San Andres é um daqueles lugares dos sonhos de muitos viajantes. Lá tem aquelas praias que quando você vê, a única reação possível é “puta que me pariu que que é isso?” e que são tão lindas que dá vontade de dar um abraço e um beijo nelas. Caribão né, minha gente!IMG_2006

Estive lá em março de 2017 e fiquei na ponta norte da ilha, próximo à praia do centro, a Spratt Bight. É a praia mais movimentada e, portanto, com mais comércio (essa da foto acima).
A praia, apesar de ter muita gente, é uma tranquilidade só. Não tem aquela penca de vendedores ambulantes. No máximo alguém oferecendo drinks (Coco Loco, experimentem!) e manga com sal (!). Na verdade eu até senti falta de alguém vendendo cerveja, viu! Para comprar ceva, só nas lojas da beira da praia, que são tipo loja de conveniência. A vantagem disso é que a variedade é grande e o preço é o mesmo dos mercados, ou seja, bem barato.
É super segura. Como tem muita gente, muitos turistas, não me senti receosa de deixar minhas coisas solas na areia para entrar no mar.
O mar é lindo, várias cores mesmo, a temperatura maravilhosa. Nem gelada, nem parecendo (desculpa!) mijo.
A ilha não é assim gigante, mas também não tem como ir de um lugar a outro a pé. De onde eu estava hospedada, só era próxima a praia do centro mesmo, e as mil opções de freeshop. No mais, a galera aluga carro de golfe ou moto para conhecer. Como eu não dirijo, fiquei só por ali.
Coco loco | Foto: Bianca Santos

Não sou do tipo que gosta de tours e passar o dia inteiro correndo pra lá e pra cá, mas para conhecer as ilhas não tem como fugir disso. Fui ao Acuario e Johnny Cay, que queria muuuuito conhecer, em um tour que leva às ilhas. O tour sai por 25000 pesos, e pode ser comprado direto no local de onde saem os barcos, em hostels e hotéis, ou na praia de Spratt Bight mesmo, tem uma casa amarela na areia, onde vendem vários tours diferentes. A viagem de lancha até Acuario é super tranquila, cerca de 15 minutos. Já de Acuario até Johnny Cay é mais tensa, tem dias em que o mar está tão bravo que a ilha fica fechada para visitação.

Acuario é demais. Não tem assim tanto peixe na verdade, e dizem que está diminuindo cada vez mais :(. Mas a praia é realmente encantadora. De lá, dá pra ir até a ilha ao lado, a Cayo Haynes. Entre as duas o trânsito é a pé, pela água, com água no máximo até a cintura. Ambas as ilhas tem pouca estrutura, até por não ter espaço físico para isso, então sai um pouco caro passar o dia inteiro lá se quiser comer e beber. Uma cerveja custou 6000 pesos, ou R$ 7,50.
Cayo Acuario | Foto: Bianca Santos

Johnny Cay tem a água bem mais agitada, não é aquela piscininha como Spratt Bright e Acuario. Ao entrar na ilha você paga 5000 pesos de taxa de preservação ambiental. Justíssimo. O mar tem um tom de azul mais escuro, lindo demais! O que eu achei ruim é que só dá para tomar banho em um dos lados da ilha, e é o mesmo lado onde estão todos os barcos de tours, então não sobra tanto espaço para pessoas na água. Até tem umas piscinas naturais do lado oposto, mas é aquela coisa de 10 cm de altura a água, só dá pra molhar o tornozelo.
O diferente desta ilha é que a visita não se resume à praia. Tem muitas árvores, iguanas imensas e o famoso lagarto azul. É um lugar delícia para estender a canga na grama e ler um livro.


Diferente do Acuario, Johnny Cay tem muitas barracas de comidas e bebidas, e até uma barraquinha de cangas, chapéus e essas coisas. A comida não é cara não, 25000 pesos por um prato imenso. Arroz de côco, salada, e ou um peixe INTEIRO, ou postas enormes, ou dois pedaços de frango à milanesa (coxa + sobrecoxa vezes 2!). Não quis comer porque não tinha fome para toda aquela comida, e não dava para embalar para a viagem hehe

Johnny Cay | Foto: Bianca Santos

Hospedagem

Me hospedei no El viajero Hostel. É um hostel bem conceituado, bem localizado, e com um bom custo benefício. O hostel é bem grande, staff queridíssimo, nada a reclamar nesse quesito. É um hostel movimentado, tem um bar no terraço e aulas de dança, então se está em busca de paz e sossego, fuja que dá tempo! Para quarto compartilhado foi o melhor valor que encontrei na época, cerca de R$ 65 para dividir com outras 7 meninas. Os pontos negativos do hostel são o Wi-fi, que ficou vários dias sem funcionar, e o ar condicionado que só pode ser ligado à noite, e quem controla temperatura e talz são os funcionários, que ficam com todos os controles.

Vista do Hostel | Foto: Bianca Santos
Spoiler sobre Providência: O valor de um quarto dividido entre 8 meninas em San Andres é maior do que um quarto individual com frigobar, ar condicionado sem limitação de tempo de uso e TV a cabo.

Curiosidades da ilha:
– Os hostels e hotéis te dão uma pulseira de identificação na chegada, e você precisa permanecer com ela até ir embora
– Não rola água quente no chuveiro, apenas em hotéis mais granfinos
– O comércio fecha às 13h e reabre às 15h
– o Wi-fi da rua é melhor do que os dos estabelecimentos comerciais (aliás, toda a colômbia tem wi-fi na rua!)
– Os locais falam entre eles o idioma Criolo. É uma espécie de inglês super enrolado, impossível de entender.

Vale a pena levar
Produtos de higiene pessoal comuns: Melhor levar do Brasil. Só vale comprar lá se for algo importado, aí você cata nos freeshop por um preço mais em conta que aqui, certamente.
Protetor solar: Lá não é tão barato assim como se diz por aí pela internet. Tá o mesmo valor que no Brasil, pra mais.
Repelente: Principalmente se for até providência. Lá tem mais mosquitos do que em San Andres.
Biquinis: Os modelos são feios, e o preço não é convidativo.

É mais barato comprar lá
Sapatilhas de neoprene: São extremamente necessárias para entrar no mar, e lá tem em todo lugar pra vender, por cerca de R$ 15.
Lenço pro cabelo, chapéus, ou outra coisa que segure a cabeleira: Porque venta bastante e lá são baratinhos, chapéu por R$ 15.
Canga: mas não com a mesma qualidade das brasileiras

Vale a pena trazer
Bebidas: Tem muita coisa do tipo 3 por valor X que valem muito. Uma absolut que está R$ 80,00 aqui, sai por R$ 50,00 lá.
Perfumes: Freeshops né, tem de tudo e por preços bons.
Chocolates gigantes: Esses porque aqui não tem mesmo. E são lindos!
Pringles. Eu que nem gosto muito quase surtei com os valores. Tipo R$ 8 o grande.

 

Por enquanto é só, e voltaremos com a cereja do bolo desta viagem, a Ilha Providência!