo para a cidade

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Van da Easy Bus | Foto: Mariana Sandini

Do aeroporto para a cidade, dá para vir de trem, mas peguei uma van que chama Easy Bus e tem o custo mais baixo (o trem parece que é em torno de £12,00). Comprei a passagem direto pelo site, custou £8,75. O caminho demorou em torno de 1 hora, que passou bem rápido! Na van estava só eu e uma mulher muito simpática… Da onde? Brasil! Ela mora atualmente na Escócia e me deu boas dicas sobre minha próxima parada!

Cartão para transporte

Na primeira ida ao metrô (chamam aqui de tube), em uma máquina, comprei o cartão para transporte, que chama Oyster. Não existe outra opção. Carreguei para 1 semana, pelo valor de £42. A coisa mais cara por aqui é o transporte, porém, com esse crédito posso andar de metrô, trem e ônibus, o que é muito útil por aqui.

Cartão de Transporte | Foto: Mariana Sandini

Cartão de Transporte | Foto: Mariana Sandini

A primeira impressão

Orelhao_com_Big_Ben_no_fundoCom o mochilão, encontrei meu amigo e a namorada que moram na cidade, e já demos umas voltas caminhando pelo centro. Já deu para ver o Big Ben (achavam que era maior, confesso), Palácio de Buckingham, London Eye (aquela roda gigante, enorme), entre outros prédios bonitos, parques e gente, muita gente. Depois de umas boas caminhadas, pegamos o metro e em seguida um bus, viemos para casa e tomamos umas cervejas na beira do rio (o bairro aqui fica na zona 3 – a cidade vai até a zona 6). Encontramos com mais um amigo brasileiro e logo um vizinho londrino cheio de histórias rock’n’roll se juntou para mais umas cevas. Chegando em casa, o lugar é um antigo hospício (parece doido, mas o lugar é bem bacana! Logo mais mostrarei fotos, mas ainda não deu tempo). A primeira impressão foi das melhores!

Deserto do Atacama #1

O deserto do Atacama fica no norte do Chile, e é considerado o mais árido do mundo. Essa aridez toda é algo que, literalmente, você sente na pele logo que chega lá. A boa notícia é que essa lindeza de lugar é tão pertinho que não muda sequer o fuso horário e relação à Brasília! Passei 6 dias por lá, em julho de 2015, e vou contar como foi essa experiência, além de dar algumas dicas valiosas! E a primeira, e talvez mais importante, é: nunca, jamais, fique sem uma garrafa d’água.

O oásis no meio do deserto é a cidadezinha de San Pedro de Atacama, que tem o aeroporto mais próximo cerca de 100 km de distância, na cidade de Calama. É em San Pedro que a maior parte dos turistas se hospeda, o que significa que tem bastante opção de hospedagem, restaurantes, lojinhas e lugares para turistar.

Praça principal de San Pedro de Atacama | Foto: Bianca Santos

Praça principal de San Pedro de Atacama | Foto: Bianca Santos

Como cheguei

Bem simples. Voo de Porto Alegre a Santiago, com escala em SP, e depois de Santiago para Calama. Também é possível ir de ônibus, saindo de Santiago. O terminal fica na estação de metrô Pajaritos, onde tem guichê de várias empresas diferentes, e com valores de passagem diferentes. Mas como essa é uma viagem de 24h, vale dar uma olhada nos ônibus antes de se jogar na passagem mais barata.

Já em Calama, tem várias opções de transfer que levam e buscam na porta do lugar aonde você vai se hospedar, e o valor para ida e volta é de, em média, 20000 pesos chilenos (CLP), que é cerca de R$100,00.

O transfer que eu peguei foi da empresa Transvip, paguei mais barato, 18000 CLP, e eles foram super pontuais. Recomendo.

#ficaadica: se você for de avião de Santiago para Calama, escolha uma poltrona do lado direito. Se, como eu, você pegar o voo das 7h, verá o sol nascendo no deserto. 😉

Hospedagem

Fui extremamente bem recebida no hostel onde fiquei. É um hostel familiar, onde mãe e filha cuidam de tudo. Nancy, a mãe, me recebeu com um café da Costa Rica, que mais parecia um chá, mas que naquele frio me pareceu divino! Me explicou todo o funcionamento do hostel, me falou dos brasileiros que estavam por lá (sempre tem), imprimiu um mapa e mostrou tudo que pudesse ser de meu interesse. Bem diferente das experiências que eu já tive em hostels por ai.

Área comum no hostel | Foto: Bianca Santos

Área comum do hostel | Foto: Bianca Santos

O hostel fica pertinho do que é considerado centro. Como tudo é extremamente perto, não faz diferença. Uma vantagem da localização deste hostel é que ele fica ao lado do estacionamento municipal, onde os tours acabam. Escolhi ele pelo preço, claro, e pela vista que tem para o vulcão Licancabur. A cama é muito confortável, com muitos cobertores, e tem armário para guardar a mala com chave (que cabe uma mala grande de boa). Nancy me deu uma chave de acesso ao quarto e à casa, que fica sempre fechada. O espaço todo é bem grande, com piscina, área comum, cozinha limpa, banheiros limpos. Uma preocupação que eu tinha era em relação ao banho, pois havia lido que alguns lugares limitavam o tempo de banho, não tinham água quente, etc. Nada disso me foi falado. A água esquenta de forma instantânea e não é aquele chuveiro que você tem que brigar com ele para conseguir achar a temperatura certa. Uma coisa bem legal é que eles reciclam tudo que for possível. Tem várias lixeiras específicas, e nada de lixinhos nos quartos, justamente pra inibir as misturanças. A única coisa ruim é que os banheiros ficam na rua. Se acordar de madrugada apertada, melhor permanecer embaixo da coberta! Este amor de lugar é o Hostal Lackuntur, e a diária em um quarto feminino com 4 camas é de R$ 60,00. E se você não curte a ideia de hostel, relaxa, pois em San Pedro tem hotéis chiquetosos e spas.

Alimentação

A maioria dos restaurantes tem o prato do dia, o que sempre é o melhor negócio, já que o valor é mais em conta e é menos demorado para ficar pronto. Como todo lugar turístico, a área central é mais cara para comer, mas tem alguns restaurantes bem baratinhos também. Coisa de R$15,00 o almoço. Lá não tem mercado grande, apenas uns mercadinhos, e os preços são bem salgados. A lata de atum mais barata custa R$6,00. Pensei que fosse caro por ser uma cidadezinha no meio do deserto, mas depois descobri que esse é o padrão chileno de preços. Caro.

O que levar

Estudei muito sobre o Atacama antes de ir, e depois me dei conta de quanta dica furada que eu li internet afora. De ter que levar calçados específicos, calça que vira bermuda, casaco corta vento. Ai gente, não. No tour que eu mais caminhei, havia uma senhora usando salto e sem problema algum. Recomendo ir de salto? Não, mas é só para dizer que não precisa comprar bota de trekking. Única coisa que eu acho importante é que o calçado não escorregue, porque como tem muita areia e pedras, não é difícil resvalar e cair. Quanto à roupa, sempre a mais confortável possível, e se for no inverno, leve casacos e calças que comportem outros casacos e calças por baixo, porque pela manhã e à noite, bem como nos lugares de maior altitude, faz um frio sem explicação. Um bom investimento no quesito roupa é a segunda pele térmica. Comprei blusa e calça na decathlon, por R$100,00, os dois juntos e são de ótima qualidade. Casaco bem quente também é necessário, além de luva, cachecol e touca. Mas o que você já tem, nada de mimimi corta vento, mimimi impermeável.

Algumas das dicas que eu li foram de extrema importância, e devem ser levadas bem a sério.

Hidratante: devido à aridez do lugar, a pele seca MUITO. Tem que se jogar no hidratante mesmo, porque a pele descama horrores. Eu levei um do tipo embalagem econômica, para usar em tudo, corpo, rosto, pé, mão, mas um específico para mão teria sido uma boa, já que não rolou levar a embalagem econômica na bolsa o dia todo. Até poderia, mas eu já era a maluca que tira foto de boneco da caixa de sucrilhos, então achei melhor evitar. Ah, leva hidratante labial também, viu!

Colírio e soro fisiológico: os olhos secam tanto que doem, o nariz seca tanto que sangra. Levei colírio, mas não levei soro, e me arrependi bastante.

Protetor solar: é óbvio, mas o óbvio tem que ser dito. Em frente ao museu tem um “solmaforo”, que indica como esta o sol no dia e como deve ser a proteção, com tempo máximo de exposição ao sol para o seu tipo de pele. Bem legal.

Solmáforo | Foto: Bianca Santos

Solmáforo | Foto: Bianca Santos

Ok, ok. Você não vai até o Atacama pra ficar dando voltas em uma mini cidade de menos de 2000 habitantes né? Então olhe a foto abaixo, e aguarde pelo próximo post! \o/

Vulcão Miñiques | Foto: Bianca Santos

Vulcão Miñiques | Foto: Bianca Santos

Na Mochila da Mariana

Quando na minha cabeça, psicologicamente, eu estava pronta para o grande mochilão, precisava de algo concreto para que a viagem se tornasse real. Bem, era a hora de materializar a mochila! Pesquisei muito na internet, li tudo o que é coisa, e como já estou nessa viagem faz quase 3 meses, é hora de eu compartilhar minhas decisões sobre a mochila. O bacana é que posso dizer o que deu certo e não tão certo até agora!

A Mochila

Existem dois “tipos” de mochila, a cargueira, que são as do tipo grandonas de mochilão e as de ataque, que são do tamanho de uma mochila normal. Li em vários sites que tem alguns modelos que vem com as duas mochilas “acopladas”. Para mim, isso era perfeito! Só que fui em algumas lojas para experimentar mochilas, e descobri que os modelos de mochila que vem com cargueira e guerrilha juntas são acima de 75 litros (grandes de mais para mim e para qualquer pessoa, na minha opinião).

Sugiro que você vá em várias lojas e experimente vários tipos de mochilas (experimentar mesmo, colocar, mexer nos ajustes, sentir o tamanho). Mesmo que opte por comprar a mochila pela internet.

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Banchee 50 litros | Site North Face

Eu fiz isso e a minha ideia era experimentar fisicamente, escolher a mochila, e depois ver se eu achava um melhor preço na internet. Acabou que minha irmã estava nos EUA e eu achei uma mochila da North Face em promoção por $129.32. Primeiro tentei comprar pelo site da North Face, mas eles só aceitam cartão de crédito americano, então, achei a mesma mochila em promoção em um outro site americano. Assim pude comprar e entregar onde minha irmã estava.

Optei pelo modelo Banchee 50 litros. Para mim, 50 litros é o ideal. Pois o que eu li em vários blogs e faz muito sentido, é que quanto maior a mochila, mais coisa a pessoa vai socando dentro dela. Acabei não experimentando fisicamente, mas ir na lojas pessoalmente (antes de comprar pela internet) me deu uma boa base para saber o que eu queria ou o que eu não queria.

O que foi muito importante: estrutura de ferro para as costas e várias fitas de regulagem. Tiveram 2 ocasiões em que tive que correr com a mochila para não perder o trem na Itália e foi super tranquilo, pois a mochila é bem anatômica.

O que foi bacana: a mochila tem oito bolsos, então, dá pra dividir bem as coisas nela. Mas aqueles bolsinhos da parte que fica do quadril são tão pequenos que acabo não usando (cabe 1 par de meias e olhe lá).

O que realmente faltou: mais aberturas para acesso ao interior da mochila. A minha é tipo um “sacão”, então, fica difícil de usar ela como guarda-roupa. Ao chegar em um lugar, acabo tirando as roupas de dentro. Mas claro, mantenho sempre no fundo as coisas que sei que não vou usar no momento (pois tenho roupas para as quatro estações).

Essencial mas ainda não usei: capa de chuva para mochila. Tem mochilas que já vem com a capa de chuva embutida. Como a minha não tem, comprei uma em uma loja Caça e Pesca por R$30,00. Vale pesquisar o preço, pois achei várias mais caras na internet, e se você tiver tempo, não acho má ideia comprar uma nesses sites bem baratos que trazem coisas da China.

Essencial e muito já usei: levo comigo uma mochila de ataque (pequena) na frente, com meu notebook, cabos, documentos e coisas essenciais. Digamos que é a mochila das coisas preciosas. Levei uma do Brasil que estava velha e se destruiu no primeiro mês da viagem. Então, comprei uma na Decathlon em Milão por €4.

#ficaadica: cores coloridas e chamativas são legais para quem vai pegar carona, pois um carro pode te avistar de longe, evitando assim um acidente.

Dentro da Mochila

Minha ideia era levar roupas para 1 ano, que podem ser usadas nas quatro estações.

Tudo o que foi na mochila | Foto: Mariana Sandini

Tudo o que foi na mochila | Foto: Mariana Sandini

Lista de roupas:

– 9 blusas + 1 vestida:
4 regatas
2 meia manga
1 manga comprida
3 baby looks
– 1 camisa xadrez de manga comprida
– 2 blusões de lã meia estação (um cinza e outro preto)
– 1 casaco de moletom fino cinza
– 1 lenço grande (de um tecido mais grossinho)
– 2 calças jeans
– 1 calça de abrigo preta
– 1 calça saruel preta
– 1 short jeans
– 2 vestidos curtos
– 1 toalha de rosto grande (para ser usada como toalha de banho se precisar)
– 1 casaco de lã preto 7/8, super quentinho e confortável
– 1 touca/boina cinza
– 1 cachecol preto
– 1 par de polainas pretas de lã
– 10 pares de meia (5 curtas e 5 compridas)
– 2 meia calças grossas marrons
– 17 calcinhas
– 3 tops
– 2 parte de baixo de biquíni + 3 partes de cima
– 1 canga
– 1 boné

Levei as roupas que eu gostava bastante e que se combinam entre si. A melhor cor em praticidade foi cinza (pois apesar do preto ter a fama de não sujar, usei uma máquina de lavar roupa que não era muito boa e deixou as minhas roupas pretas com marcas brancas de sabão, ou sei lá do que). No meio do caminho 1 das regatas (que já era velhinha, mas eu adorava) rasgou.

O eu ganhei e comprei na viagem até agora:

– 1 casaco para chuva e corta vento
– 1 casaquinho leve preto
– 1 manguito preto
– 1 baby look azul marinho
– 1 vestitinho florido
– 1 meia calça preta grossa

Todas as roupas foram usadas, exceto as meias calças e as polainas.

O que eu cortaria ou mudaria da lista:

– umas 10 calcinhas está bom
– 1 regata branca poderia ser cortada
– traria apenas 1 biquíni
– 1 vestido curto poderia ser cortado

Sapatos:

– 1 par de tênis
– 1 par de alpargatas pretas (super compactas)
– 1 par de botas azul marinho (do tipo cano baixo e sem salto, é claro)
– 1 chinelo (super comparto)
– 1 sandália branca (super compacta, linda, e que ganhei no meio do caminho S2)

Apenas para lembrar, até agora eu peguei o verão aqui na Europa. Muito calor na Itália e na Irlanda tem dias que faz 8 °C. Para o inverno planejo apenas precisar de sapatos para neve.

#ficaadica: sapatos para neve são caros. Então, você pode comprar uma galocha (bem mais barato) e usar meias quentes, que o efeito é o mesmo.

Produtos de higiene e beleza:

– shampoo
– condicionador
– creme de pentear
– sabonete para o corpo
– sabonete para o rosto
– escova de cabelo
– hidratante para o corpo
– protetor solar para o corpo
– protetor solar para o rosto
– shampoo a seco
– desodorante
– absorventes
– kit unha (sem esmalte e sem acetona)
– escova de dentes
– pasta de dente
– fio dental
– cotonete
– álcool gel pequeno
– gilete
– 2 óculos de grau
– 6 pares de lente de contato descartáveis
– líquido para limpar as lentes
– soro fisiológico para lentes
– kit básico de maquiagem
– chicas de cabelo
– algodão

Otras cosistas:

– linha e agulha
– cadeado
– bloco de notas
– caneta, lápis e borracha
– adaptador universal de tomadas (imprescindível)
– notebook
– carregador para note, celular, e cabos para adaptar HDMI e VGA no Mac

Faltou canivete na minha mochila e um saco de dormir, que serão providenciados ao longo da aventura! Ainda não precisei de repelente, mas para quem quer ser 100% prevenido, vale colocar na lista.

Medicamentos:

– remédio para dor de cabeça (muito útil para quem sofre de ressaca)
– remédio para dor de estômago
– 6 cartelas de anticoncepcional
– antibiótico para infecção urinária (com receita médica)
– antigripal
– pastilha para garganta
– gaze e esparadrapo

Minha mochila pode parecer um pouco exagerada, mas é bastante leve (14Kg) e arrumando tudo de forma compacta, fica em um tamanho legal. Claro que cada um tem suas preferencias… Eu aconselho não trazer mais coisas do que eu trouxe. Se for para fazer algo diferente, talvez trazer menos coisas. O tamanho de 50 litros é muito bom, e principalmente este modelo, vai estufando de acordo com as coisas que se coloca. É um bom tamanho, tanto para férias de 1 mês, quando para mochilão de 1 ano.

mochila_marianasandini

Kit Completo da Mochileira | Foto: Carina Primavesi

#ficaadica: fazer rolinhos nas roupas é a melhor forma para ocupar pouco espaço.

Para quem está pensando em organizar a sua mochi, desejo boa sorte e boas escolhas =)

Santiago do Chile #2

No post anterior falei em câmbio, transporte, hospedagem e comida. Mas o que fazer em Santiago? Bueno, não sou adepta de guias ou roteiros, então vou apenas listar algumas sugestões.

Bares

A vida noturna de Santiago é agitada. Tem opções todo santo dia. Cheguei em uma segunda-feira, e tinham festas bombando nas boates do bairro. Fiquei hospedada no Bairro Recoleta, e o hostel fica uma quadra da rua mais agitada que tem nas redondezas, a Pio Nono. Tem uma variedade bem grande de bares nessa rua, e as festas fechadas são todas próximas a ela também.

Uma coisa chata que descobri, é que você não pode simplesmente sentar em um bar e pedir uma cerveja. Para beber, você tem que comer. Bizarro. E uma porção pequena de batata frita é quase R$20,00. Outra coisa é que você não pode beber na rua. Passar no mercado, pegar uma ceva no final do dia e ir bebendo pela rua? Nem pensar, é crime. E como tem muito policiamento nas ruas, melhor não arriscar.

O preço da cerveja? R$ 13,00 uma cerveja 600ml, equivalente a uma Brahma no Brasil, e quase temperatura ambiente.

Mas e o vinho? Sorry, gente. Não gosto de vinho.

Tours a pé

Fiz um tour pela parte histórica de Santiago, incluindo Plaza de Armas, Palacio de la Moneda, Cerro Santa Lucia, e arredores, e esse tour é feito por uma empresa chamada Tours4Tips, ou seja, eles sugerem um valor a ser pago ao final, mas você paga o quanto achar justo. E não rola nenhuma pressão para pagar mais ou algo do tipo. Tanto que quando você entrega o dinheiro, eles sequer olham o valor,  apenas colocam no bolso. Você tem a opção de fazer a pé sozinho e sem precisar pagar nada, certo? Sim, mas se você, assim como eu, não é o maior conhecedor da história do Chile, super vale a pena.

Palacio de la Moneda | Foto: Bianca Santos

Palacio de la Moneda | Foto: Bianca Santos

Museu de Belas Artes

Eu tenho a sensibilidade de um rinoceronte para arte, admito, mas algumas áreas desse museu são lindíssimas. No site do museu você pode verificar o que está exposto no mês atual.

Escultura de bronze no Museu de Belas Artes | Foto: Bianca Santos

Museu de Belas Artes | Foto: Bianca Santos

No dia em que visitei, havia uma exposição sobre os chilenos, com fotos de pessoas em sua vida cotidiana, em sua maioria muito pobres. Outra parte da mesma exposição mostrava homens mutilados por conta da guerra. São fotos realmente tocantes.

Museo de la Memoria y los Derechos Humanos

Esse é necessário tempo, pois é enorme. O museu inicia informando sobre as ditaduras militares pelo mundo, e as comissões que vieram posteriormente para tentar desvendar os mistérios de desaparecimentos e tantos absurdos que a ditadura proporcionou. No quadro do Brasil, vejam só, comissão encerrada sem investigações concluídas.

Entre as atrações do museu, está o vídeo do dia do golpe, o áudio de Salvador Allende, presidente na época, falando na rádio pouco antes de morrer, depoimentos de pessoas que tiveram familiares levados de suas casas, de sobreviventes de torturas e de fuzilamentos. Pesado, mas vale a pena.

Junto ao museu dos direitos humanos, na estação Quinta Normal, estão mais alguns museus, como o de arte contemporânea e o de história natural. Para todos estes museus, a entrada é gratuita. O único que você pode pagar (se quiser), é o de arte contemporânea. O valor é de 1000 pesos chilenos para fazer a visita guiada, que deve ser agendada. Mas se quiser apenas visitar o lugar, de boa, entrada free também.

Curiosidade

Apenas para que ilustrar o problema que o Chile tem com cachorros de rua, os chamados quiltros, vou contar uma história curta: um belo dia, eu estava na área de check-in no aeroporto de Santiago, que fica no terceiro andar do prédio, e tinha um cocô de cachorro bem no meio da fila. Fim.

Os cachorros de rua estão em toda a parte. Dizem que os chilenos se importam mais com os cachorros de rua do que com as pessoas. São mais de 200 mil deles no país. Eles são gordos, fofos, muito bem educados e inteligentes. Eles usam roupinhas no inverno, e nos parques existem muitas casinhas e comida para eles. Alguns são castrados, e tem identificação do tipo: “Você pode me levar pra casa”, ou “Não me leve, eu tenho dono”. Em um tour que fiz, a guia explicou como tudo começou. As pessoas saíam para trabalhar e deixavam seus cachorros não castrados na rua, para não deixá-los presos. Irresponsáveis com boas intenções? Bom, o resultado está aí.

Em Valparaiso entrei em um ônibus, e lá estava um cachorro super de boa. Passadas algumas paradas, ele desceu do ônibus e seguiu seu rumo. Uma graça!

Por fim, digo que apesar de não ter sido minha melhor viagem, recomendo a visita para Santiago. Como uma viajante apaixonada, penso que todos os lugares merecem e devem ser visitados, afinal de contas, cada pessoa sente e vive essas experiências de sua forma. A que você acaba de ler foi a minha, e eu espero que a sua seja fantástica! :)

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